Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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sexta-feira, 30 de maio de 2014

A Espada, Samurais e Mitos – Parte 2

Mesmo com sua existência histórica não sendo ainda comprovada, encontramos elementos nos dois principais livros citados, que corroboram com as versões da legenda, sendo que a versão do Kojiki parece ser a mais próxima.

Seu pai, o Imperador Keikō, de temperamento violento, o envia para combater os inimigos na província de Izumo (prefeitura de Shimane), na época País de Kumaso na esperança de que o filho fosse morto. Ao contrário, o Principe Ōsu, sai vitorioso, sendo conhecido como “Yamato- Takeru , o Bravo do Japão ".

Irado com o fato, Keikō mantem a sua ideia fixa de exterminar o filho (como já tinha feito com o seu filho mais velho) e, em seguida, envia-o para os territórios orientais cujo povo desobedecia a corte imperial. Yamato Takeru conhece, então, sua tia Princesa Yamato, grande sacerdotisa de Amaterasu na província de Ise. Mesmo após o episódio, quando o pai de Yamato-Takeru tenta matá-lo com as mãos, a sua tia sacerdotisa, mostra-lhe a Compaixão e dá-lhe a espada mágica Kusanagi-no-Tsurugi, do irmão de Amaterasu (Susanō), que estava sob a sua guarda no Santuário.

Yamato-Takeru então vai para os territórios orientais, e acaba perdendo sua esposa Ototachibanahime no caminho, durante uma tempestade, pois ela se sacrifica para aplacar a ira do deus do mar nos territórios orientais.

Principe Ōsu derrota muitos inimigos e, segundo a lenda, ajudado por um nativo de idade avançada, compôs o primeiro renga na província de Kai, cujo tema era o Monte Tsukuba.

A relação com a tradição samurai, segundo Thurnbull, a figura de Yamato Takeru nos traz um exemplo de lealdade ao Senhor (Imperador), fazendo todos os sacrifícios, como a perda da esposa, para concluir sua missão. Conta-se que Kusanagi supostamente está sendo mantido em Atsuta, Santuário em Nagoya, não estando disponível para exibição pública, o que faz muitos duvidarem de sua existência. Talvez porque está escrito no Heike Monogatari, uma coleção de histórias orais transcritos em 1371, que a espada teria se perdido no mar após a derrota do clã Heike na batalha de Dan-no-ura. Outros textos dizem que esta espada teria voltado para o Santuário de Ise e, posteriormente, para o Palácio Imperial. Existem relatos, no período Edo, de monges que, teriam visto esta espada no Santuário Atsuta, para aonde tinha sido removida, após estar no Palácio Imperial.

Boa Prática.

Oss.

Para Ler a Parte 1 - Clique Aqui


Baseado nos textos de Kojiki, Nihon Shokai, Kogo Shūi, Hitachi no kuni fudoki, “The Samurai Swordman” de Stephen Turnbull, artigos sobre Heike Monogatari, artigos sobre as três Joias da Coroa Japonesa (Os Três Tesouros Sagrados).

quinta-feira, 29 de maio de 2014

A Espada, Samurais e Mitos – Parte 1

Stephen Turnbull escreveu um artigo muito interessante sobre a o papel das armas na Tradição do povo japonês, cujos relatos vamos encontrar na versão do Kojiki do ano 712 de nossa era, assim como no Nihon Shoki e outros livros muito antigos. É uma linha de encadeamentos que, provavelmente, tem origem com a formação do Império, que veio sendo transmitida através da tradição oral até os seus primeiros escritos em poemas.

Começamos com o mito da criação das ilhas do Japão, que é ligado a Izanagi, que com sua esposa (que era sua irmã mais nova) Izanami; concebem muitas ilhas do Japão (Kuniumi). Antes só existia o Caos, e logos após o aparecimento de Izanagi-no-mikoto e Izamani, a partir da Ponte Flutuante do Céu, ambos olhavam para baixo, e viam uma massa incipiente abaixo. Sem saber como começar a obra da criação, eles agitaram com uma lança (uma alabarda), incrustada de pedras preciosas, o mar de água salgada abaixo deles quando estavam sobre a ponte flutuante celestial. Quando foi introduzida a lança (Ame no nuhoko) n’água, se levantaram as gotas d'água que formaram a primeira ilha: Onokoro, ou Onogoro, primeira terra firme; aonde decidem construir um palácio. Após isto, deram origem a mais oito ilhas; e posteriormente, a mais seis.

Mas como ela morreu após dar à luz o deus do fogo Kagu-tsuchi, pois ficou severamente queimada; Izanagi, num acfesso de raiva, executa o deus do fogo com a "espada das dez compreensões" (Totsuka-no-Tsurugi).

Quando foi se banhar, após ter ido ao Submundo, tentar reviver sua esposa, num rio para purificar-se sendo que ao se despir, várias divindades emergem de suas roupas, assim como de seu corpo, as três divindades mais importantes do Xintoísmo: Amaterasu-no-mikoto (Kami do Sol, Luz Augusta que Ilumina o Céu) de seu olho esquerdo, Tsuki-yomi-no-mikoto (Kamia da Augusta Lua) de seu olho direito e de seu nariz Susanō-no-mikoto (Kami das Tempestades, do Trovão).

Tanto Amaterasu como Susanō, também apresentam com a espada; este destrói uma serpente monstruosa que aterrorizava a população. Com a cauda do dragão, que era coberta com nuvens negras, é feita uma espada (Ame no murakomo no tsurugi), que presenteia a sua irmã, Amaterasu. A Divindade do Sol presenteia com esta espada, seu neto Ninigi, que desce a Terra para governá-la; depois ele presenteia a seu neto Jimmu, considerado o primeiro Imperador do Japão (660 – 585 antes da era atual). Esta espada é uma herança para a sucessão imperial, encontramos o relato de que o Principe Yamato (Yamato Takaeru ou Ōsu no mikoto) a utilizou contra clãs rebeldes, alem de usar as técnicas da invisibilidade, consideradas por alguns como nin-jutsu.

A mitologia conta que o Principe Yamato, foi convidado para caçar perto do Monte Fuji. Era uma armadilha, e os outros caçadores, colocaram fogo na grama seca, com intenção de queimar o Principe vivo; ou então, matá-lo em uma emboscada. Segundo a Tradição, Yamato pega a espada e sem medo, se lança em direção as chamas, golpeando e abrindo o seu caminho para a liberdade: neste instante a espada passa a ser chamada, também, pelo nome de Kusanagi no Tsurugi (A Espada que Ceifa a Grama). Esta é a imagem que se associa ao Samurai: o guerreiro que golpeia bravamente, incansável, com sua espada sempre ao seu lado.

(Continua)


Para Ler a Parte 2 - Clique Aqui

Baseado nos textos de Kojiki, Nihon Shokai, Kogo Shūi, Hitachi no kuni fudoki, “The Samurai Swordman” de Stephen Turnbull, artigos sobre Heike Monogatari, artigos sobre as três Joias da Coroa Japonesa (Os Três Tesouros Sagrados).


sábado, 10 de maio de 2014

Pratica de Jo-Ken (Ueshiba O’Sensei)

Visualizando alguns vídeos de Ueshiba O’Sensei sobre a prática com Jo e Ken, achei este, que me recordou o nosso aprendizado no Dojo de Natakani Sensei, nos anos 70.

Bom fim de semana a todos.

Oss.



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