Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Movimento da Mente
























Mestre Inoue foi perguntado, em uma entrevista de como as ações acontecem, como as coisas e pessoas se manifestam.

Ele respondeu que as pessoas atribuem a lugares ou a determinadas praticas, valores e energias; porem que tudo não passa de “movimentação da mente”, não tem “este ou aquele movimento”, é a mente que atribui este aspecto, ela que se “movimenta”.

É a mente que cria “as formas e formulas” que todos procuram, mas ignoramos que não precisamos delas e nem podem ser ensinadas, por tudo está no interior de cada um; este era o ensinamento.

Inoue Doshu nos mostra que tudo é criado pelo movimento, coisas são criadas pelo movimento; e estas coisas são criadas enquanto o movimento persiste, criação através do movimento e do fluxo da Realidade. Nada pode ser ensinado ou copiado, a descoberta se faz através da prática e da experimentação.

Inoue Sensei nos leva a refletir sobre o que Mestre Wumen Huikai  (Mumon Ekai Zenji), escreveu na coletânea de koans  “O Portal sem Portal”, aonde encontramos o seguinte:

“Dois homens discutiam sobre uma flâmula que tremulava ao vento: 

- É o vento que está se movendo! - afirmou o primeiro. 

- Não, é a flâmula que se move! - contestou o segundo.

Mestre Dajian Huineng (Daikan Enō Zenji,) que passava por perto, os interrompeu dizendo: 

- Nem a flâmula nem o vento se move, é a mente que se move.”

Porem Mestre Wumen Huikai  escreve ao final:

“O vento não se mexe, nem a flâmula se mexe, tampouco é a mente que se mexe.”

Boa Reflexão.

Oss.

Baseado em entrevistas de Inoue Doshu e Textos Zen.

2 comentários:

  1. Gran artículo para reflexionar, gracias por compartirlo Ricardo, un abrazo

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    Respostas
    1. Gracias a ti, Carina.
      Que tengas un optimo dia.
      Abrazo.

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