Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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domingo, 8 de abril de 2012

Meditação e Observação



















“Tinha um mestre zen chamado Shunryu Suzuki que dizia que devemos sempre manter a mente como a mente de um principiante, sempre começando. 

Porque ele dizia isso? Nós temos a inclinação para fazer graduações: superior, inferior, eu sei, aquele não sabe, iniciantes, avançados... Na vida real não acontece bem assim. Já vi estudantes de meditação que no primeiro dia tinham uma maturidade maior que alguns que estavam aqui há anos. 

O grande problema de meditadores antigos é que eles ficam o tempo inteiro avaliando a si mesmos, e cobrando da existência algo que ela não pode lhes dar. Fazem isso porque esquecem da “mente de principiante”. Se você mantém uma mente de principiante, pode sentar em meditação sem idéia de ganho. Mas se você fica o tempo inteiro dizendo para si mesmo que já está no caminho há um certo número de anos, que você já passou por certos “estágios”, então, você perde a simplicidade que mora neste momento. (...)

A mente pura é o instrumento maravilhoso que diviniza tudo que você vê. Ou seja, tudo o que vemos é uma extensão de nossa mente. E ela pode estar pura ou impura, aberta ou fechada. O mundo que você vê depende da abertura de sua mente.(...)

O que é isto que percebe (que nota) que eu estou pensando?...
Chamo a isto de Consciência.
Como posso reconhecer isso? Ficando no presente.
No Agora, tudo se aquieta.
No Agora, me dou conta de que esta Consciência é silenciosa e repouso nela para descansar.
O convite final é aprender a observar o corpomente pensar,
e notar que você não é o pensador! (...)
Simplesmente parar é ficar quietinho e em paz.
Chama-se também, meditar.
Simplesmente. Ou Mente Simples.(...)

A mente é sempre o nosso julgador interno. A Consciência está sempre por trás, como pano de fundo, dando luz à mente. Sem Consciência, não há processos mentais. Então é bom lembrar que:

1. O observador não julga.
2. O observador não se sente culpado.
3. O observador nunca está errado, nem certo.
4. O observador não pensa.
5. O observador não sente sentimentos.
6. O observador não conhece fracasso.
7. O observador é sempre perfeito e sem atributos ou definições.”

Feliz Páscoa a todos.

Oss.

Baseado em textos de Swami Sambodh Naseeb, naodual.blogspot.com.br , abril de 2012.

2 comentários:

  1. Buenos días Ricardo,
    Lo mismo que en la clase de aikido, cuando el maestro muestra una técnica, si uno piensa que va de esta o aquella forma, es mejor mirarla como si fuera la primera vez. Muchas gracias por este artículo
    un abrazo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Buenos Días, Carina,
      Si, es verdad, mantener la mente de principiante, durante la practica, es muy importante.
      Gracias por tu comentário.
      Abrazo.

      Excluir

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