Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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quarta-feira, 12 de março de 2014

Koan e Consciência

Mestre Thich Nhat Hanh, escreve sobre a natureza do Koan, nossa natureza, a consciência e o despertar. Ele nos mostra que se vemos o Koan como um desafia ao intelecto, algo para ser analisado pela mente, ele deixa de ser um Koan. Podemos ler, abaixo, suas belas palavras:

Um Koan (gong an em chinês, e cong an em vietnamita) é um enigma Zen, uma espécie de quebra-cabeça que pode ser resolvido pelo intelecto , mas únicamente através da prática da consciência plena, concentração e visão profunda. Um Koan pode ser contemplado e praticado coletivamente ou individualmente. Até que seja resolvido, nós não sabemos para onde ir, não estamos em paz nem felizes. Um Koan é como uma flecha que nos trespassa, e se não é retirada, não podemos estar em paz. Mas esta flecha não vem do exterior. Ela não é um acidente. Ela nos oferece, ao contrário, a oportunidade de olhar em profundidade as questões que nos atormentam, para transcender a ansiedade e confusão. Um Koan nos obriga a enfrentar as grandes questões sobre o sentido da vida, sobre o futuro do nosso país, sobre a felicidade verdadeira.

Entre os Koan mais famosos, podemos citar "Olhar o cipreste no pátio ", " Se tudo retorna ao um, para onde um retorna ? " " O cão tem a natureza de Buda? "e" Quem recita o nome de Buda? " Grandes reis e governantes vietnamitas têm praticado há muito tempo a arte do Koan , e muitos entre eles têm composto esses enigmas. O Mestre Zen Tuê Trung, irmão do famoso Trân Hung Dao que havia repelido a invasão de Gengis Khan, ofereceu o poderoso koan: "Todos os fenômenos são impermanentes , todos estão sujeitos ao nascimento e à morte. O que é que nasce e morre ? "

Um Koan não pode ser resolvido através de um raciocínio lógico ou argumento, nem por debates sobre a mente e a matéria. Isto só pode ser feito pela energia de plena consciência e concentração. Uma vez que o Koan está compreendido, estamos em paz, não havendo nem medo nem tormento. Nós vemos o nosso caminho, e alcançamos a paz interior.

Se você acredita que a pergunta "O cão tem a natureza de Buda?" é apenas um problema para o cão, ou apenas outra questão filosófica, então não é um Koan. Se você acredita que “para onde um retorna?" refere-se apenas a movimentos em uma realidade objetiva, então ele não é mais um Koan também. Se você acredita que Bat Nha é um problema para 400 monges e monjas no Vietnã somente, apenas um problema a ser resolvido de "forma adequada e racional", Bat Nha não é mais um Koan . Bat Nha só se torna realmente um koan quando você compreendê-lo como o seu próprio problema , quando você ver que ele está diretamente relacionado com a sua felicidade, o seu sofrimento, o seu futuro como o do seu país e do seu povo, desde que você não o tenha resolvido, você não consegue dormir, comer ou trabalhar em paz - só então Bat Nha se torna um verdadeiro Koan.

"Estar em plena consciência" significa voltar a ser e estar presente. Presente para o Koan, trazendo-o em seu coração em cada momento da sua vida diária, para poder compreendê-lo em profundidade, não negligenciando-o jamais, não deixando de lado um só instante.

A consciência plena deve ser constante, ininterrupta. Quando se come, se veste, se vai ao toillet para as necessidades, se bebe chá ou se toma uma ducha, o praticante deve estar consciente do Koan, para ser capaz de olhá-lo em profundidade.

Quem é o Buda, cujo nós devemos recitar o nome? E quem é essa pessoa que recita o nome do Buda? Quem sou eu? Você deve descobri-lo. E enquanto você não esclareceu a questão, também você não vai ter resolvido o mistério, você não vai realmente despertar, você não terá verdadeiramente compreendido.”

Termino com este conselho deste Grande Mestre do Zen:

“Não procurei o que quereis ver,

pois seria em vão.

Não busqueis nada, mas dais uma chance para a visão profunda

de se manifestar por si mesma.

Ela vos ajudará a libertar-vos.”

Boa Reflexão.

Oss.

Baseado em textos de Mestre Thich Nhat Hahn


Texte en Français

5 comentários:

  1. Lo que más me gusta de un Koan es que, la myor parte de las veces, la solución está en la acción y no en la obervación. Muchas gracias por el post Ricardo, otra lectura maravillosa, como siempre.

    Un abrazo.

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  2. Buenos Días, Guillermo,
    El más importante es tu conciencia estar plena a cada instante, porque la significación es para solamente para ti.
    Muchas gracias por tu comentário.
    Abrazo.

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  3. Buenos días Ricardo,

    Gran reflexión que compartes para pensar,muchas gracias "cuando paseo por la motaña, que olor más dulce"
    un abrazo

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  4. Hola Ricardo otra vez,
    Intentare volver a poner el comentario, ya que por lo visto se perdió, muchas gracias por compartir esta hermosa reflexión sobre el koan, cuando camino en las montañas huelo el dulce perfume,
    un abrazo

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    Respostas
    1. Buenas Noches, Carina,
      Muchas gracias por por compartir esto bello Koan.
      Abrazo.

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