Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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quinta-feira, 19 de abril de 2012

O Zen e o Não-Pensar






















Mestre Yakusan Igen (Wei-yen de Yueh-shan, Yaoshan Weyan (745-828 ou 751-834). Foi o trigésimo sexto Patriarca e considerado Herdeiro de Dharma do Mestre Shitou Xigian. Aos 16 anos tornou-se monge, passando a estudar intensamente os Sutras e a seguir estritamente as regras monásticas; porem ainda tinha muitas dúvidas sobre a essência da sua mente. Teve como instrutores o Mestre Shih-t'ou e o Mestre Matsuo Basho concomitantemente.

Existe uma passagem interessante sobre o estado da mente na meditação. Quando o Mestre Yakusan praticava a meditação sentada, um discípulo fica observando. Após determinado tempo, inicia-se o seguinte diálogo:

-"Venerável Mestre, o que pensas quando medita sentado?" perguntou o aluno.

-"Penso no Não-Pensar", responde o Mestre.

-"Como o senhor pensa no Não-Pensar?", retruca o novato.

-"Permanecendo Além-do-Pensar", diz o Mestre.

Após isto, Yakusan Sensei explica para os alunos:

“ Quando sentados, não seguimos nossos pensamentos, tampouco os paramos. Apenas deixamos que venham e vão livremente; apenas os observamos. Como podemos chamar esta atitude de pensar?

Os pensamentos não podem ser pegos, se os perseguimos isto é o Pensar; logo não é Zazen. Tampouco o Zazen pode ser chamado de Não-Pensar, porque os pensamentos vêem e se vão como nuvens flutuando no céu.

Quando estamos sentados, nosso cérebro não cessa de funcionar, da mesma forma que nosso estômago está sempre digerindo. Às vezes nossas mentes estão ocupadas, às vezes nossas mentes estão calmas. 

 Apenas sentar, sem estar preocupado com a mente, é o mais importante do Zazen. Quando sentamos dessa forma, nós somos um com a Realidade, Realidade essa que está além do pensamento.

A Realidade manifesta-se através do corpo-mente.”

Boa Reflexão.

Oss.

Baseado em artigos sobre o Zen, Ma-Tzu Sensei e Yakusan Igen Sensei.

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