Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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domingo, 6 de novembro de 2011

O Som Único do Zen
























A tradição Zen fala do monge Kakuan, que habitava no Monte Hiei. 
Este antecessor de Eisai Zenji, tinha ficado muito tempo na China e, naquela época a aristocracia do Japão passou a se interessar pela cultura chinesa. Conta-se que foi chamado pelo Imperador para explicar a essência do Zen, em uma breve audiência que seria oferecida à Corte. Assim que Kakuan chegou ao Palácio Imperial, foi encaminhado ao salão aonde conselheiros, cortesãos e convidados esperavam, junto ao monarca, ansiosos para ouvir o que era o Zen.

O monge se curva diante o Imperador, e em silencio, fica ouvindo os questionamentos de todos; todos queriam uma grande demonstração. Foram muitas perguntas e, com um gesto, o monge pede a audiência que espere. Todos estavam curiosos para ouvir o relato e o monge fica imóvel, em silêncio diante de todos, o que desencadeia um murmurio intenso, já que as pessoas que alí estavam achavam um enorme desrepeito à eles a ao Imperador.

O murmurio se torna um barulho insuportável, quando Kakuan tira das dobras de seu robe uma flauta de bambu. Com muita reverencia e concentração, ele coloca-a na boca, e após uma lenta respiração, sopra, emitindo uma nota longa .

Este som faz com que todos se calem, todos apresentam uma expressão de atordoamento e surpresa em suas faces; não existe mais arrogância e sim uma sensação que não podia ser explicada pelos convidados. O silêncio se faz, não apenas no salão, mas em todo o palácio. Após o som único, a pausa; o tempo parecia ter parado, todos experimentavam uma sensação única.


O Zen não pode ser explicado; esta foi a maneira que Kakuan achou para demonstrar o Zen, num breve periodo de tempo, como queria o Imperador.
O monge, após sua demonstração, guarda a flauta e se curva perante o Imperador. Enquanto todos estão absortos, com a mente na pausa, ele sai do salão, voltando para o Monte Hiei. Nunca mais se ouviu falar dele.


Boa Reflexão.

Oss.

Baseado em artigos sobre Zen e Suizen.

2 comentários:

  1. Buenos días Ricardo,
    Muy bonita historia para explicar el Zen, muchas gracias por compartirla,
    un abrazo

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    Respostas
    1. Buenos Dias, Carina,
      Este un gran Maestro es muy importante en la história del Zen.
      Abrazo.

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