Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Caminhos de Espiritualidade de Mestre Ueshiba - Parte 3

Para ir ao Grande Santuário de Ise, utiliza-se a rota "Iseji". Esta rota liga Ise Jingū (Santuário de Ise), local sagrado que está fora da Província de Wakayama, com a Kumano Sanzan, que passou, após o século 17, tornou-se uma rota como parte da peregrinação Saikogu; o primeiro templo é Seiganto-ji, um templo que está intimamente relacionado com o Kumano Nachi Taisha.

Já Magose Toge forma a fronteira entre Miyama-cho e a cidade Owase. Um trajeto de pedra coberto de musgo se estende cerca de 2 km no belo floresta cipreste coberto com samambaias. Esta rota leva a Tengura-san com uma pedra enorme na ponta. Há um pequeno túnel logo abaixo da pedra onde você pode entrar, para se ter vista panorâmica da cidade de Owase. Magose-koen é um caminho conhecido por seu trecho das cerejeiras em flor, na época da Primavera.

Mestre Hikitsuchi diz se recordar que Ueshiba O'Sensei, além da prática do dois Furutama e o Amano Torifune, era comum nos anos 50, Okorobi, Ikubi no Ho, Otakebi ; exercicios relacionados ao Chinkon Kishin no Ho. Esta prática era associada ao monge Kawatsura Bonji (1862 - 1929), que se relata em artigos que foi visitado algumas vezes por Morihei Ueshiba O'Sensei. Este monge é o fundador da instituição religiosa Dainippon Sekaikyō Miitsukai ou, apenas, Miitsukai, grande estudioso das praticas do Misogi, como o Chinkon Kishin no Ho, exercícios estes já conhecidos desde o período que Nara era a capital do Japão; que devido aos esforços de várias pessoas, como Imaizumi Sadasuke, estas práticas do Misogi vieram a ser adotadas pela Jingū Hōsaikai (uma associação de devotos do Grande Santuários de Ise) e Taiseiyoku Sankai ( uma associação imperial).

Estes fatos nos ajudam a entender muito dos ensinamentos de Mestre Ueshiba, que, segundo relatos, aos 7 anos de idade foi enviado para um templo Shingon em Jizodera, aonde estudou a vertente Mikkyo, fundada por Kūkai. Sobre Kūkai, Mestre Ueshiba escreveu: " O Budismo Esotérico de Kūkai, é incomparavelmente muito mais complexo e avançado do que o Xintoísmo, apresentando com este último muitos pontos em comum. Entre eles, a idéia da unidade do homem e da natureza e da crença na eficácia mágica da palavra (Shingon no primeiro, Kototama no segundo). Era natural, portanto, que um dia Budismo esotérico está intimamente associado com o Xintoísmo."

Bom fim de semana.

Oss.

Baseado em artigos sobre Mestre Hikitsuchi, Morihei Ueshiba O'Sensei e sobre os Caminhos de Kumano.

4 comentários:

  1. Buenos días Ricardo,
    Muchas gracias por compartir la tercera parte de este interesante relato, como son los ejercicios Shinkon Kishin en Ho?
    Un abrazo y buen finde a tod@s

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    Respostas
    1. Hola, Carina,
      Las explicaciones de estés ejercicios de movilización del Ki son encontrados con este mismo nombre; los más conocidos por nosotros son el Furutama y el Torifune.
      Muchas gracias por tu comentario.
      Abrazo.

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  2. Me pregunto si en esta tercera etapa del camino podremos encontramar Kodamas...

    Un abrazo Ricardo y buen fin de semana!!!

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    Respostas
    1. Hola, Guillermo,
      Si pensáramos que todos árboles son considerados Kodamas, en diversas regiones de Japón, podemos considerar que es posible; pero es apenas una tradición.
      Muchas gracias por tu comentario y excelente fin de para ti también.
      Abrazo.

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