Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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sábado, 2 de março de 2013

Bodhidharma e as 18 Técnicas



















A Tradição atribuí a Bodhidharma, o Primeiro Patriarca do Budismo na China, a origem de várias técnicas das Artes Marciais, como o Yi Jin Jing (Mudança Clássica dos Músculos e Tendões), uma forma relativamente intensa de exercício que visa fortalecer os músculos e tendões, para promover força e flexibilidade, velocidade e resistência, equilíbrio e coordenação do corpo. Muitos tratados derivaram deste, segundo os estudiosos, como o Xi Sui Jing, Lohan, Lian Gong Shi Ba Fa e Ekkin Kyo. 

Alguns historiadores acreditam que as compilações feitas no século VII, por um monge taoísta, confunda o Bodhisattva Vajrapani com Bodhidharma. Isto é devido terem encontrado uma estela de 1517 que atribui ser Bodhisattva Vajrapani patrono, protetor e inspirador dos monges praticantes da arte do bastão no Templo Shaolin; porem tal achado é bem posterior aos escritos que Bodhidharma teria trazido da India, em sânscrito e posteriormente traduzido. 

O número de exercícios, posturas, arhats ou arhans classicamente são 18 (associados, também, à iconografia de animais, sendo 16 indianos e 2 chineses); algumas escolas fazem variações entre 10 e 24 arhats, chegando mesmo a 30. O Wang Zuyuan é composto por 12 exercícios, sendo adotado por muitas Academias de Medicina Chinesa. 


Este número 18 é simbólico, pois se reporta aos estados do Buda Sakyamuni ou as 18 Escolas do Hinayâna. 

É descrito, que na inspiração, os braços estão se movendo para fora ou para cima; o diafragma contrai.   Durante a expiração, o diafragma é libertado, a pressão abdominal é diminuída e diminui o fluxo de energia (ou se espalha, segundo alguns autores), com os braços se movendo para dentro ou para baixo. Outras Escolas, na expiração os braços são projetados e vão para cima; na inspiração, eles fazem o movimento oposto.

Em todas as Escolas, a atenção tem que estar no Hara no Tanden, pois alegam que é a pressurização deste Tanden (abdômen e diafragma), que suporta a coluna e serve como ligação entre a raiz (base do Cóccix) e o punho. Isso tudo acontece em um breve momento de impacto, não há tempo para inspirar ou expirar, projetando o diafragma para baixo, enquanto os músculos da coxa exercem força para cima.

Muitos acham que os movimentos externos do corpo devem ser semelhantes à espiral realizada pelo bicho da seda; fazem analogia com a Seda, que é extremamente frágil quando ejetada pelo verme, mas após girar, inúmeras vezes, torna-se altamente durável. Da mesma forma, o corpo trabalhado desta maneira, torna-se fortalecido; existindo uma expressão para isto que é “como ferro envolto em seda”.

O principal objetivo dessa prática é estimular o fluxo de energia vital por todo o corpo, que se torna como o fluxo de um grande rio. De acordo com a teoria, a doença é o resultado de energia bloqueada ou estagnada, a dor indica precisamente onde a energia é bloqueada. Os movimentos Circulares previnem e curam esta situação.

A maioria das outras formas de exercício isolar partes específicas do corpo, ou de grupos musculares específicos, e pode fazer com que a energia fique bloqueada, ou que a respiração se torne difícil, fazendo com que a energia fique caótica. Os exercícios indicado, unificam todo o corpo em movimento, e a energia é estimulada para fluir uniformemente, com a respiração regulada. Somente quando a postura está correta, é que a estrutura do esqueleto sustenta o corpo, os músculos podem relaxar verdadeiramente.

À medida que a tensão da parte superior do corpo se esvazia, dissipadores de energia para as pernas, de modo que o tronco se torna macio e flexível, enquanto que as pernas se tornado cada vez mais forte. Relaxamento profundo não pode ser adquirido desde o início, só com a prática sincera e constante.

Assim trabalhamos o corpo interna e externamente, treina pernas para força e resistência, treina a respiração para maximizar sua eficiência e promove o relaxamento mental; pois, de acordo com a medicina oriental, muitas doenças se originam da mente.

Termino com o pensamento de Lao Tzu, no Tao Te Ching, que propõe reflexões fundamentais para situar a concepção de saúde representada pelas práticas corporais orientais:

“Ao nascer, o homem é suave e flexível;

Quando morre, é duro e rígido.

Ao nascer, as plantas são tenras e frágeis,

Quando morrem, são secas e fortes.

Rigidez e força são sinais da morte,

Suavidade e flexibilidade são manifestações da vida.

Um arco rígido não sairá vitorioso;

Uma árvore que não se curva, tombará.

O que é duro e rígido perece.

O que é suave e flexível, prospera.”

Boa Prática e Reflexão.

Oss.

Baseado em Tratados de Medicina Tradicional Chinesa, entrevistas sobre práticas marciais chinesas e no Tao Te Ching.

4 comentários:

  1. Buenos días Ricardo,
    Muy interesantes los ejercicios, gracias por compartirlos y si debemos mantenernos flexibles, con la edad se hace dificil, pero lo importante es que nuestra mente no se vuelva rígida,
    que tengas un hermoso domingo y
    un abrazo

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    Respostas
    1. Buenos Días, Carina,
      Como se puede ver, la respiración, la postura y la flexibilidad están siempre como la base de todos los tratados de Artes Marciales.
      Gracias por tu comentário.
      Abrazo.

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  2. Supongo que para conseguir todos los benficios y un óptimo "cuerpo", es necesario encontrar un buen Maestro que lo enseñe, aquí si que no vale cualquiera...

    Un abrazo.

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    Respostas
    1. Hola, Guillermo,
      muy verdadera tu reflexión. El maestro ideal nos aparece al identificar nuestra sinceridad y voluntad de progresar, con humildad. Recuerdo Inoue Sensei, debemos tener una práctica sincera (voluntad sincera de entrenar), demostrado a través del sudor y la energía durante las prácticas.
      Gracias por tu comentário.
      Abrazo.

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