Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

A Tradição Marcial e o Kojiki




















Vários textos do século 20 citam o Kojiki como referencia sobre o início das Artes Marciais no Japão; uns citam que seria o inicio do Tegoi (o antecessor do Sumô), outros alegam ser os fundamentos do Aiki.

Segundo pesquisadores, o Kojiki teve várias compilações; existem referencias de autores como Aston (1956), que a primeira compilação conhecida foi feita em 620 AD e destruída em 650 AD. Posteriormente, Chamberlain (1973) cita que, em 712 AD, a Imperatriz Gemmyo patrocinaria uma compilação escrita em caracteres chineses adaptados à fonética japonesa.

O termo Kojiki tem várias traduções, conforme o idioma, mas no senso geral, seria “Crônica dos Fatos Antigos das Eras Primordiais” ou, simplesmente,  “ Fatos Antigos”. O que encontramos de ponto comum entre os pesquisadores, é que seu conteúdo fala a respeito do Mito da Criação, a Expedição do Imperador de Kyushu para Yamato (Nara), História e Mitos do período por volta dos anos 5-6 AD.

Os chineses escreveram relatos que seriam mais de cem nações no que era chamado de “Pais dos Wajin”(encontramos também a denominação “Reino de Ha”), no período de 207 AC a 7 DC. Entre estas datas, houve um processo de conquista por parte de determinados clãs, até a formação do Reino de Yamato. No período de 220-265, é descrito que os chefes de uma comunidade portavam o título de Uji-no-Kami; eram eles que oficiavam os cultos a divindade ancestral da comunidade.

Neste período de formação, o Japão tinha domínio sobre parte do território da atual Coréia, que perderam após 3 séculos de domínio, porem muitos clãs eram descendentes de famílias coreanas que optaram por residir no Reino dos Yamato, além de muitos chineses de excelente estirpe que vieram devido ao restabelecimento das relações entre a linhagem chinesa Tang e os Yamato. A capital Nara seria construída no estilo da capital do Reino Tang.

A região de Kashima se tornou a base da expansão dos Yamato, sendo que o Clã Nakatomi prestava reverência a Takemikazuchi-no-Kami, tido como Ujigami (Kami do Clã). Com o tempo os exércitos e generais Yamato prestavam reverencia aos kami de Kashima e Katori, sendo que Takemikazuchi-no-Kami, torna-se a principal divindade dos Yamato.

No Kojiki, encontramos uma descrição que Takemikazuchi no Kami prendeu as mãos de Takeminakata no Kami , e como se ele tivesse manejando um caniço de pesca, o arremessou. Takeminakata no Kami se torna divindade no Grande Santuário de Suwa, região aonde prometeu ficar após o confronto. E isto é tudo o que sabemos; de onde veio esta técnica, qual seria, que clãs conheciam esta técnica, para quem foi transmitido, tudo isto ainda é objeto de pesquisa.

A região de Kashima -Katori foi berço de excelentes Escolas de Bujutsu, como a do renomado Tsukahara Bokuden, conhecido por seu estilo Mutekatsu ryu (“A vitória sem as mãos”).

Boa Prática.

Oss.

Baseado em textos sobre a pré-história e a formação do Japão, no livro “Japão – Passado e Presente” de José Yamashiro.

2 comentários:

  1. Buenas noches Ricardo,
    Muy interesante artículo, seguro que de alli nace el nombre Kashima Ryu, gracias por compartirlo,
    un abrazo

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    Respostas
    1. Hola, Carina,
      Es verdad, las Escuelas de Kashima son famosas. Fue muy interesante, en esta pesquisa, entrar en contacto con los orígenes de el texto citado.
      Gracias a ti.
      Abrazo.

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