Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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domingo, 1 de abril de 2012

Sobre Zen e Unidade

























Muitos perguntam sobre determinados conceitos de não dualidade, de afinidade com o universo, sobre a mente e a oração na prática do dia a dia; encontrei um texto de Osho que esclarece muito bem estes questionamentos:

“Todos os seus problemas existem por não ser um. Porque está fragmentado, em desunião, em caos - não em harmonia. O que é o Zen, o que é Yoga, o que é meditação? Nada mais do que chegar à unidade. (...)

Quando você vive na diversidade, os problemas são criados, porque mover-se em várias direções simultaneamente torna-o dividido, impede sua união. Um desejo o conduz para o norte, outro para o sul. Uma parte da mente ama, a outra odeia. (...)

Quando sua mente está dividida, você não pode orar nem meditar porque uma parte fica sempre contra a outra. E, mais cedo ou mais tarde, ela vencerá. Lembre-se disto: a parte que está em ação perde energia a cada instante e a que não está, a que critica, não perde energia nenhuma energia. Assim, mais cedo ou mais tarde será a mais poderosa.(...)

A unidade é necessária. Se não há unidade, a luta é constante. Eis porque Gutei costumava levantar um dedo quando explicava sobre o Zen. Estava dizendo: “Seja um! – e todos os seus problemas serão solucionados.”

Existem muitas religiões, muitos caminhos, vários métodos, mas o ponto essencial é o mesmo: a unidade. Seja qual for a sua escolha, seja um. Se você puder ser infinitamente paciente, tornar-se-á um. Se puder render-se totalmente, tornar-se-á um. Se puder silenciar completamente, será um. Se não houver pensamentos e você estiver em meditação, será um. Se rezar a Deus e a reza for intensa, a ponto de você não estar mais presente, a ponto de se dissolver nela, tornar-se-á um, a unidade virá.

Se puder trabalhar num jardim totalmente absorto, de modo que nenhuma pessoa exista, nem mesmo quem está cavando; se você se transformar no ato de cavar, então o agente será a ação, o observador a observação, o meditador a meditação – de repente, todas as ondas de maya desaparecerão, todas as ilusões terminarão. Você será elevado a uma camada diferente, a um diferente plano de ser.

Quando você for um, alcançará o Um. Enquanto for muitos, estará no mundo. O mundo é muitos e Deus é um. Para conhecer o Um, é preciso, antes, tornar-se um. Não existe outro modo. Só quando você se transformar Nele é que será capaz de conhecê-lo. (...)

Zen é um termo sânscrito vindo da palavra dhyan. É a forma japonesa de dhyan. Quando Bodhidharma levou para a China as técnicas de Buda, dhyan tornou-se Ch’na. Quando ch’na foi levado para o Japão, tornou-se Zen. Mas o termo original é ´dhyan. Quando Gutei falava sobre dhyan (meditação), levantava um dedo. A unidade é dhyan, a unidade é tudo o que deve ser atingido – é o fim.”

Boa reflexão.

Oss.

Baseado no livro “Nem Água, Nem Lua”, de Osho.

2 comentários:

  1. Buenos días Ricardo, es cierto hace falta la unidad, también la del cuerpo cuando practicamos Aikido, un brazo sólo o una pierna sóla no hace nada, es necesario el conjunto de todo el cuerpo y la mente
    muchas gracias y un abrazo

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    Respostas
    1. Buenos Días, Carina,
      Creo que lo importante, es que a través de la práctica, podemos descubrir que ya somos parte de esta unidad.
      Gracias por tu comentário.
      Abrazo.

      Excluir

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