Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A Prática e O Caminho do Coração


































Muitas vezes li as palavras de Inoue Doshu, percebendo que ele nos convida a experimentar o que está a nossa volta, mostrando que não existe dentro e fora, que tudo brota de nosso interior e estamos unidos ao Universo.  Sensei transmite isto de uma maneira muito simples:

“O homem devia cultivar o poder virtuoso que brota da realidade do estudo de afinidade: a coragem que é criada por este poder virtuoso. Se você tem sucesso no cultivo de coragem, vai participar de uma miríade de vias da Realidade de Criação. Sem essa coragem, nenhum perito pode criar nada de complexo.”

Quanto esta virtude, ele nos fala do Caminho do Coração, como afirma Osho:

“A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina Cor, que significa "Coração". Portanto, ser corajoso significa viver com o Coração. Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem.

O Caminho do Coração é o Caminho da Coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser.”


Neste ponto Inoue Doshu começa a transmitir, sutilmente, a sua percepção da Existência, dizendo:

“Esse foi o ponto de início de meus estudos, mesmo estando velho, ainda não entendo. Eu acho que você não consegue entender a conversa de alguém que não entende que está estudando a si mesmo.” E riu de si mesmo.

Ele reproduz o pensamento de Lao Tsé como está no Tao Te King:

"Quanto mais falamos no Universo, menos o compreendemos.

O melhor é auscultá-lo em silêncio. (...)

Poucos homens, aqui na terra,

sabem do segredo do ensinamento sem palavras

e do poder do agir pelo não-agir. (...)

De dentro vem o que por fora se revela. (...)

Houve algo misteriosamente formado,

nascido antes do céu e da terra. (...)

Pode ser a mãe de inúmeras coisas.

Eu não sei o seu nome.

Vamos chamá-lo de Tao. (...)

Aqueles que desejam alcançar a Unicidade,

devem praticar a virtude, sem distinção.

Devem dissolver todas as idéias da Dualidade:

o bem e o mal, bonito e feio, alto e baixo.

Serão obrigados a abandonar qualquer desvio da mente

nascido de suas crenças."

Boa Reflexão.

Oss.

Baseado em entrevista de Inoue Doshu, artigo de Osho sobre Coragem e o Tao Te King

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Aiki e O Caminho





















Morihei Ueshiba O-Sensei transmitiu vários de seus ensinamentos através de poemas, posteriormente denominados “Poemas do Caminho”. Como a maioria dos Grandes Mestres  japoneses, O Sensei utilizava os Doka  para apresentar seus ensinamentos. 

Os poemas Doka são organizados de acordo com o padrão da poesia tradicional japonesa, os waka, escritos em cinco linhas com a distribuição de palavras, quando escrito em japonês, desta maneira: cinco na primeira linha, sete na segunda, cinco na terceira, sete na quarta e sete na ultima linha. Com as traduções, nem sempre é possível manter esta estrutura; abaixo estão alguns destes poemas:

“Confie na majestade
de Deus
que governa
nosso mundo
e avance corajosamente.

"Ei!"
Corte o inimigo
escondido dentro de si mesmo
e orienta todas as coisas com
gritos de "Yaa!" e "IEI!"

O verdadeiro Budo
não pode ser descrito
por palavras ou letras;
os deuses não permitem a você
fazer tais explicações.

Técnicas da Espada
não podem ser englobadas
por palavras e letras.
Não confie em tais coisas:
Siga em direção à Iluminação!

Profundo e Misterioso
Grande Desígnio
do Caminho das Espadas
coloque seu calor e luz
em seu Coração.

Cultivar a e polir
o espírito guerreiro
enquanto serve ao mundo;
iluminar o Caminho
de acordo com a Vontade Divina.

Ensinado pelos deuses
Grande Desígnio do Caminho
segue o Divino.
O Caminho do Aiki
revelado pelo Anjo da Purificação.

Quando o inimigo vem
Correndo para golpeá-lo
Passo ao lado
  Evita-o
Imediatamente ataque e corte.

Por que fixai
 vosso olhar
na espada que brande?
O punho revela
onde ele quer cortar.

Mesmo que cercado
Por vários inimigos
 prontos para atacar
Lute com o pensamento
Que eles são apenas um.

Desde os tempos antigos
Aprendizado Profundo e Budo têm sido
as duas rodas do Caminho;
embora  a virtude da prática
ilumina tanto corpo como alma.

Nenhuma voz para ver,
nenhum Coração para ouvir
Técnicas de Espada.
Inicialmente o mundo
aprende diretamente dos deuses.”

Boa Reflexão.

Oss.

Tradução de poemas de Morihei Ueshiba O-Sensei.

sábado, 15 de setembro de 2012

Fluxo de Energia e Kokyu

































Li um artigo que citava que se a técnica de Kokyu, durante a prática, é boa, então o fluxo de energia é feito corretamente; simplesmente a partir de uma respiração profunda, durante a movimentação, aliado a um bom alinhamento de quadris e coluna, nos levando a precisão da técnica.

Não se pode dizer que “trabalhamos” ou “aperfeiçoamos” Kokyu, ele simplesmente acontece; cada vez mais que praticamos, o fluxo e a respiração se harmonizam, podemos observar estabelecer um ritmo.

Dizia Ueshiba O-Sensei que Kokyu é a respiração vivificante de Deus, a respiração dos complementares, com  a alternância entre o Yin e o Yang, entre o Pleno e a Vacuidade; esta alternância entre as polaridades que purificaria todas as coisas.

Kokyu é respirar sob a forma de intercâmbio entre períodos de pleinitude e vazio, é a força condutora da vida, sendo a responsável pela criação corpo (Terra) e mente (Céu), realizando sua harmonização com o Universo; este é o poder do Kokyu.

Segundo Gleason Sensei, este intercâmbio constante entre os complementares governaria a Energia Criadora do Universo, criando o princípio de Aiki ou Harmonia Universal, que harmoniza a toda a manifestação visível e invisível.

Uma coisa é imutável, o principio da mudança (intercâmbio), pois Yin e Yang estão sempre renascendo da Unicidade Infinita, donde provém a força e a vitalidade de ambos.

A partir da prática, passamos a perceber a misteriosa dinâmica dos complementares, que é o principio única de Aiki; não tem como ser explicado, apenas pode ser experimentado.

Gleason Sensei nos ensina que Shin Kokyu é uma prática que está além do físico, que atua despertando a capacidade de percepção; é a prática que integra respiração, foco no momento presente, mente e Ki.

O-Sensei sempre ensinou aos seus alunos o poder de Kokyu durante a prática, o fluxo do Ki mantêm a saúde e o vigor:

 “O Poder de Ki reside quando ele é estável e concentrado; se ele está estagnado, reinam a confusão e a malevolência.”

Boa Prática.

Oss.

Baseado em artigos sobre Morihei Ueshiba O-Sensei, e de William Gleason Sensei

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Aiki e o Despertar da Consciência
















Kanshu Sunadomari Sensei foi o fundador do estilo Manseikan Aikido, cuja família era muito próxima de Morihei Ueshiba O-Sensei, de quem foi Uchideshi. Em sua obra e entrevistas, falava da possibilidade da Iluminação pela via do Budo e Aikido.

Em uma entrevista de Sunadomari Sensei em que falava sobre o Caminho chamado Aiki: 

“Quando toda a humanidade encarnar a lei do Céu, a Paz virá pela primeira vez. Significa conhecer o Espírito do Céu e da Terra e tornar-se consciente da relação entre o espírito de proteção amorosa de todas as coisas e todas as coisas. Se isso for feito, vamos chegar à fase em que não há inimigo. Durante vários anos eu tenho orado ao espírito do Aikido no Dojo. Os objetivos do Aikido são expressos nesta oração.”

Sensei sempre demonstrou aos seus discípulos que tudo era fluxo, conforme  lhe tinha sido transmitido: “O-Sensei disse que "Aiki é ensinar a base para a Criação do Budo em que as técnicas nascem conforme sua própria movimentação." Então, temos que perceber esta base para a criação de técnicas, que é o poder de Kokyu, não existe nada mais. Quando você desenvolver o poder de Kokyu, incontáveis técnicas surgirão.(...)

Está escrito que Budo deve ser Amor. No entanto, não é fácil saber como proceder de modo a incorporar esse ideal na técnica. O despertar espiritual da humanidade é que eu acho algo que uma oportunidade pode ser experimentada em um momento fugaz em que o sentimento é ‘Ahh! Eu compreendo!’.(...)

‘Técnicas sofrem alterações.’O- Sensei disse claramente que até que ponto as pessoas usaram técnicas físicas, mas, doravante, uma técnica espiritual deve emergir. Em técnicas espirituais, o mundo do espírito deve vir primeiro. Deveria haver uma meta nestas técnicas. Uma pessoa se torna capaz de executar técnicas espirituais perseguindo este objetivo durante a execução técnica de cada um.”

Muito importante também, Sensei sempre frisava que Aiki é o Caminho que traz nossos corações para a Unicidade com o Espírito do Universo, nos levando a superar o Ego; conduzindo a hostilidade para fora do coração, transformando aqueles que aparentam ser inimigos em não-inimigos.

Termino com a citação que Sunadomari Sensei  afirma que Morihei Ueshiba O-Sensei acreditava não existirem diversas famílias no Budo, indicando só existir uma única grande família, e que todos que trilharem verdadeiramente este Caminho (Do), conseguirão transmitir este ensinamento.

Boa Reflexão.

Oss.

Baseado em entrevistas de Sunadomari Sensei  a Stanley Pranin.

domingo, 9 de setembro de 2012

Hakkei: A Força Interior























Muito se fala sobre Hakkei e o seu significado, Harada Sensei concedeu uma entrevista, na qual falava de Tadao Okuyama Sensei e  explicava este conceito, de seus preceptores no Dojo de Waseda quando era discípulo de Funakoshi O-Sensei;  já tinha visto Morihei Ueshiba O-Sensei  derrubar o Uke sem encostar a mão nele, e perguntava como isto era possível.

Yoshitaka (Gigo) Funakoshi derrubava o atacante no instante que tocava seu corpo, e quando Mitsuke Harada perguntava ao seu Senpai qual a técnica executada, foi respondido que era o Kanku Sho Kata (Técnica do Olhar o Céu), transmitido pela linhagem de Tode Sakugawa ; só praticada pelos mais graduados.  Harada Sensei e seus colegas não praticaram enquanto estiveram em Waseda.

Egami Sensei acreditava que o Hakkei seria a porta para o desenvolvimento do Toate.

Tadao Okuyama Sensei achava que devia trabalhar com os estudantes a percepção e sensação, acreditando ser condição necessária para atingir este nível. Em 1955, ano em que Harada Sensei veio para o Brasil, antes de partir, Okuyama Sensei chamou-o para treinar, demonstrar o poder desta técnica através de Oizuki.  Suas recordações do período de Waseda passaram a ser motivação para o que chamou “Busca do Hakkei”.

Este termo Hakkei parece ser proveniente de Fajing das Artes Marciais da China, é composto por 2 kanjis : Hatsu que significa Saída, Emissão, Revelação e Formação. O segundo kanji é composto e é o mesmo caractere em Chinês à direita, na sua parte superior com o caractere  Sen que significa Rio,  e em sua parte inferior Kô que significa Construção ou Trabalho; à sua esquerda o caractere Ryoku significa Força ou Poder, sendo que sua associação com Kô significa Mérito ou Serviço.

Ryoku tem uma interpretação visual muito interessante: ou é visto como um homem que maneja sua espada em posição inclinada, ou é visto como uma mão que pressiona vigorosamente para baixo. Mas também pode ser visto como o homem que se põe a serviço, pois é desta atitude de esvaziamento do ego que permite o fluxo da energia se fazer. Está presente no kanji Valente e nos verbos Esforçar, Encorajar, Trabalhar, Cooperar.

O significado geral de Hakkei nos sugere ser um Fluxo de Energia ou Força Vigorosa e Especial que provém do Interior, ou Liberação da Energia Interior.

Como explica Kase Sensei, o fluxo de energia brota do Hara; seja o movimento do braço, seja da perna, devemos nos manter centrados neste Tanden; o próprio Sakamoto Ken Sensei recomendava este centramento no Hara.  

Antes de tudo, devemos desenvolver nossa percepção, passando a “sentir” o fluxo de energia que provém do outro praticante; é algo que não pode ser explicado, simplesmente passa a acontecer e o corpo responde como um todo. Como aprendemos, para tal se faz necessário estarmos harmonizados com o Caminho do Coração.

Boa Prática.

Oss.

Baseado em entrevistas de Harada Sensei e Kase Sensei, artigos sobre as técnicas marciais de Okinawa e enciclopédias de significados de Kanji.

Respiração, Ki e Hara

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Hakama
















Hakama é uma vestimenta tradicional japonesa, originalmente uma calça larga com pregas (sete dobras, cinco à frente e duas atrás), na parte de trás da cintura tem uma seção rígida, chamada de Koshi-ita. Tradicionalmente usado pelos nobres do Japão medieval, assim como os samurais. Ele tomou a sua forma presente durante o período Edo. Tanto homens como mulheres podem usar o hakama, nas Artes Marciais e em outras praticas ou atividades.

O Hakama é amarrado na cintura e seu comprimento vai até próximo dos tornozelos, variando muito dependendo da Escola, Prática, finalidade, pessoa ou região. Básicamente existem dois tipos: Umanori  Hakama (originalmente relacionado a equitação, ao campo e a montanha, semelhante uma calça) e Andon Hakama  . São presos à cintura por dois tiras (ushiro himo) curtos que provém da oarte posterior; e duas tiras (mae himo) longas que vem da frente. Sua amarração na cintura também tem muitas variações, entre elas o mais tradicional (Shin Musubi), o Jumongi Musubi, etc.

As sete pregas profundas do Hakama (duas nas costas e cinco na frente; sendo duas a direita e três a esquerda), tem um simbolismo de representar as sete virtudes do Bushido. Esta forma atual parece ser oriunda do Período Edo.

As sete virtudes são originárias do Confucionismo, o que fazia do Samurai um modelo para a sociedade, segundo Yamaga Soko, filósofo neo-confucionista e estrategista do inicio do período Tokugawa; Confucio acreditava que as principais virtudes seriam a Piedade Filial, a  Benevolência e a Lealdade.

Conforme a Arte Marcial, podemos encontrar as virtudes dispostas de maneira diferente, porem encontramos geralmente:

Yuki: Coragem, Valor. / Jin: Benevolencia, Generosidade / Gi: Honra, Justiça / Rei: Etiqueta, Cortesia / Shin ( ou Makoto) : Sinceridade, Honestidade  / Chu : Lealdade, Fidelidade / Meiyo: Honra , Dignidade.

Morihei Ueshiba O-Sensei atribuiu as sete virtudes desta maneira:

Jin: Benevolencia, Generosidade / Gi: Honra, Justiça / Rei: Etiqueta, Cortesia / Chi:Sabedoria, Inteligência / Shin: Sinceridade, Honestidade / Chu: Lealdade, Fidelidade / Kôh: Piedade Filial, Devoção.

Boa Prática.

Oss.

Baseados em artigos de Stephen Turnbull e sobre Ueshiba O-Sensei.

sábado, 1 de setembro de 2012

Meditação e Estresse



















Na atualidade, o que mais se procura é evitar o stress; o ser humano não observa que a origem vem da mente, se enveredando em buscas que só levam ao stress, ansiedade e esgotamento.

Thich Nhât Hanh nos alerta que quando perseguimos o que define como “objetos do desejo” (dinheiro, fama, poder, etc.), ingressamos numa jornada completamente oposto à da autêntica felicidade; criamos mais sofrimento resultando em frustração e aumento da ansiedade.

Através da meditação e respiração, podemos começar a praticar a atenção e o foco no momento presente, a não-mente. Podemos obter através do Zazen, de meditações ativas ou da prática marcial quando praticamos com a mente vazia; centrados nos Tanden, na respiração e permitindo o movimento espontâneo.

Com isto, nosso organismo começa a tingir um estado de Harmonia e Integração; consequentemente o stress, a ansiedade, a insônia e outros distúrbios diminuem gradualmente.

Osho, em seus textos, nos apresenta explicações muito claras e didáticas sobre a utilização de meditações ativas e passivas:

“Não continue a pensar. Parta de algum ponto... comece a experimentar. Então você terá uma sensação direta do que é pensar e do que é testemunhar.

Então virá a saber que não pode fazer as duas coisas ao mesmo tempo, como não se pode correr e se sentar simultaneamente. Se você corre, então, não pode  sentar, então, não está sentado. E se estiver sentado, não poderá estar correndo.

Mas sentar-se não é uma função das pernas; correr é uma função das pernas. Quando as pernas estão funcionando, então você não está sentado. Sentar é uma não-função das pernas; correr é a função.

O mesmo ocorre com a mente: pensar é uma função da mente; testemunhar é uma não-função da mente. Quando a mente não está funcionando, você tem o testemunhar, então você tem a consciência.. (...)

Tudo o que a mente pode fazer não é meditação, pois a meditação está além da mente e não pode ser penetrada por ela. Onde a mente acaba, a meditação começa. (...)

A meditação é um remédio, o único remédio. Por isso, esqueça seus problemas e entre em meditação."

Boa Reflexão.

Oss.

Baseado em textos de Thich Nhât Hanh e Osho sobre a atuação da mente e da meditação.

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