Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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sábado, 24 de março de 2012

Esvaziando a mente...










Hoje, me veio à mente os ensinamentos tanto de Inoue Doshu como de meu Shihan sempre apontando que a prática deve começar no Coração (Shin, Kokoro), para não perdermos nossa conexão com o Universo; assim, só através da prática sincera e de mente vazia (Mushin) que podemos ter consciência do Caminho.
Ser oco como o bambu, sem deixar que os julgamentos, emoções e conceitos interrompam o Fluxo da Realidade, como alertava Inoue Doshu; devemos ser apenas observação.
Reproduzo este texto postado em Ventos de Paz, que traz a explicação muito clara de Osho :
"Esvazia tua mente e não penses em nada.
Como você fará para esvaziar sua mente? Quando os pensamentos vierem, observe. A observação tem que ser feita com precaução: deve ser passiva, e não ativa. (...)
Seja passivo como quando você senta à margem de um rio, enquanto ele flui; simplesmente observe. Não há aflição, não há urgência, não há emergência. Ninguém o está forçando. Mesmo que deixe passar, nada está perdido.
Você simplesmente observa, olha apenas. Olhe apenas. (...)
É muito, mas muito essencial que essa passividade seja compreendida, porque a sua obsessão pela atividade pode tornar-se inquietação, pode fazer-se uma espera ativa, e então, você pode pôr tudo a perder.(...) Seja um observador passivo.
A passividade esvaziará automaticamente sua mente. Ondulações de atividade, ondulações de energia mental se aquietarão, aos poucos e toda a superfície de sua consciência ficará sem ondas, sem qualquer ondulação. Tornar-se á um espelho silencioso.
Cada mestre tem seu método especial, por meio do qual ele alcançou e por meio do qual gostaria de ajudar outros. Essa é a especialidade de Tilopa : Como um bambu oco, repousa bem teu corpo.
Um bambu completamente oco por dentro. Quando você repousa procure sentir-se como um bambu: completamente oco e vazio por dentro. E é realmente assim, seu corpo é tal e qual um bambu. Sua pele, seus ossos, seu sangue, fazem parte do bambu, mas dentro há espaço, esvaziamento. Quando você está sentado, a boca silenciosa, inativa, a língua tocando o céu da boca e silente, observando passivamente os pensamentos, sem esperar por coisa alguma em particular, você se sente um bambu oco - e subitamente, infinita energia começa a derramar-se dentro de você; fica repleto do Desconhecido, do Misterioso, do Divino.
Desde que esteja vazio, não haverá barreiras para o Divino entrar em você.
Tente isso: é uma das mais belas meditações - a meditação de se tornar um bambu oco.
Não precisa fazer nada. Você simplesmente se transforma - e tudo o mais acontece. Subitamente, sente que algo desce para o seu espaço vazio. Você é como um útero e vida nova está entrando em você; uma semente está caindo. E chega o momento em que o bambu desaparece completamente.
Repouse bem, não deseje coisas espirituais, não deseje o céu, nem mesmo deseje Deus. Deus não pode ser desejado. Quando estiver destituído de desejos, Ele virá ter com você.
A libertação não pode ser desejada, porque o desejo é um laço.
Quando você está livre de desejos, está liberado.
O estado de Buda não pode ser desejado, porque o desejo é um obstáculo.
Quando não existem barreiras, Buda explode em você.
Você já tem a mente. Quando você está vazio, há um espaço - e a semente explode. (...)
Ponha de lado o desejar. Deixe que o desejar desapareça, torne-se um silencioso lago de não-desejos - de repente, você será surpreendido: inesperadamente , ele estará ali.
E você rirá como Bodhidharma riu. Riu porque "que tipo de brincadeira é essa? Você já é o que estava tentando ser! Como pode ter êxito, se já é aquilo que está tentando ser? Como é possível que se torne aquilo que já é? Por isso é que Bodhidharma riu. (...)
Você alcançou, se não se prendeu. Nada em suas mãos e você alcançou.(...)
Quando as coisas estiverem maduras e a estação certa chegar, você florescerá como um Buda."
Boa Refexão.
Oss.
Texto de Ventos de Paz (ventosdepaz.blogspot.com)de 06 dezembro 2010, sobre “Osho em Tantra a suprema compreensão”.

terça-feira, 20 de março de 2012

O Zen e A Prática







































Durante nossos treinos, já foi comentado por muitos a dificuldade em aplicar os conceitos do Zen na nossa prática; o que é muito comum no iniciante e em todos que vivemos numa sociedade mental.

Reproduzirei parte da exposição postada por Swami Sambodh Naseeb, muita clara e pertinente a todos os praticantes de Shin’ei Taido e outras Artes Marciais.

“O segundo Caminho é estar total com tudo presente. Quando estiver abraçando, esqueça de você mesmo e deixe apenas o braço existir. Quando estiver caminhando, esqueça de si e deixe o caminhar existir. Quando um pensamento surgir, note que você e o pensamento são UM. Não existe você pensando o pensamento. O pensamento está acontecendo espontaneamente. Tudo está acontecendo espontaneamente. Tanto o esforço quanto o não-esforço. O segundo caminho é notar como isso acontece e permitir isso. Entregar-se para isso. Ser UM com todo pensamento, sentimento e ação que surgem da consciência. Dessa forma o ego entra em colapso.”

Boa prática.

Oss.

Artigo baseado no post “Dois Caminho ao Ser”de dois de julho de 2010, do blog Bio-Zen, de Swami Naseeb Sambodh

sábado, 17 de março de 2012

A Mente e O Caminho


A obra Bodhisattvacharyāvatāra ou Bodhicaryavatara, cujo título pode ser traduzido como um guia para o Caminho do Bodhisattva da Vida, é um famoso texto budista Mahayana escrito c. 700 dC, em sânscrito por Shantideva (Śāntideva, monge budista, Universidade Monástica Nalanda na Índia). 

São dez capítulos dedicados ao desenvolvimento da mente da Iluminação (bodhicitta) através da prática das seis Perfeições. Sua tradução para o tibetano foi feita por Khenpo Kunpal (1862-1943) discípulo de Paltrul Rinpoche (1808-1887). No quarto Capitulo, encontramos estes parágrafos:

“[27] Então sinto entorpecido por um mantra,
Tenho sido reduzido a alguém sem uma mente?
Mesmo que eu não entendo, por que estou entorpecido,
Quem está dentro de mim?

[28] Ódio e Desejo, estes inimigos
Não tem pernas, braços e similares;
Embora não sejam nem Bravura, nem Sabedoria,
Como é que me tornaram como um escravo?

[29] Tolero a ambos, não brigo com eles,
Residem dentro da minha mente,
Divertem-se, causando-me sofrimento
A paciência se tornou algo impróprio. . .”

Boa Reflexão.

Oss.

Tradução de trechos do Bodhisattvacharyāvatāra

domingo, 11 de março de 2012

Taijutsu Inoue Minamoto



























Revisando artigos japoneses sobre Budo, encontrei um texto sobre a comemoração do aniversário do fundador do Fuji Ryu Taijutsu , o Grande Mestre Koga Fuji (Fujito), que tinha sido discípulo de Noriaki Inoue Sensei, a quem chamava de Inoue Doshu. Koga Sensei, afirmava que os ensinamentos de foram transmitidos pela tradição familiar dos Inoue, remontando ao Período Kamakura .

Artigos demonstram que o Clã Inoue, é mencionado em vários periodos, porem sabe-se que esta linhagem foi criada pelo filho de Minamoto no Mitsunaka, Minamoto no Mitsusane que se estabelece num local denominado Inoue (Distrito de Takai, Provincia Mino), mudando o nome da familia.

Sobre o Xogunato Tokugawa, os Inoue se tornam vassalos hereditários do Clã Tokugawa, sendo classificados como um dos clãs Fudai Daimyo. Estes dados nos esclarecem o Kamon dos Inoue, típico dos Yabusame (Cavaleiros Arqueiros), pois o Clã Minamoto era um dos quatros grande Clãs dominantes no Periodo Heian (794-1185); sendo os outros 3 Clãs: Fujiwara, Taira e Tachibana.

Soke Koga Fuji relatou que com Inoue Doshu aprendeu, primeiro Budo e,posteriormente, a lidar com o Fluxo,estando em Afinidade com o Universo. Koga Fuji Sensei funda a sua Escola Marcial em 1952, após anos como uke de Inoue Doshu; faleceu aos 89 anos, em 23 de novembro de 1997.

Boa Prática.

Oss.

Baseado em artigos sobre Koga Fuji Soke , sobre os Clãs Inoue e Minamoto.

domingo, 4 de março de 2012

Sobre o Caminho

































Muitos perguntam sobre o Caminho, como se faz para percorrer; Swami Nasseb nos esclarece:

“Tudo aquilo que você se identifica, você incorpora em seu Eu. Lembre-se de que a verdadeira religiosidade, a genuína espiritualidade, é revelar a você sua universalidade. O Ser é universal, e ele é você agora. Mas estamos hipnotizados. Esses tempos que estamos vivendo são propícios para o homem encontrar seu verdadeiro Eu.

 O eu que nós pensamos ser é limitado aos pensamentos do que somos. Mas pensamentos são produto da cultura humana. O que há além da cultura humana ? De onde vem todo o conhecimento ? De onde vem a cultura humana ? De onde vem todas as informações que recebemos como inspiração, para todas as nossas invenções, para toda a arte, para tudo que acontece.de onde vem todo o universo ? De onde vem a vida ? Ninguém parece poder explicar...

Estas são perguntas dos que já a estão no Caminho. O Caminho da meditação é uma busca do Eu real, daquilo que está por trás das máscaras, daquilo que não é parte do filme criado; porque o filme muda, o filme passa, mas o vazio não passa, o Vazio Criativo permanece vazio mesmo no meio do mundo, e permanece Criativo na eternidade. Este mundo que vivemos está cheio de vazio, dizem os modernos físicos quânticos."

Huang Po disse: "O tempo sem princípio e o momento presente são o mesmo... Temos apenas de compreender que o tempo não tem existência real.”

Boa Semana.

Oss.

Baseado no texto “O Caminho” de Swami Sambodh Naseeb, naodual.blogspot.com.

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