Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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segunda-feira, 9 de março de 2015

O Mestre e A Flor da Consciência

Osho tem um texto muito interessante sobre o papel do Mestre que nos indica o caminho para a consciência e a unicidade, e reproduz um conto sobre um mestre que cultiva “gloria-da- manhã” (Ipomea nil) ou Asago em japonês, natural do Sul da China, introduzida no Japão por volta do século nove, porém, no Período Edo (1603 – 1867), torna-se popular como planta ornamental, devido às suas flores, sendo desenvolvidas inúmeras variantes; hoje em dia chega a mais de mil espécies. Abaixo reproduzo o texto:

“O Mestre auxilia a conscientizar-se da sua total e definitiva solidão. A palavra “solidão” não é boa porque carrega em si uma tristeza – por sua causa, não por causa da palavra. Por causa das velhas associações, você sempre se sente triste quando está sozinho.

No Japão, aconteceu uma vez o seguinte: Havia um Mestre Zen que era um grande jardineiro, um amante da jardinagem. Até o rei tinha ciúmes do seu jardim. Um dia, alguém chegou ao rei e lhe disse: “você deve ir ver agora.”

Os japoneses têm uma verdadeira admiração pela “glória-da-manhã”. E o homem falou para o rei: “Eu nuca vi tantas “glórias-da-manhã” – milhões delas, o jardim inteiro do Mestre Zen está repleto delas. E a fragrância – uma beleza! Não deixe de ir! Você precisa ver.”

Era demais para o rei ver o jardim desse pobre homem: ele tinha um jardim enorme no seu próprio palácio – centenas de acres de estufas, centenas de jardineiros trabalhando.

Mas o homem lhe disse: “Isso pode não acontecer outra vez.”

Assim, o rei resolveu ir. Ele disse: “Vá e informe que eu irei amanhã cedo.”

O Mestre foi informado e na manhã seguinte o rei apareceu com sua corte, seus generais, a rainha e os príncipes. Toda a capital foi paralisada; milhões de pessoas reuniram-se ao redor do mosteiro. O rei foi, olhou em torno e disse: ‘ Como! Eu fui informado que havia milhões de flores e estou vendo apenas uma “glória-da-manhã” no jardim.”

O Mestre Zen disse: “Sim, havia milhões, mas durante a noite nós as removemos, porque acreditamos no Um. Esta é a mais bela flor de todas – na multidão o senhor poderia não vê-la; assim, nós removemos todas as outras. Apenas a melhor, a mais bela, foi conservada para o senhor.”

O rei ficou um pouco triste e disse: “Ela parece tão solitária!”

O Mestre Zen riu e disse: “Ela não é solitária. Ela é só.”

Lembre-se disto: quando você chega no âmago do seu centro, você não estará solitário, estará só! Essa solidão não é um vazio – é um preenchimento. Essa solidão não é vazia, é transbordante. Essa solidão não é um vácuo, é o Todo.

Tudo o que o Mestre pode fazer é torná-lo alerta para este fato – que já existe. Ele não pode lhe dar algo novo. Ele lhe dá apenas o que você já tem, o que você já é, o que você já está carregando consigo, mas para o qual nunca esteve alerta. Ele apenas o torna consciente do fato – da solidão do seu ser. Ele apenas o acorda para a verdade: - o tesouro está escondido aí – e você nunca olhou para ele.”

Boa Reflexão.

Oss.

Baseado no texto do livro de Osho “Nem Água, Nem Lua”.

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