Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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domingo, 31 de maio de 2015

A Prática e o Not-Self

Muga no Kyochi (o reino do não-self), como dizia O'Sensei, é um termo que é derivado do Budismo, que nos evoca os estado de mente vazia (Muga Mushin) durante qualquer prática, seja Marcial ou do Zen. Morihei Ueshiba O'Sensei ensinava à seus discipulos, principalmente aos Uchideshii que esta estado era muito importante, a prática dos principios Aiki são para, pouco à pouco, dissolvermos o Ego, retornando à fonte.

O termo é composto pelos Kanjis:

Mu que significa "sem, ausência", GA que signifiga "eu", logo este termo significa "sem eu, sem-ego". NO é a particula de ligação (de), sendo o proximo termo composto de dois Kanjis KYOUCHI- estado ou situação.

Este estado é que facilita nossa harmonização com o Universo, como a gota de água se unificando com o Oceano, sendo este um grande ensinamento de O'Sensei.

A meditação nos ajuda nesta prática, até o instante que passamos a executar a prática marcial de mente vazia, no estado do não-eu. Foco na respiração e no Hara, e pouco a pouco, com o tempo se torna automático.

Boa Prática.

Oss.

Baseado em artigos de de Stanley Pranin Sensei, Inoue Sensei e Cristopher Li Sensei; outras fontes de consulta podem ser vistas nos seguintes sites  shoshin.overblog.com ; .aikiweb.com/forums ; .aikiweb.com/forums






sexta-feira, 29 de maio de 2015

Poema de Thich Nhat Hanh

Este é um belo poema "Regando Nossa Floração", que este grande Mestre nos presenteia:

"Todos nós, crianças e adultos, são belas flores.

Nossas pálpebras são exatamente como pétalas de rosa, especialmente quando nossos olhos estão fechados.

Nossos ouvidos são como glórias da manhã ouvindo o som dos pássaros.

Nossos lábios formam uma flor bonita cada vez que sorrir.

E nossas duas mãos são uma flor de lótus com cinco pétalas.

A prática é manter a nossa "floração" viva e presente,

não apenas para o nosso próprio benefício, mas para a felicidade de todos."

Boa reflexão.

Oss.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Mestre Hakuin e o Samurai

Este conto teve várias edições, porem a origem foi o encontro de Mestre Hakuin, que foi chamado à presença de um Daimyo para explicar o significado entre o Céu e o Inferno.

Ao ouvir a pergunta, o monge Zen simplemente desviou o olhar e ficou olhando para o lado quieto Após um periodo de templo de silêncio na sala, o Samurai, começou a ficar irritado com a falta de educação do monge.

"Como pode fazer tal insulto, vai explicar ou não?" - disse o Daimyo

"Explicar o quê? Não adianta falar para uma pessoa teimosa e de pouco conhecimento, para isto, não tem o que falar para você." - retrucou o monge.

O senhor guerreiro ficava cada vez mais irrado, com seu rosto vermelho de tanta raiva, seus lábios tremiam ao dizer:

"Já que é assim, vais morrer por minha espada, cão insolente."

Calmamente, quando a espada se aproximava de seu pescoço, Mestre Hakuin falou serenamente:

"Isto é o Inferno, você está nele."

O Samurai parou prontamente o movimento, e seu rosto se iluminou por compreender que o Inferno estaria dentro da mente, seu corpo teve várias reações advindas da raiva, que ele aceitou quando achava que o monge estava fazendo escárnio dele.

"Ah! Que bom Mestre, sinto-me aliviado; muito agradecido pela lição." - disse o Samurai.

"Agora estás vivenciando o Céu." - disse Mestre Hakuin e se foi.

Nesta parábola, Mestre Hakuin percebeu que não tinha como explicar por palavras situações que só podem ser vivenciadas, ele apenas apontou e o Samurai é que percebeu cada situação por si próprio.

Boa reflexão.

Oss.

Baseado em textos sobre Mestre Hakuin e contos do Zen.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

A Caminhada e o Zen

O Zen nos proporciona uma jornada muito interessante, se ingressa numa busca e num caminho cujo resultado, ao final de tudo, é percebermos que não existe "eu" ou "você" ou "jornada" ou "caminho"; percebemos que não existe ninguém, tampouco observador, só existe observação.

A dita "Iluminação" ou "Despertar", não trará beneficio algum para o Ego, ao contrário, ele tenderá a se dissolver, por mais contraditório que pareça, o esforço, assim mesmo a experiencia não são as metas do Zen. Tudo irá acontecer de uma maneira natural, a seu tempo, sem muito esforço.

O Mestre Zen Foyan, comparava a tomada de consciência, como se fosse "encontrar nosso pai", que não viamos há muito tempo, é algo tão natural e conhecido, que não tem o que falar ou perguntar, é um reconhecimento instântaneo. A mente se torna "limpa" de toda confusão, havendo a possibilidade para a serenidade.

Para, então, transcender o Ego, o caminho é através do Coração como nos ensinava Sidarta Gautama e os grandes Mestres; nos possibilitante a se unificar com a Grande Mente. Um dos instrumentos para isto é a meditação Zazen, como também praticava Ueshiba O'Sensei e Koichi Tohei Shihan.

Como escreveu Mestre Hui-neng:

"Estando confusos pelos pensamentos,

Vivemos a dualidade nesta vida.

Desvencilhados das idéias,

Vemos a Realidade única."

Termino com esta frase de Mestre Dogen:

"Se você não consegue encontrar a verdade exatamente onde você está, onde mais você espera encontrá-la?"

Boa Reflexão.

Oss.

Baseado em artigos sobre o Zen, entrevistas de Tohei Shihan a Stanley Pranin Sensei e no livro Zen - Palavras Básicas

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Aritomo Murashige Shihan

Muito do que se sabe sobre o papel do desenvovimento do Aikido na Bélgica, se deve aos relatos de Perpete, Jean Lindebrings, André Jean, Jean-Daniel Cauhépé e Jean-Pierre Paillard, discipulos do mestre das artes marciais Aritomo Murashige (1895-1964, Aritoshi, seu nome no Japão), descendente de uma familia de samurais, Aritomo começou o estudo do Budo aos 13 anos de idade, praticando Kendo, aos 19 anos ingressa na Dai Nippon Butokukai Kyoto. Aos 20 anos, é aluno de Judo do Mestre Jigoro Kano, e treina Katori Shinto-Ryu com Minoru Mochizuki Sensei, sendo que ambos são enviados para estudar Aikibudo com Mestre Ueshiba em 1931. Mestre Ueshiba faz com ele conheça e se torne membro da Omoto-kyo, sendo introduzido à arte de sons, do Kototama e encantamentos (Ho-jutsu).

Enquanto isto, na Bélgica, no ano de 1946, Mestre Kawaishi , cria um núcleo de Judo (Liga Belga de Judo), tendo como seu representante Jean De Herdt, agrupando varios faixas-pretas do método Kawaishi (Perpete, Cardon, Vishoff, Lindebrings, Naessens, Barzin, etc.). Em 1951, Jean De Herdt informa aos seus colegas, que no Dojo de Mestre Kawaishi em Paris, que Abe Sensei ensinará regularmente uma outra Arte Marcial.

A primeira aula de Aikido na Bélgica por iniciativa do Jean Lindebrings Sensei, em 28 de novembro de 1953; porém, as outras aulas com Abe Sensei, obrigariam a Perpete Sensei e Lindebrings Sensei irem à Paris para aperfeiçoar seus conhecimentos de Aikido; sendo que 4 de junho de 1954 que Abe Sensei realiza o primeiro exame de Aikido para belgas, aonde Jean Lindebrings Sensei obtém o seu primeiro Dan Aikikai ( certificado numero 166), assim como outros colegas. Neste mesmo exame, já teriam exames de Kyu, também, já que eram cerca de 80 praticantes.

Jean Lindebrings Sensei torna-se segundo Dan em 1958, André Jean Sensei, em 1960, quando Abe Sensei retorna para o Japão, deixando a responsibilidade do ensino na Bélgica, a cargo de André Nocquet Sensei, quarto Dan Aikikai e que tinha sido aluno direto de Morihei Ueshiba de 1951 a 1955.

Lindebrings Sensei, que juntamente com André Jean Sensei, descobrem que Murashige Sensei, está em Gand, cidade na região flamenga da Bélgica. Ambos farão os arranjos necessários para que Murashige Sensei aceite coordenar as aulas na Bélgica, solicitando que ele venha a lecionar em Bruxelas, em diferentes Dojos. Murashige Shihan, durante os anos de 1953 a 1960 lecionando em Myanmar, recebe o nono Dan em 1960, e era representante pessoal do Fundador do Aikido; não era um delegado da Aikikai, mas sim um emissário enviado pelo próprio Morihei Ueshiba.

Primeiramente, os dois alunos seriam Jean Lindebrings Sensei segundo Dan e André Jean Sensei, no Dojo de T. Thielemans

Indo para Bruxellas, aonde pretende se instalar, a convite, também, de George Ohsawa ( criador da Macrobiótica, seu amigo e de O'Sensei) Murashige Sensei mudou-se, primeiramente, para o "Riz Doré", de Mademoiselle Cuylits, aonde e encontra o Grupo da Macrobiótica. As aulas, em Bruxelas, eram todas as quarta-feiras, e Murashige Shihan, solicitava aos alunos mais prática de Suwari Waza, pois notou que muitos alunos mostravam dificuldade nesta prática.

Em 24 de dezembro de 1961, Murashige Sensei realiza um seminário, no qual, após um exame, exameconcede o grau de terceiro Dan, sob o número 49 da Aikikai, à Jean Lindebrings Sensei. Neste periodo, chega à Paris, Mestre Noro, que vai substituir Abe Sensei como delegado da Aikikai na Europa, sendo que alguns discípulos vão seguir os ensinamentos deste, enquanto Lindebrings, André Jean, George Schiffelers, continuarão ao lado de Murashige Shihan. Nesta época, André Nocquet Sensei é promovido à graduação de quinto Dan.

Em 20 de abril de 1962, o Fundador O'Sensei Ueshiba concede a autorização para a criação da primeira federação belga denominada Aikikai So Honbu com Murashige Sensei como diretor técnico e como fundadores: Lindebrings, Perpete e Toussaint. Foi publicado oficialmente no Moniteur belge de 15 de novembro de 1961, sob o número 4293.

Em primeiro de setembro de 1962, ocorre a inauguração do Dojo de Murashige Sensei, na Via de Vleurgat, 286, à Ixelles, no quintal situados ao fundo do prédio, aonde seus alunos reformaram dois pequenos apartamentos com mezzanino, com esta finalidade.

Em março de 1964, depois de uma demonstração (uns artigos citam que ele estava retornando de Liège, outroscitam que seria em Bruxelas), Murashige Shihan sofre um grave acidente automobilístico, aonde fica sériamente ferido: é ejetado do veículo e sua mão direita é decepada, vindo a falecer no dia 24 do mesmo mês. Antes de morrer, ele pede à Jean Lindebrings Sensei para continuar sua obra, dentro do espírito do Aikido, tal como definido por O'Sensei (Jean Lindebrings foi, então, promovido ao quinto Dane, posteriormente, André Nocquet Sensei foi elevado ao sexto Dan).

Os alunos diziam que Murashigue Sensei era muito rápido, impossivel de pegá-lo e imobilizá-lo; tentar pegá-lo era a mesma coisa que tentar segurar "poucas partículas de poeira numa corrente de ar".

Segundo Michel Bécart Sensei, Mestre Noro falava muito bem de Murashige Shihan, descrevendo que seu estilo era bastante marcial.

Bom treinamento

Oss.

Baseado em artigos sobre Aritomo Murashige Sensei ( La Vie de Maître Murashige Aritomo,  Murashige AritomoUnion Belge d'AïkidoAikido JournalYamato Damashi Ryu )

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Matsuo Bashô - Poemas Primavera

O grande Mestre Bashô é muito conhecido por seus poemas referentes à natureza, muito citado em textos referentes ao Zen; seus versos nos brindam com as belas imagens transmitidas pelo Mestre, de uma maneira única.

Na antiga lagoa
Um sapo pula -
Um baque na água.

Aqui apresento outro poemas referentes à primavera,
Na primavera que se vai
Pássaros gritam -
Lágrimas nos olhos dos peixes.

No néctar das orquídeas
A borboleta
Perfuma suas asas.

O dia sobre as flores
Declina e já escure
À sombra dos cedros.

O carvalho
Sua mina indiferente
Diante das cerejeiras floridas.

Brotos de bambu
Os dias da minha infância
Divertia-me à desenhar.

De qual árvore em flor?
Eu não sei -
Mas que perfume!

Do coração da peônia
A abelha sai -
Com tal arrependimento!

Perante ao relâmpago
Sublime é isto
Ninguém nada sabe!

Boa Reflexão.

Oss.

Tradução baseada em textos sobre Matsuo Bashô.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Iwama 1946 - Prática Jo e Bokken

Como sabemos, Saito Sensei, começou a treinar com Mestre Morihei Ueshiba, em Iwama no verão de 1946, e deu entrevistas para Stanlei Pranin, explicando como eram os treinamentos naquele periodo, tanto de Jo como de Ken, além do Taijutsu. A praticas eram matinais, logo que acordavam, já que a noite não era permitido. Inicialmente ficavam diante do kamisama em seiza durante 40 minutos e, em seguida, a prática que era para uchideshi apenas, mas uma exceção foi feita para o jovem Saito, que passou a ser colega de Abe, Tohei, Kasuga, Ishihara, Kisshomaru e Yamaguchi.

Ueshiba O'Sensei explicava que o Aikido O’Sensei era composto de Taijutsu (técnicas corporais) assim como técnicas de Ken e Jo, sendo todas a mesma coisa; e o Mestre sempre começava sua explicação de Aikido usando o Ken como visto em seus filmes. No início da prática com o Ken, O-Sensei apenas pedia para golpeá-lo, e, avaliava o estagio em que se encontrava o discipulo conforme o ataque feito.

A prática com o Ken começou a partir daí, e, como o jovem Saito tinha praticado kendo desde pequeno, ele podia de alguma forma lidar com a situação que se apresentava. Então, um dia o Mestre Ueshiba pediu-lhe para preparar um suporte para fazer o Tan-renuchi (treinamento para golpear). Assim que o jovem Saito, com pedaços de madeira pequenos, fez o suporte; o mestre Ueshiba demonstrou irritação e partiu-o com o seu bokken, dizendo: "Este tipo de madeira não me serve!"

Agora o jovem discípulo corta dois grandes pedaços de madeira, utiliza pregos para fixá-los muito bem; recebendo elogios de O’Sensei. Menos de uma semana, foi o tempo que este suporte durou, já que golpeavam em todos os lugares possíveis. Novamente, depois de uma semana o jovem corta mais madeira para fazer outro suporte para treinar golpes com Bokken. Este é o treinamento que visa os quadris e braços, assim como para Uchikomi (golpes de potência). Saito Sensei, em sua entrevista revela que foi ele próprio que deu a designação “Tan-renuchi”, indicando que anteriormente não existia tal denominação. O-Sensei praticava o Tan-renuchi com muita freqüência, dizendo: "Bata mais 100 vezes".

Mestre Ueshiba morava do outro lado do templo, em uma casa cerca de 200 metros de distância do dojo, mas esta casa não existe mais. Pela manhã, todos os dias, os discípulos deviam golpear o suporte e se não emitissem um Kiai alto o suficiente, mestre Ueshiba os repreendia.

Como o treino era demasiadamente forte, conforme os alunos iam ficando cansados, e aproveitando o fato de muitas vezes o mestre estava distante, eles apenas gritavam sem golpear; parecia que estavam treinando. Saito Sensei diz a Pranin que é inteiramente verdade, devido a intensidade dos golpes.

No treinamento avançado, o Mestre ensinava o que hoje é denominado de "Ichi no Tachi" (primeira prática de espada em duplas), fazendo isto por cerca de 3 ou 4 anos e nada mais. Este treinamento era bater até estarem completamente exausto e começavam a tremer. Quando chegavam ao ponto em que não conseguia mover-se mais, O’Sensei fazia um sinal de que já era o suficiente e deixava os discípulos irem; era a prática cotidiana da manhã. Nos últimos anos desta fase, conta Saito Sensei, que os treinamentos eram como aulas com particulares, já que os outros deshii tiveram que ir para sua casas.

Para a prática de Jo, O’Sensei movia seu bastão tão rapidamente , que os alunos só conseguiam imitá-lo. Quando pediam uma explicação, era dito que "se você olhar com cuidado você vai entender!". Em seguida, o Mestre mostrava o movimento novamente, porém mais rápido, sendo ainda mais difícil de entender. Em seguida, O’Sensei dizia novamente, "se você olhar com cuidado você vai entender!", e fazia tudo ainda mais rápido. Ele empunhava o Jo de várias maneiras ao demonstrar os movimentos, explicando que cada empunhadura e movimento, assim como a técnica utilizada, dependia do tipo de ataque.

As técnicas podiam ser executadas com ou sem parceiro, sendo que O’Sensei preferia fazer sozinho, dizendo que basta imaginar que tinha um inimigo na frente dele e rapidamente mostrava técnicas para várias situações, conforme o ataque.

Quando interrogado se Ueshiba O-Sensei dava nomes aos movimentos com o Jo, Mestre Saito afirmou que não tinha nomes as técnica, só muito mais tarde que ele próprio (Saito) que começou a denominar as técnicas, organizando tudo em 20 movimentos básicos; o agora denominado "Suburi" incluia o Tski, Uchikomi, hassogaeshi, tornando-se assim mais fácil para os alunos praticarem.

Novos alunos começaram a chegar à Iwawa vindos de Universidades, como Kanagawa, Tokohu Gakuin e Ibaragi; sendo que O'Sensei repreendia aos alunos que treinavam con Jo ou Ken, dentro do Dojo (o treino para estes novatos só era permitido em frene ao Santuário, sendo conduzido por Saito Sensei). Não havia Kata, apenas a repetição do movimento de quem ministrava a aula, com o ritmo de "um-dois-três"; porem o jovem Saito foi codificando, pouco a pouco foi de um, para 13, depois 24 e finalmente 31 movimentos; justificava ele que era muito mais dificil fazer o Kumitachi sem praticar o Suburi anteriormente.

De todos os modos, seja em Taijutsu ou com Jo/Ken, não era esquecido a importância do fluxo de Ki, que é o principio que rege a Arte Marcial, sendo que Ueshiba O'Sensei se baseava em um manuscrito antigo que versava sobre Katas, aonde estavam escritos os termos " Riari Tokuri"; sendo mais tarde denominados como estilo Aiki ou de Ueshiba, segundo disse Saito Sensei à Pranin Sensei, em uma entrevista.

Boa Prática.

Oss.

Baseado em entrevistas de Saito Sensei e nas entrevistas à Stanley Pranin (Artigo em espanhol ou Artigo em Inglês)

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