Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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terça-feira, 2 de junho de 2015

Conto Zen - EU é Ilusão

Certo dia, o Imperador, soube que um grande sábio estava perto de seu palácio e mandou chamá-lo. Assim que o Mestre chegou, foi levado à presença do Imperador, e este fez-lhe uma pergunta:

"Mestre, aonde fica localizado o Eu? Como o senhor definiria o Eu?"

O sábio olhou a sua volta e pediu ao Imperador para irem às portas do Palácio, para poder exemplificar; lá chegando, disse:

"Por favor, peça para trazerem aquela carroça que está lá ao fundo."

Quando a carroça chegou, puxada pelos cavalos, o Mestre perguntou:
"Venerável Imperador, me diga, o que é isso?"

"Uma carroça, é claro." - respondeu o Imperador.

O mestre pediu, então, que retirassem os cavalos que estavam atrelados à carroça; feito isto perguntou: "Os cavalos são a carroça?"

O Imperador respondeu que não, são apenas cavalos. O mestre, agora, pediu que as rodas fossem retiradas, e perguntou:
"Venerável Imperador, as rodas são a carroça?"

Novamente o Imperador disse que não. Pedindo para retirarem os assentos, o monge pergunta: "Me diga, meu Imperador, estes assentos agora são a carroça?"

Mais uma vez, o Imperador disse que não. Retirado o eixo, o Mestre pergunta: "Este eixo seria a carroça?"

Mais uma vez o Imperador, diz que não e já começa a ficar impaciente com o sábio. Quando o monge pergunta se o que restou é ainda uma carroça, o Imperador respondeu: "Claro que não, retiradas todas as partes, a carroça não existe mais."

"Então, da mesma forma, a carroça estava perante nós, ela existia para nós, porém, bastou separar as suas partes, que ainda estão diante de nós, para não reconhecermos com o que chamávamos de carroça. o Eu, da mesma maneira, não pode ser definido por suas partes; não está aqui, não está lá. O Eu não pode ser encontrado em parte alguma. Ele não existe, é apenas uma ilusão; uma aparência. " - explicou o Mestre.

Boa reflexão.

Oss.

Baseado em textos de contos Zen.

4 comentários:

  1. buenos días Ricardo,
    Muchas gracias por compartir este sabio cuento,
    un abrazo

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    Respostas
    1. Hola, Carina, realmente este cuento es muy interesante y explicativo.
      Muchas gracias por tu comentario.
      Abrazo.

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  2. Me recuerda aquel dilema que leí una vez sobre un navegante griego muy famoso de la antiguedad. Cuando se retiró su barco fue conservado como un tesoro en recuerdo, pero con el paso del tiempo tuvieron que ir cambiando la madera del casco e ir haciendo dieferntes arreglos. Los filósofos de la época se preguntaban si con todas las operaciones de mantenimiento realizadas ese barco continuaba siendo o no el del famoso navegante. Muchas gracias por el post Ricardo.

    Un abrazo.

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    Respostas
    1. Buenos Días, Guillermo,
      También muy interesante este cuento del barco, ambos nos muestran que todo es concepto. Muchas gracias por tu comentario.
      Abrazo.

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