Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A Natureza Mestre-Discípulo




O mestre nunca faz coisa alguma, e se o discípulo se mantiver separado, nada irá lhe acontecer; o esforço existe do lado do discípulo.


A presença do mestre está aí, assim como a luz: você abre os olhos e a luz está aí, ela não se dirige para eles, especialmente. Se os olhos não são abertos, a luz não é percebida; ela é indiferente, o receptor (no caso, o discípulo) é que deve ser ativo. A partir disto, o receptor poderá perceber o mundo à sua volta. Mesmo sem ação intencional, a luz se faz necessária; da mesma forma, o mestre. O discípulo tem de fazer tudo no processo, ser ativo no processo, senão se torna um marionete nas mãos do mestre; não existindo evolução e sim um esteriótipo. Nenhum mestre verdadeiro aceitaria tal fato.


Segundo Osho, um mestre pode dar todo o seu ser, mas somente como presença, não como uma ação. Um mestre autêntico jamais faz coisa alguma. Ele se disponibiliza de muitas maneiras; ensina como estar disponível, aberto e receptivo.


O mestre está presente e disponível, em sua radiação tudo começa a crescer. Mas ele não toca em você, ele deixa você ser aquilo que você já é; qualquer que seja o seu destino, você não deverá ser levado para fora dele. O mestre pode estar conectado com muitos discípulos, mas a conexão é essencial, não organizacional; cada discípulo está conectado com o mestre por sua capacidade individual.


O espaço e tempo não fazem qualquer diferença na relação mestre- discípulo porem, como os discípulos tem, ainda, muitos desejos e expectativas, tem-se a impressão que espaço e tempo existem. Eles não fazem diferença, mas a expectativa da iluminação é suficiente para dar esta falsa impressão. O segredo do aprendizado é abandonar todas as ambições, pois não há nada para ser alcançado.


Quando Sidarta Gautama morreu foi um grande choque para todos os discípulos, mesmo para o mais próximo, Ananda. Porem, os discípulos Manjushri, Vimal Kirti e Sariputtra permaneceram completamente silenciosos, como se nada estivesse acontecendo. Eles não eram duros nem frios, simplesmente já tinham cruzado a barreira entre mestre e discípulo; eles entraram na consciência do mestre ou permitiram que a consciência do mestre entrasse neles, o que quer dizer a mesma coisa: os dois desapareceram e agora existe apenas um. O problema é: deseje demais a iluminação e você a perderá, retenha em algum lugar do seu inconsciente o desejo de alcançá-la e você não alcançará.


Esquecendo tudo sobre iluminação, vivendo no presente; onde quer que você esteja, o mestre estará com você, a dualidade deixa de existir: as duas chamas se tornarão uma. Na dualidade existe discípulo e existe mestre, na não-dualidade isto desaparece; o que permanece é apenas a pura consciência.


Boa Reflexão.


Oss.


Baseado nos textos de Osho, em Beyond Enlightenment

2 comentários:

  1. Buenos días Ricardo
    Muchas gracias por compartir este bonito pensamiento, de la única conciencia.
    un abrazo

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    Respostas
    1. Buenas noches, Carina,
      Son muy bonitas las palabras de Osho a cerca de la Unicidad y de la Conciencia.
      Muchas gracias por tu comentário.
      Abrazo.

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