Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Não-Dual e Estado Primordial
























Para falarmos sobre o Estado Primordial, devemos abordar o conceito de Satcidananda (ou Satchitananda), que é considerado por muitas Escolas como estado primordial ou energético da Não-Dualidade. Osho nos exemplifica bem, com este texto:

"O Estado Primordial está repleto de bem-aventurança, mas não há ninguém para reconhecê-la. As árvores ainda existem naquele Estado Primordial, as montanhas, os oceanos, as nuvens, os desertos, todos ainda existem naquela Consciência Primordial. É o estado de inconsciência.

Buda chama isso de Puro Nada, porque não havia distinção, não havia demarcação. Era nebuloso: nenhuma forma, nenhum nome, como uma noite escura. (...) Há muitas teorias propostas, mas a teoria do Big Bang é a mais aceita, de que a partir daquele nada, coisas explodiram como uma semente explode e se torna uma árvore (...)

Uma única semente pode preencher a terra inteira (...) E não apenas a terra, mas todas as terras possíveis na existência. Uma única semente! E a partir desse Nada, o Todo se desdobrou (...)

Tentarei explicar esse "Começo sem Começo" porque você não pode voltar, mas há uma maneira de seguir em frente. E como tudo se move em circulo, o tempo também se move em circulo. (...) No Oriente acreditamos no tempo circular. E o conceito oriental é mais próximo da realidade, porque todo movimento é circular. A terra, a lua, as estrelas, o ano, as estações, a vida, tudo se move em circulo. (...)

Então porque deveria haver exceção para o tempo? O tempo também se move em circulo. Não podemos voltar, mas se você for para frente, se seguir adiante, um dia alcançará o "Começo sem Começo", ou pode chamá-lo agora de “Fim sem Fim”. Buda o conheceu e experimentou. (...)

Nessa experiência três coisas de desenvolvem: A primeira, o Universo, que no Oriente chamamos de Sat, significa Ser; Do universo se desenvolveu a Vida, o que chamamos de Ananda. E da vida se desenvolveu a Consciência, que chamamos de Chit. Sat significa Ser; Ananda significa celebrando o Ser, e quando uma árvore vem a florescer, ela está celebrando o seu Ser; e Chit significa mente/consciência, quando você ficou consciente de seu estado de plenitude, de sua celebração. Esses três estados são chamados de Satchitananda.

O ser humano chegou até a consciência. As rochas ainda estão no primeiro estágio do Universo; elas existem, mas não florescem, não celebram; estão fechadas voltadas para si mesmas. Algum dia elas começarão a se mover, abrirão suas pétalas, mas no momento estão afundadas em si mesmas, completamente fechadas.

Árvores e animais, esses chegaram ao estágio seguinte, a vida, tão feliz, tão bela, tão colorida. Os pássaros ficam cantando, as árvores ficam florescendo; esse é o segundo estágio, a vida. Apenas o ser humano alcançou o terceiro estágio; estágio da mente, estado Chit, Consciência.

Buda diz que esses três estágios são como um sonho. O primeiro, "Começo sem Começo", estado primordial, é como o sono Sushupti. Esses três são como um sonho, como um drama, que continua se desdobrando. Se você for além da mente, se começar a caminhar em direção a meditação, isto é, em direção a não-mente, de novo outra explosão acontece; porém, agora ela não é mais uma explosão, mas uma implosão; assim como um dia a explosão aconteceu e milhões de coisas nasceram a partir do nada, da mesma maneira quando a implosão acontece, formas e nomes desaparecem, e novamente o Nada nasce daí. O círculo está completo. (...)

Explosão não pode existir sem implosão; elas caminham juntas. A implosão significa que de novo a Consciência penetra na Vida, que a Vida penetra no Universo, que o Universo penetra no Nada, e então o circulo se completa. O Nada penetra no Universo, o Universo penetra na Vida, a Vida penetra na Consciência, a Consciência penetra novamente na Vida, a Vida penetra novamente no Universo, o Universo penetra novamente no Nada. O círculo está completo.

Após a implosão, quando ela aconteceu, quando tudo novamente chegou ao Nada, agora há uma diferença. O primeiro Nada foi inconsciente, este segundo Nada é consciente; o primeiro foi escuridão, o segundo é como a luz; o primeiro foi como a noite, o segundo é como o dia. O primeiro é Sushupti; o segundo Jagriti, Percepção, Despertar completo.

Este é o circulo todo."

Boa Reflexão.

Oss

Baseado em artigos sobre Zen, Advaita e Osho “Buda, sua Vida e seus Ensinamentos”.

2 comentários:

  1. Buenos días Ricardo,
    Muchas gracias por compartir este hermoso texto y me gusta mucho el pesanmiento del círculo, de caminar hacia delante para volver al principio
    un abrazo

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    Respostas
    1. Hola, Carina,
      Es un bello texto de Osho, me gusta mucho su modo de escribir,es muy didáctico y claro.
      Gracias por tu comentário.
      Abrazo.

      Excluir

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