Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

Seguidores

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Arte do Amor Universal

Palavras de Morihei Ueshiba O'Sensei:

"Para praticar Aikido você deve acalmar sua mente, voltar à fonte, purificar o corpo ea mente, a remoção de toda a malícia, o egoísmo e desejo. (...)

Aikido é uma arte de respirar, por isso, a respiração ... No princípio era a força original, nós o chamamos Ki. (...) O segredo do Aikido está na unidade de espírito, mente e corpo. (...)

A energia, a Ki nunca deve ser usado para atacar ou defender. (...) Você não entende que você se torna invencível em todas as áreas, se você deixar no ki em seu lugar. (...)

Não olhe para os olhos de seu oponente, poderia absorver você. (...)

O segredo do Aiki é simples, basta estar presente no presente. (...)

Se você está presente neste, você percebe a espontaneidade total da ação. (...)

O gesto espontâneo pode ser adquirido pelo não-fazer e não-querer. Sua ação deve reproduzir a ordem do cosmos, que pode manifestar-se na ausência de todo o pensamento. (...)

A confusão ocorre quando o Ki estagnação. (...)

Aikido é remédio para um mundo doente. (...) O segredo do Aikido não é da maneira que você move seus pés, é a capacidade de obter a sua mente, eu não te ensinar técnicas marciais eu te ensinar a não-violência . (...)

Aikido não é uma técnica para lutar ou derrotar um inimigo. Este é o caminho da reconciliação do mundo, o caminho da reconciliação de extremos. (...) Significa vencer: conquistar a mente de discórdia em si mesmo. Então você aceitar o grande poder da unidade com a natureza. (...)

Aikido é a realização do amor. Aqueles que procuram estudar, deve entender que não existe uma forma ou estilo, porque seus movimentos são aqueles do universo cuja verdade é profunda e infinita. (...)

O verdadeiro Budo é o caminho do amor universal (...) Como Ai-Harmonia, é comum à Ai-Amor, eu decidi nomear o meu Budo ; Aikido (...).

Se você não unir o vazio absoluto, você nunca vai entender completamente o Caminho do Aiki. (...) Eu sou esvaziado de mim mesmo.

Aikido é uma forma de oração "

Boa Reflexão.

Oss.

Baseado em textos sobre Morihei Ueshiba O'Sensei.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Conto Zen - EU é Ilusão

Certo dia, o Imperador, soube que um grande sábio estava perto de seu palácio e mandou chamá-lo. Assim que o Mestre chegou, foi levado à presença do Imperador, e este fez-lhe uma pergunta:

"Mestre, aonde fica localizado o Eu? Como o senhor definiria o Eu?"

O sábio olhou a sua volta e pediu ao Imperador para irem às portas do Palácio, para poder exemplificar; lá chegando, disse:

"Por favor, peça para trazerem aquela carroça que está lá ao fundo."

Quando a carroça chegou, puxada pelos cavalos, o Mestre perguntou:
"Venerável Imperador, me diga, o que é isso?"

"Uma carroça, é claro." - respondeu o Imperador.

O mestre pediu, então, que retirassem os cavalos que estavam atrelados à carroça; feito isto perguntou: "Os cavalos são a carroça?"

O Imperador respondeu que não, são apenas cavalos. O mestre, agora, pediu que as rodas fossem retiradas, e perguntou:
"Venerável Imperador, as rodas são a carroça?"

Novamente o Imperador disse que não. Pedindo para retirarem os assentos, o monge pergunta: "Me diga, meu Imperador, estes assentos agora são a carroça?"

Mais uma vez, o Imperador disse que não. Retirado o eixo, o Mestre pergunta: "Este eixo seria a carroça?"

Mais uma vez o Imperador, diz que não e já começa a ficar impaciente com o sábio. Quando o monge pergunta se o que restou é ainda uma carroça, o Imperador respondeu: "Claro que não, retiradas todas as partes, a carroça não existe mais."

"Então, da mesma forma, a carroça estava perante nós, ela existia para nós, porém, bastou separar as suas partes, que ainda estão diante de nós, para não reconhecermos com o que chamávamos de carroça. o Eu, da mesma maneira, não pode ser definido por suas partes; não está aqui, não está lá. O Eu não pode ser encontrado em parte alguma. Ele não existe, é apenas uma ilusão; uma aparência. " - explicou o Mestre.

Boa reflexão.

Oss.

Baseado em textos de contos Zen.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails