Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

Seguidores

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Sobre a Mente







































Um andarilho, que após caminhar dias, achava que demoraria muito para chegar ao seu destino. O Sol já estava alto, quando viu, um homem montado sobre um cavalo possante. À distancia, parecia que o homem estava adestrando o cavalo, pois via o animal galopar em várias direções, retornava, ia, voltava; que belo animal.
Subitamente, o animal dispara numa corrida em direção ao andarilho, que ficou entusiasmado com a destreza do cavaleiro. De certo pediria para o cavaleiro levá-lo para o seu destino, chegaria mais cedo e descansado. 

Começou a abanar os braços para ambos pararem próximo a ele.

- “Vai para aonde? Pode me levar?”- gritou o viajante.

-“Não sei para aonde ele vai, há dias corre sem rumo, faz o que quer e estou exausto, não consigo parar”, respondeu o cavaleiro, que desaparece no rastro de poeira deixado pelo cavalo em disparada.

O monge Thich Nhat Hanh (Thay) diz que o cavalo representa a força de nossos hábitos arraigados na mente; vai correndo sem cessar; é a falta de foco.
Ele diz em seu livro:

“ Precisamos aprender a arte de fazer cessar — parar nosso pensamento, a força de nossos hábitos, nossa desatenção, bem como as emoções intensas que nos regem. Quando uma emoção nos assola, ela se assemelha a uma tempestade, que leva consigo a nossa paz. Nós ligamos a TV e depois a desligamos, pegamos um livro e depois o deixamos de lado. O que podemos fazer para interromper este estado de agitação? Como podemos fazer cessar o medo, o desespero, a raiva e os desejos?

 É simples. Podemos fazer isso através da prática da respiração consciente, do caminhar consciente, do sorriso consciente e da contemplação profunda - para sermos capazes de compreender. Quando prestamos atenção e entramos em contato com o momento presente, os frutos que colhemos são a compreensão, a aceitação, o amor e o desejo de aliviar o sofrimento e fazer brotar a alegria.”

Foco, respiração e estar no instante presente; com esta pratica tão simples nossas energias não se “esvaem”, entramos numa fase de plena harmonia.

Boa Pratica.

Oss.

Baseado em Thich Nhat Hanh, A Essência dos Ensinamentos do Buda.

2 comentários:

  1. Buenos días Ricardo,
    Buena comparación la de la mente agitada con un caballo desbocado, es así como dice el sabio Thich Nhat Hanh, pero creo que la mayría lo aprendemos cuando nos hacemos mayores, muchas gracias y un abrazo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Hola, Carina,
      Realmente una muy buena y didactica comparación de Thay Sensei.
      Gracias por tu comentário.
      Abrazo.

      Excluir

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails