Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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quinta-feira, 25 de julho de 2013

A Mente e a Vacuidade























Shabkar Tsogdruk Rangdrol (1781-1851), é provavelmente o mais famoso sábio no Tibete depois de Milarepa, sendo denominado o “Perfeito Eremita”; compositor de canções, composições de instrução, reflexão e inspiração.

Reverenciado pelos tibetanos, por sua santidade, simplicidade, possuir a capacidade de nos comover, motivar e fazer rir. Escreveu muitos livros, considerados como os mais inspirados da literatura tibetana; passando a maior parte da vida em retiros e peregrinações, visitando lugares sagrados do Tibet e do Himalaia.

Liberto das convenções sociais e eclesiásticas, embora monge, nunca dependeu de um mosteiro, mas visitou a todos. Amava a disciplina monástica, parecendo uma pessoa autêntica aos olhos de seus contemporâneos; sempre transitou pelas diferentes escolas budistas, nunca sendo sectarista, devido ao seu estilo de vida livre da dependência de benfeitores e tutela das instituições monásticas.

Reproduzo parte de seus escritos em que nos fala sobre a mente e a vacuidade:

"Em primeiro lugar, considere a fonte de sua mente, que conhecedor de felicidade e tristeza. De onde é que ela vem?

Vindo de fenômenos externos, como montanhas, rochas, água e árvores, ou o vento no céu?

Algo sólido ou algo intangível? Aonde encontrar a fonte ? (...)

Após a análise desta forma e não encontrar a fonte; examine o corpo, de cima a baixo; em seguida, os órgãos sensoriais, coração etc. Neste instante, onde está a mente? Se não está no coração, está acima ou abaixo? Que tipo de forma e cor?

Quando você tiver encontrado os restos (morada) da mente após um exame minucioso, tente determinar para onde a mente vai, quando ela se move. Através de qual porta dos órgãos sensoriais?

Quando atinge os objetos externos em uma fração de segundo, é o corpo que os alcança ou apenas o espírito? Ou o corpo e a mente estão juntos?

Desta forma, investigue e analise.

Quando uma emoção ou pensamento aparece pela primeira vez, encontre o local de onde isto vem. Então, neste momento, olha aonde isto permanece e veja se tem ou não, cor e forma.

Finalmente, quando desaparece espontaneamente, localize em que parte desapareceu.

Investiga qual a participação mente no momento da morte, esta análise especificamente até que tinha estabelecido com certeza, é indescritível e completamente vazia.

Não existe benefício em repetir os exemplos e declarações de outros, repetindo como um papagaio: "Isto é a vacuidade!" (...)

Quando, não há distinção entre as aparências e a vacuidade, então a visão perfeita foi alcançada.

Quando não há distinção entre o sonho e a vigília, então a perfeita meditação foi alcançada.

Quando não há distinção entre o prazer e o sofrimento, então a perfeita realização é alcançada.

Quando não há distinção entre esta vida e a próxima, então sua condição existencial original foi alcançada.

Quando não há distinção entre sua mente e do céu, então o Dharmakaya foi alcançado.

Quando não há distinção entre a sua mente e a do Buda, então, a meta foi alcançada."

Boa Reflexão.

Oss.
Tradução de várias versões sobre o “Vôo da Garuda”, de Mestre Shabkar Tsogdruk Rangdrol.

4 comentários:

  1. Buenos días Ricardo,
    Muy interesante la reflexión, gracias por compartirla. Acabo de dar un hermoso paseo por la playa y es donde mejor pienso y dejándo libres mis pensamientos mejores ideas me llegan, me conformo y estoy agradecida por ello.
    un abrazo

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    Respostas
    1. Buenos Dias, Carina,
      Si, es muy bueno estar con la mente vaia, caminatas y estar contemplando el mar son ótimos para esto.
      Gracias por tu comentário.
      Abrazo.

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  2. La ídea es encontrar el punto medio donde lo antagónico se mezcla y resulta casi imposible diferenciarlo?

    Un abrazo Ricardo.

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    1. Hola, Guillermo,
      Parece ser un tanto paradójico, pero quien está buscando es la mente, el ego. El camino es practicar con sinceridad y la mente de principiante.
      Cuando los antagónicos dejan de existir, entonces estás con la mente vacía, vives en contacto con la Fuente.
      Abrazo.

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