Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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sábado, 30 de junho de 2012

A Vitória sem Luta



























Existe na tradição japonesa um conto que nos fala sobre uma das três modalidades de vitória; a primeira seria após ter lutado, a segunda antes de lutar e a terceira sem haver qualquer embate. Os Grandes Mestres ensinavam a desenvolver uma atitude que desestimulasse qualquer intenção de ataque por parte do possível adversário, para isto, ao mesmo tempo é necessário Zanshin e o Tada Ima.

Certa feita, um Samurai viajava numa missão para o seu Daimyo, após um dia inteiro de viagem, resolver ficar numa estalagem. Após banhar-se, foi ao salão pedir uma refeição e logo foi notado por 3 larápios errantes que estavam bebendo, devido as suas vestes e a sua espada magnificamente decorada. Os três malandros perceberam que o Samurai, além da espada valiosa, devia portar boa quantia em dinheiro; porem, roubar a espada de um samurai, apenas matando-o.

Os 3 comparsas arquitetaram um plano, que eram guerreiros sem senhor, confiando estarem em maior número, e fingiram estarem bêbados, dirigindo ofensas ao Samurai, que permanecia impassível. Os guerreiros continuavam a perturbar; porem não havia qualquer reação por parte do emissário do Daimyo.

Estavam nas monções, fazia muito calor e havia muita umidade, o que trazia moscas para o ambiente. Três moscas começaram a sobrevoar ao lado do prato do Samurai; rapidamente, sem parecer sair da imobilidade, este saca a sua chibata que estava presa à cintura e mata as três moscas de uma só vez.  Ele guarda o pequeno chicote e volta a comer tranquilamente.
Vendo a maestria do sacar e golpear certeiro do viajante, os guerreiros desistiram de roubá-lo e, assustados com a perícia, partiram para outro lugar.

Termino com as palavras de O-Sensei Ueshiba:

“Se alguém tenta lutar comigo, isto significa que ele vai quebrar a harmonia com o universo, pois eu sou o universo. No momento em que lhe vem o desejo de lutar comigo, ele está derrotado.

Vitória sem lutar é dissuadir o adversário de seu ímpeto.”

Boa Reflexão.

Oss.

Baseados em artigos sobre Budo e O-Sensei Ueshiba.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Budo, Respiração e Zen
































Lendo o Kashima Shintoryu Heiho Jikansho  (Contemplação sobre as Estratégias Marciais da Escola de Manejo de Espadas de Kashima), observa-se que a respiração tem um significado importante, pois os corpos possuem movimentos, mudanças de tempo e ritmo,assim como a potencia das técnicas estão profundamente ligadas a respiração.

Ao usar a respiração livre e ritmá-la ao mesmo tempo, observamos que toda a musculatura e ossos dos membros assim como do tronco podem ser usadas com movimentos mais precisos e potentes.

Observa-se a que o pulso, os órgãos internos, o sistema nervoso, o ciclo circadiano (hormonal), ou seja, o que não pode ser controlado conscientemente pode ser influenciado pela respiração. A conscientização do Tanden é uma base importante.

Durante o período Edo, era comum que os mestres de Artes Marciais praticassem o Zen ou o Mikkyo (Budismo Esotérico), treinando técnicas respiratórias como Susokukan (método de respiração e meditação com contagem das inspirações) ou a Meditação Ajikan.

Sabe-se que Shirai Toru (1783-1843) a partir de Ittoryu aprendeu a alquimia espiritual de monge ZenHakuin Ekaku (1686-1768). A tradição conta que a linhagem Shirai Ryu foi fundada no final da era Edo por Shirai Toru Yoshikane , quinto Soke da Tenshin Itto-ryu e Itto-ryu Hokushin, discípulo de Chuta Shikei Nakanishi , Nakanishi-ha Itto-ryu Shodaime  (mestre de primeira geração). Foi este último que introduziu os métodos de Hakuin Zenji de controle da respiração para formar o núcleo curricular dentro da linhagem Nakanishi.

Termino com uma citação desta Escola:

“Todas as coisas têm uma essência divina interior e uma maravilhosa manifestação exterior.

A essência de uma árvore se manifesta em suas belas flores e folhagem abundante.

A essência de uma árvore não podia apreciar se não tivessem flores e folhas.

Os seres humanos têm uma essência divina interior que não pode ser vista,

mas se manifesta   através das técnicas maravilhosas do Budo.”

Boa Reflexão.

Oss.

Baseado em textos de Kenjutsu e Zen.

domingo, 24 de junho de 2012

Meditação e Cura




























Mestre Thich Nhât Hanh, nos explica como a meditação pode nos levar ao não nos identificarmos com o corpo sofredor.

“A mente alerta é, sobretudo, a capacidade de simplesmente reconhecer a presença de um objeto sem tomar partido, sem julgar, sem cobiçar e sem desprezar este objeto. Por exemplo, suponhamos que exista um lugar dolorido em nosso corpo. Com a mente alerta, nós simplesmente reconhecemos esta dor. (...)

Com a energia da concentração e da introspecção, somos capazes de ver e entender a importância dessa dor, o verdadeiro motivo porque surgiu  e a maneira como seremos capazes de curá-la, com base na compreensão que provém da mente alerta e da concentração.  Se tivermos ansiedade demais, se estivermos imaginando sempre coisas, esta ansiedade e estas imaginações vão trazer estresse à nossa mente, e a dor aumentará. (...) e nós nos preocupamos e lamentamos até não mais conseguir comer nem dormir. A dor redobrar e pode levar a uma situação mais grave. (...)
Quando perseguimos os objetos do desejo dos nossos sentidos (...), criamos muito sofrimento para nós e para os outros. (...)

Inspirando, colocamos nossa atenção em nossa respiração. Sentiremos a calma o tempo todo que estivermos inspirando. Exatamente como se estivéssemos bebendo um copo de água fresca; sempre que a água fresca entra em nosso corpo, nosso interior se sente refrescado. Na prática meditativa, quando a mente está calma e em paz, o corpo também está calmo e em paz, porque a respiração consciente une outra vez o corpo e a mente. Quando expiramos, sorrimos para relaxar todos os músculos de nossa face, (...). Também o nosso sistema nervoso fica relaxado quando sorrimos. (...)

Na tempestade de nossas emoções, se soubermos como sair da área do furacão, da área de nosso cérebro, e voltar toda a nossa atenção para o abdome, para o ponto da acupressão logo abaixo do umbigo (dan tien), nós nos sentiremos bem diferentes. Veremos que não somos apenas nossas emoções, somos mais do que nossas emoções. As emoções vão embora, mas nós ficamos. (...)

No Sutra da Plena Consciência da Respiração, o Buda ensinou: Inspirando, acalmo minha mente. Quando nossa mente não está calma, nossas percepções normalmente são incorretas. O que vemos, ouvimos e pensamos não reflete a realidade, assim como, quando há ondas no lago, suas águas não conseguem espelhar fielmente as nuvens do céu. Buda é a serena lua cheia, percorrendo o céu do vazio. Quando a mente dos seres vivos está calma, a imagem da lua cheia será refletida claramente. Nossa tristeza e irritação nascem de nossas percepções erradas. Para evitar percepções erradas, temos de praticar muito, a fim de que nossa mente fique calma e em paz como a superfície do lago numa manhã de outono. Nossa respiração pode produzir esta paz.”

Boa prática.

Oss.

Thich Nhât Hanh em  “A Energia da Oração”

domingo, 17 de junho de 2012

Meditar é Observar.



























Osho sempre afirmou que só meditamos quando nos separamos da mente e nos tornamos um observador, como uma testemunha que observa um fato ou evento. Ele diz:

“Se olhas para a luz, não és a luz, és quem está olhando para ela. Se observas uma planta, não és a planta, és o observador.

Observar é a chave da meditação. Observes tua mente.

Enquanto observas, aos poucos, a mente se toma vazia de pensamentos; não estás adormecendo, estás ficando mais alerta, mais consciente.

Relaxe. Simplesmente fechas os olhos e escutas tudo acontecendo ao redor. Se percebes algo, não consideres como distração. Não negues; não rejeites. 

Aceitas, se negas, se torna tensão.

Relaxar e aceitar; aceitar a Existência é a única maneira de relaxar.

Relaxar mais, a respiração irá mais fundo. Ela se torna lenta, ritmada e podes quase saboreá-la; ela traz certo prazer. 

Tomarás consciência, então, de que a respiração é a ligação com o Todo. Simplesmente observar. Não faças coisa alguma.

(...) apenas observar, não tentes observar; senão ficarás tenso de novo e começarás concentrando na respiração. Simplesmente relaxe; permanecendo relaxado e solto.

(...) Apenas observar. Lembre-se, apenas observar.

 (...) Meditação, é simplesmente olhar para a mente e observando a ti mesmo sair. Aos poucos, a mente com todos os problemas desaparece, de outra maneira, a mente sempre criará problemas estranhos

 (...) A mente é o único problema - todos os outros problemas são ramificações da mente." 

Boa Reflexão.

Oss.

Baseados em textos de Osho sobre a meditação.

sábado, 9 de junho de 2012

Momento Presente


































Um discípulo procurou Mestre Nisargadata para obter ensinamentos sobre o Caminho; chegando a sala, perguntou:

 “Mestre, mostra o Caminho que conduz à Realidade”.

A reação de Nisargadatta Maharaji foi olhar com compaixão para o postulante e disse:

“Como eu poderia? Todos os caminhos que indicar vão levar à irrealidade. Caminhos são criações dentro do escopo do conhecimento. Caminhos e movimentos não podem transportá-lo para a Realidade, pois a função deles é enredar você dentro da dimensão do conhecimento, enquanto que a Realidade está antes dessa dimensão. 
Para compreender isso, deves fixar-se na Fonte da Criação, no início do conhecimento “eu sou”. Enquanto não atingir isso, estarás enrolado nas correntes forjadas pela mente e ficarás aprisionado nas correntes de outras pessoas. 
Portanto, estabilizas na fonte do seu ser e todas as correntes irão se romper; transcenderas o tempo, estarás além dos tentáculos dele e prevalecerás na Eternidade.”

O Mestre completou: 

"A permanência na Consciência remove todos os problemas passados e futuros; assim, estabiliza a pessoa no presente – Aqui e Agora.”

Boa Reflexão.

Oss.

Baseado em textos sobre Nisargadatta Maharaji 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O Falso Monge

























Existe um conto atribuído a Bankei Zenji, sobre um fato que possivelmente aconteceu durante um de seus seminários.

Nossa estória começa, quando um ajudante da manutenção de um templo, após anos de trabalho, resolveu abandonar tudo e sair pelo mundo trajando as vestes de monge que tinha decidido roubar lá mesmo.   Seu sonho era ser respeitado como um mestre, e achava que sua condição de serviçal atrapalhava alcançar tal status.   Conhecia bençãos e orações, decorou muitas recitações de sutras, se achava pronto, crendo que a simples recitação era a chave para a maestria.

Passou anos de sua vida na estrada, se apresentando como monge peregrino; de templo em templo, de vila em vila, porem, como se achava pobre e injustiçado, fazia pequenos furtos.   Era uma peça de roupa, era um alimento, era uma tigela.

Com a idade, seu visual de velho monge, impressionava a todos, principalmente a barba e a roupa sempre puída: “santo”, pensavam.   Quando chegava aos pequenos vilarejos, abençoava a todos, fazendo os aldeões felizes; era tratado como mestre e tinha tudo o que precisava.   Mas, ainda se via como o pobre ajudante, e voltava para a estrada na esperança de esquecer tal fato.

Certa vez, após muito caminhar, encontrou monges novatos, todos fizeram reverencia, pois seu aspecto os fazia crer ser um grande mestre.   Iam para um Sesshin de Mestre Bankei e seriam honrados com a presença do “mestre andarilho”, durante a viagem; dividiam seus alimentos com ele.

Chegando, apresentaram a Bankei Zenji  o mestre que os abençoou com sua presença.   O Mestre reverenciou o visitante e pediu para sentar num local de destaque e começaram as atividades.

O falso monge achava aquilo tudo entediante e cochilava.   Quando questionado, repetia o que tinha decorado: “ É o Zen, está com sono, durma.”      Certa hora, levantou e foi para a cozinha, para roubar mantimentos e partir; um novato viu e chamou os outros.

O agora “ladrão” foi levado ao Mestre, para ser punido e expulso. O velho gritou: “É o Zen, estava com fome, quis comer”.  Mestre Bankei riu e disse para ignorarem, continuando os seminários. Os discípulos agora repudiavam o “velho estranho”.

Durante a noite, o velho foi roubar roupas para fugir.   Os novatos viram e o velho berrou: “É o Zen, sinto frio, quero me cobrir”.   Como fazia em todos os lugares, contava uma estória triste e complicada sobre sua formação monástica.

Vendo aquilo, Bankei riu e disse aos novatos: “Uma grande lição hoje. Pela manhã, disseram que este homem era um santo.   No meio do dia era um estranho e, agora, é um farsante.   Sempre foi o mesmo homem, apenas suas mentes é que faziam julgamentos.   Se alguém tem de ir embora, são vocês, pois vocês tem a mente mais clara do que este homem, se apagar suas lanternas, vocês caminharão na escuridão sem se perder.   Este homem ainda tem a mente obscurecida, como um tênue luar na escuridão, ele ainda precisa de velas para caminhar, é ele quem precisa ficar aqui.   Creio que todos nós devemos agradecer a ele por esta lição sobre a mente”.

Compreendendo isto, todos se curvaram para o velho homem, que começou a chorar; pela primeira vez na vida ele foi reverenciado pelo o que ele era e não por quem se fazia passar.   Neste instante sua mente começou a despertar: ele é o que é, não havia porque roubar.

Boa reflexão.

Oss.

Baseado em textos sobre Bankei Zenji.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Mente Búdica, por Bankei Zenji













Bankei Yōtaku , também conhecido como Kokushi (1622-1693), nascido na província de Harima, prefeitura de Hyogo em Hamada, era um mestre japonês aclamado Zen da tradição Rinzai. Seu pai Suga Dosetsu, era um erudito confucionista e um samurai sem um patrono, que abraçou a prática da Medicina.

Aos 13 anos Bankei estava estudando com o sacerdote do templo da família, e no ano seguinte, um amigo da família por perto, Nakabori Sukeyasu, construído para Bankei uma pequena cabana na montanha atrás da casa Nakabori.   Posteriormente teve vários mestres e percorreu várias escolas do Budismo  (Shin, Shingon, Ch’an e Rinzai)

Após muito tempo de estudos e meditação (Zazen), foi apenas através de uma experiência de proximidade da morte, quando estava desenganado, pois a tuberculose o tinha debilitado muito, que alcançou o Despertar, e disse:

“... De repente, apenas naquele momento
(...) eu percebi que era aquilo o que me havia escapado até agora:
Todas as coisas estão perfeitamente resolvidas no Fu-shō (Incriado).”

Todo o ensinamento de Bankei pode ser sintetizado em uma frase:
"Permanecei no Fu-shō!". 

O termo "Fu-shō"  já era usada no Budismo para sugerir o que é intrínseco, original, incriado. Mas Bankei foi o único a usar o termo como o núcleo do seu ensinamento. Bankei ensinou que não se deve tentar obter o Fu-shō mas sim deve-se simplesmente permanecer nele. O Fu-shō não é uma condição a ser criada, ela já é, completa e perfeita mente tal como ela é.  Ele postulava:

“Sua mente incriada (Fu-shō) é a própria mente do Buda em si mesmo, e não se preocupa com nascimento ou morte. Como prova disso, quando olha para as coisas, você é capaz de ver e distingui-las de uma só vez. E como você está fazendo isso, se um pássaro canta ou um sino toca, ou outros ruídos ou sons ocorrem, você ouve e reconhece cada um deles também, embora não tenha dado origem a um pensamento único a fazê-lo. Tudo em sua vida, desde a manhã até a noite, procede desta mesma maneira sem ter que depender de pensamento ou reflexão. Mas a maioria das pessoas não estão cientes de que, eles acham que tudo é resultado de sua deliberação. Isso é um grande erro.
Se você abrigar o mínimo de noção para se tornar melhor do que você é ou a menor inclinação para procurar alguma coisa, você vira as costas para o Fu-shō. Não há nem alegria nem raiva na mente com que você nasceu - apenas a mente do Buda, com sua maravilhosa sabedoria que ilumina todas as coisas.”

Sobre a Iluminação, ele escreveu:
“Se você acha que a mente
É que alcança a Iluminação
O 'meu', o 'seu' pensamento
Vão lutar um com o outro.
Esses dias eu não estou preocupado sobre como
Conseguir a iluminação o tempo todo,
E o resultado é que
Eu acordei de manhã sentindo bem.”

Boa Reflexão.

Oss.

Baseado em textos sobre Bankei Zenji

sexta-feira, 1 de junho de 2012

A Mente e o Mestre
















Mestre  Hsüan-Chien, era um brilhante estudante do Budismo, tornou-se muito hábil em analisar escritos complexos, e se considerava um grande perito sobre a filosofia Budista. Tinha memorizado o Sutra do Diamante, podendo recitá-lo todo; escreveu um longo trabalho, com comentários sobre tal sutra. 

Um dia foi para Hunan,pois lá estava um grande sábio com uma visão completamente antagônica a dele.  
No caminho, encontrou uma velha senhora que fazia e vendia bolinhos de arroz. Com muita fome, pediu a senhora alguns bolinhos. A vendedora, reparou que o jovem carregava diversos escritos:

"Que estás carregando? "- ela pergunta

"Minha versão sobre o sentido verdadeiro do Sutra do Diamante, mas a senhora não sabe nada sobre esses assuntos profundos."- responde o Mestre.

"Então, jovem sábio,  farei uma pergunta, se responderes, lhe darei os bolinhos de graça. Caso não, não vou lhe vender os bolinhos." – propõe a vendedora. 

"Está escrito no Sutra do Diamante, que a Mente do passado é inatingível, a Mente do futuro é inatingível e a Mente do presente é inatingível; então: com qual Mente vais se alimentar?" -
continua a senhora.

Estupefato, Hsüan-chien não soube o que dizer e a velha senhora partiu.

“Qual mente?  O que o mestre fez a seguir?”- pensamentos como estes podem ocorrer. Não existe resposta, qualquer resposta, percebeu o jovem sábio, seria estar focado em si próprio.

Só existe “mente”, nada mais; o restante é quando estamos totalmente identificados (minha mente, aquela mente); pois tendemos a “manipular a mente”.

Hsüan-chien percebeu que estava aprisionado no seu próprio conceito de mente, de tanto procurar a Sabedoria. Toda experiência é impessoal, assim como a mente.

Certa vez, perguntado sobre qual o Caminho (Realidade Absoluta), Mestre Nan Ch'üan respondeu a seus discípulos:
 "A mente comum, esse é o Caminho".

Boa Reflexão.

Oss.

Baseados em textos Zen sobre a mente.

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