Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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sábado, 6 de julho de 2013

O Caminho e o Mestre



















A atuação do Mestre é muitas vezes associada a ser um professor, mas um texto de Osho nos esclarece isto:

“O primeiro ponto a ser entendido é: você não pode estudar o Zen. É impossível! Você pode estar nele, mas não estudá-lo – porque o Zen ou Dhyan não é um objeto de estudo, é um modo de vida; depende de como você vive. Você não pode obtê-lo pelas escrituras, você não pode obtê-lo dos outros. Ninguém pode ensiná-lo a você, ele nãoexiste para ser ensinado. Ele não é um conhecimento - que possa ser transferido de uma mão para outra. Ele é um modo de vida. Você pode se permitir caminhar nele; fluir, estar vulnerável, aberto – e é assim que a pessoa deve estar em relação ao Mestre. (...)

Viver com o Mestre é o suficiente: se você estiver silencioso, aberto, sem lutar – simplesmente em sua presença – haverá momentos em que poderá aprender o Zen. (...)

Assim, o primeiro ponto a ser entendido é: ninguém pode ensinar o que é Zen, o que é Dhyan. Você pode aprendê-lo, mas ninguém pode ensiná-lo. Eu tenho dito continuamente que não existem Mestres, existem apenas discípulos porque um Mestre não pode fazer nada positivamente diretamente. Ele não pode lhe dar, não pode ensinar-lhe diretamente o Zen. (...)

Diretamente, nada pode ser feito. O essencial é tão sutil, tão delicado, que se você o transferir, na próxima transferência ele morrerá.(...)

O sol não pode dar vida à flor – não! Mas a flor pode abrir-se por meio da ação dele e ser enriquecida pela sua própria abertura. Se a flor permanecer fechada, o sol não poderá fazer nada. O sol não poderá bater na porta, não poderá distribuir sua vitalidade e vida – não! O sol passará despercebido. Um Buda vem – eu estou aqui, você pode se abrir. Mas se você permanecer fechado, nada poderá ser feito. Assim, isso compete a você. Depende totalmente de você aprender ou não – isso não é um estudo.”

Osho utiliza uma expressão que se assemelha aos ensinamentos de Ueshiba O’Sensei, quando este nos falava sobre a Via do Coração: “Esse aprendizado é do coração.”

O texto continua, sendo o sentido da explicação muito parecida como Inoue Doshu explicou a Stanley Pranin, em uma entrevista, como era a transmissão dos ensinamentos, fazendo a distinção entre estudar e aprender; usando outras palavras:

“Se o primeiro passo estiver certo, então metade da jornada estará vencida, quase terminada. Se o primeiro passo estiver certo, tudo o que vier se seguirá automáticamente, você chegará à meta. Assim, não vá ao Mestre para estudar, vá para aprender. Se você for para estudar, o Mestre lhe ensinará, mas o ponto mais significante não poderá ser transmitido – vá para aprender.

Qual é a diferença entre as duas atitudes? Muitas são as diferenças: quando você vai para estudar, quer mais informações; quando vai para aprender, que mais ser – não informações. Quando você aprende, seu ser cresce. Quando você estuda, sua memória é que cresce. Quando você estuda, sabe cada vez mais e mais; quando aprende torna-se cada vez mais – e essas coisas são totalmente diferentes.”

Boa Reflexão.

Oss.

Baseado em texto de Osho no livro “Nem Água, Nem Lua”; em artigos sobre Ueshiba O-Sensei e entrevistas de Inoue Doshu.

4 comentários:

  1. Buenos días Ricardo,
    Muy buena explicación de la diferencia entre aprender y estudiar y gracias por el aprendizaje, me gustó mucho el ejemplo de la flor,
    un abrazo

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    1. Buenos Dias, Carina,
      Realmente este texto de Osho nos aclara la comprensión.
      Gracias por tu comentário.
      Abrazo.

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  2. Es curioso el concepto de que algo no te puede ser enseñado, que has de aprenderlo por ti mismo, es totalmente contrario a lo que nos inculcan desde pequeños.

    Un abrazo Ricardo.

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    1. Buenas Tardes, Guillermo,
      Sí, tu observación es cierta, porque el Camino es simple, a diferencia del discurso de las instituciones.
      Abrazo.

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