Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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sábado, 26 de maio de 2012

Ekkin-kyo




















Este método seria cerca de 18 exercicios com a finalidade de melhorar a circulação de energia (Ki). Segundo Karate-do Kyohan, de autoria do Mestre Gichin Funakoshi, o karate se originaria dos escritos do Ekkin-kyo; cuja elaboração é atribuída a Bodhidharma(ou Daruma), quando foi da Índia para a China, sendo citado como o fundador do Ch’an (ou Zen).

A Tradição conta que nos últimos anos de sua peregrinação, ao chegar no Templo Shorin-ji (Shaolin) na província de Hunan,  encontrou os monges  numa condição de saúde tão precária, devido às longas horas que eles passavam imóveis durante a meditação.

Daruma então estabelecido um método de desenvolver o corpo ea mente, dizendo-lhes: "Embora o caminho de Buda seja pregado para a a lma, o corpo e alma são inseparaveis, não há como completar a formação por causa do esgotamento físico. por esta razão, vou mostrar um método pelo qual seja possível desenvolver força física o suficiente para permitir a si mesmos atingir a essência do caminho de Buda. "

Bodhidharama tinha redigido 2 textos:  o Yi GinChing (ou Ekkin Kyo em japonês) e o Shi Soei Ching; este ultimo também poderia ser usado a atingir o estado de Buda (iluminação espiritual).
Estes exercícios consistem numa combinação exercícios de respiração abdominal profunda com o foco no Hara no Tanden e uma série de sequências de movimentos.

Este conhecimento foi transferido para o Reino de Ryukyu (Reino de Okinawa), quando estava sobre a influência cultural da China por séculos . Quando invadida pelo Clã Samurai Satsuma, no século XVI, tiveram que dar tributos ao Imperador japonês e houve a interdição do uso de armas, começa a se desenvolver a prática da Arte Marcial de Mãos Nuas (como o Shuri-Te, Shorin-Te, etc.) e o Ekkin Kyo foi amplamente divulgado entre os praticantes, se desenvolveu como uma característica do karate de Okinawa.

Bom fim de semana.

Oss.

Baseado em textos sobre Ekkin Kyo, Bodhidharma e Gichin Funakoshi O-Sensei.

domingo, 20 de maio de 2012

Consciência e Emoções


















Os Grandes Mestres nos indicaram a prestar atenção em nossos sentimentos e emoções; pois é algo com que sempre conviveremos.
Fiquemos atentos à raiva, quando ela aparecer; se atentos a este movimento “um milagre pode acontecer”, ensinava Osho.  Não tem como fugir disto, e, quanto mais queremos “jogar fora” estas emoções, mais internalizadas ficam; ele dizia:

“Você terá de conviver com elas. Não pode simplesmente fugir.
Elas são situações nas quais sua vida tem de se integrar e crescer. São desafios da vida. Aceite-as. Elas são bênçãos disfarçadas. Se você fugir delas, se quiser se livrar delas de algum jeito, você criará problema – pois, quando quer fugir delas, você não olha para elas diretamente. (...)

Eu digo a você: não existe nada que seja certo e nada que seja errado. (...)
Eu não digo que a raiva seja errada, eu digo que a raiva é energia – energia pura, uma bela energia. Quando ela irromper, preste atenção e veja um milagre acontecendo. Quando ela irromper, preste atenção e, se fizer isso, ficará surpreso; você terá uma surpresa – a maior da sua vida: descobrirá que, se prestar atenção nela, ela desaparece.

A raiva é transformada. Ela vira energia pura; vira compaixão, vira perdão, vira amor. E você não precisa reprimi-la, por isso não terá de levar consigo esse veneno. E você não ficará com raiva, por isso não ofenderá ninguém.(...)

O que eu estou dizendo é que não é preciso que ninguém sofra. Basta que você preste atenção, fique consciente. A raiva surgirá e será consumida pela consciência”.

Para aqueles que crescem para fora desta visão, existe a oferta, por cada Escola, de uma experiência diferente a cada vez, porque eles têm a sua própria referência e exemplo de seu fundador. Estes exemplos de dignidade pelo esforço de "esquecer nada, mudar nada e não acrescentam nada" é muitas vezes incompreendido; porque, ficar focado requisito em princípios  e técnicas para se “tornar idêntico ao fundador “ acaba sendo contrário aos princípios do fundador da Escola, pois o movimente da mente egóica.  A mente egóica é aquela que copia, que classifica; já a Consciência é silenciosa, é observação.
Termino com a seguinte frase de Ueshiba O-Sensei sobre a Consciência:
“Se existe vida dentro de ti, terás acesso aos segredos dos tempos, pois a verdade do Universo está em cada um e em todos seres humanos”.
Boa Reflexão.
Oss.
Baseado em artigos de Osho sobre Emoções, textos de Koryu e Morihei Ueshiba O-Sensei.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Mente Zen e Shugyo

















Esta expressão japonesa Shugyo,  traz o conceito de "treino intenso", “prática intensa” ou "ascese". Entre os samurais o Shugyo fazia parte do Bushido, substituindo os exercícios tradicionais que poderiam causar a morte por treinamento intenso.

Segundo Takuan Soho Sensei, a essência do ser, não pode ser encontrada através da prática marcial, sendo necessário o Shugyo, este estado de concentração que possui diversas expressões – ser altruísta, estar em satori, esvaziar-se, ser fluxo, ser observação, etc...

O Zazen também é considerado uma forma de Shugyo, mesmo sendo considerado um método sem método. Devemos, também, praticar o Shugyo, no sentido de "polir a mente" para acessar a unidade corpo-mente-alma.

Mestre Myôchô Sôhô (Daito-kokushi), fundador do Templo Zen da linhagem Rinzai em Quioto, escreve estas palavras, próximo a sua morte:

“Cortando os grandes mestres Zen ao meio –

Polindo uma navalha - afiando espada o tempo todo;

Aonde é totalmente inexprimível em palavras

Colmilhos mordem o céu vazio.

Mesmo depois de alcançada a Iluminação.” 

Explicava que “os mestres ainda continuam, mesmo após a iluminação, a polir aonde nada há para polir.  Eles nada tem a dizer, assim palavras são jogadas fora, e eles nem mesmo abrem suas bocas. Assim, nem Buda pode perturbá-los; Buda provavelmente abaixa a cabeça em profunda gratidão. Mas ao rejeitar os Budas e os Patriarcas, não negligenciem o Shugyo. ”

Boa Reflexão.

Oss.

Baseado em artigos sobre o Zen e o  “Método Zen” de Atsunobu Tomomatsu.

 

domingo, 13 de maio de 2012

A Pratica e o Do por Kakuan Sensei





















Mestre Kakuan (Kuo-an Shih-yuan, Kuòān Shīyuǎou Guo-an Shi-yuan), 
monge que viveu no século 12, foi autor de diversos textos, inclusive a obra conhecida como os Dez Touros.  

Certa feita, ele demonstrou que a fixação na busca da perfeição, que a prática que não cessa,  obscurece a mente e impede a maestria:

“Mente limpa de toda iluminação.

Confusão é substituída por serenidade.

Idéias de santidade são irrelevantes.

Não está iluminado mas não está obscurecido.

Aonde não há dualidade, não há olhos para ver divisão.”

Boa Reflexão.

Oss.

Baseado em textos Zen.

  

terça-feira, 8 de maio de 2012

Mente Una
























Certa vez, perguntaram a respeito da Iluminação e Natureza da Mente para o Mestre Bassui Tokusho,  que respondeu a seus discípulos:

  “O que é a mente?

Mente é a verdadeira natureza de todos os seres sencientes, aquela que existiu antes de nossos pais nascerem e por isso antes de nosso próprio nascimento, e existe presentemente, imutável e eterna. Então, é chamada a face de alguém antes de seus pais terem nascido.

Esta mente é intrinsecamente pura. Quando nascemos ela não é criada de novo, e quando morremos ela não se extingue. Não há distinção entre masculino e feminino, nem bom ou mau. Não pode ser comparada com coisa alguma, e por isso é chamada de natureza búdica. Não obstante, inúmeros pensamentos surgem dessa natureza do "eu", como ondas que se levantam no oceano ou imagens que se refletem no espelho. Para compreender a própria mente, primeiro se olha para dentro da fonte onde brotam os pensamentos. Dormindo ou trabalhando, em pé ou sentado, deve-se perguntar sinceramente:

-Qual a natureza de minha mente?

Isto pode ser chamado de prática, treinamento ou busca da verdade. Porém Zazen nada mais é do que olhar para dentro da própria mente. Melhor buscar sua própria mente com devoção que ler e recitar inumeráveis Sutras durante anos incontáveis. Tais esforços que não passam de formalidades, redundam em méritos, méritos que acabam e de novo há de experimentar o sofrimento dos três caminhos do mal.

O fato de alguém buscar sua própria mente leva finalmente à iluminação, esta prática é um pré-requisito para se tornar um Buda. Não importa cometer ações más ou pecados mortais; pois, se existe o desejo sincero de olhar para a mente, instantaneamente há iluminação. Porém não cometer pecados com o propósito de ser salvo pela iluminação; nem um buda nem um ancestral poderá salvar uma pessoa que, iludida, segue por estes caminhos.

É como uma criança que dorme ao lado dos pais e sonha que está doente, sofrendo. Os pais não podem ajudar a criança, pois não há como entrar na mente de alguém que sonha. Se a criança pudesse acordar a si própria, conseguiria libertar-se dos sofrimentos. Da mesma forma, quem compreende que sua mente é Buda, liberta-se dos sofrimentos.

Num sonho poderá não saber o caminho de casa. Pede-se a alguém que diga como voltar ou roga-se ajuda a Buda; mesmo assim não se consegue voltar. Logo que se sai do estado de sonho, se descobre estar  na cama e se compreende o único caminho:  acordar-se.”


Boa Reflexão.

Oss.

Baseados em textos sobre o Zen e Mestre Bassui Tokusho.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A Iluminação por Mestre Hakuin




















Nascido entre 1685 e 1686, Mestre Hakuin Ekaku, foi um dos grandes 
mestres do Zen Budismo no Japão,revivendo a Escola  Rinzai. 

Seus métodos se focavam na prática da Meditação Zazen e de Koans. Faleceu entre 1768 a 1869. Afirma-se que quase todas as práticas da Escola Rinzai moderna, são advindas de seus ensinamentos.

   Certa vez, perguntaram a Mestre Hakuin qual o Caminho para obter a Iluminação, quais os ensinamentos a seguir.

O Mestre respondeu:

“Todos os seres são essencialmente iluminados.
Isso é como a água e o gelo.
Não há gelo sem água.
Assim, não há Buda fora de você!”

Boa Reflexão.

Oss.

Baseados em textos sobre Mestre Hakuin.

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