Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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domingo, 25 de setembro de 2011

O Zen e a Não-Ação















Certo dia, um aprendiz pergunta ao mestre como seria a prática do Zen. Sem se virar, o mestre responde: 

“O Zen é o Agir sem Agir, é o Mui (Wei wu Wei, do Taoismo). Esta prática, diária, nos harmoniza com o Tao (Do), nos proporcionando um Regresso Precoce à Fonte. Este Caminho se faz serenamente, sem esforço, sem tensão, sem interferir com o fluxo dos fatos e acontecimentos. Wei wu Wei é uma ação Não-Dual.”

“Mas como posso fazer isto sem esforço?”, pergunta o rapaz.

“O principio do Tao é a ação do acontecer por si mesmo: é ser a prática e não praticante, ser musica e não músico, ser observação e não observador. O Tao é algo que não temos como desviar, se podemos desviar, então não é o Tao.” –continua o mestre. “Este principio, não pode ser ensinado através da palavra, apenas sendo a não-ação é possível compreende-la, assim colhemos seus benefícios.”

“Só você mesmo é que pode experimentar o que te aponto: esquece desejo, emoção, esforço; não se oponha ao Fluxo do Tao, a Natureza das coisas e eventos. O Desejo obstrui nossa capacidade de compreender o Caminho, então seja como um riacho caminhando em direção ao oceano, pacifico e aceitando ser o trajeto; ele vive o seu trajeto, cada momento mas não tenta antecipar vivenciar o oceano. O riacho não se move porque ele assim o deseja, é a sua natureza; assim como o riacho, deixe-se ir em direção ao Tao.”

O jovem novamente pergunta; “Mas Mestre, por que então o estudo e a prática?”

Olhando para o jovem ávido de aprender, o Mestre continua:

“Na verdade, tudo leva a uma caminhada, até o instante que você se descobre sendo o Caminho, então todas as oposições cessam e você deixa todas as memórias para traz. Tudo, aprendizado, estudo, é esquecido, até você mesmo; assim como o riacho se dissolve no oceano, você se dissolve no Tao. Tudo vem do Tao e para ele retorna, aliás, dele nunca saímos.

Então lembre-se, O Caminho que pode ser descrito, não é o Caminho: O Do só pode ser vivido e não há como descrevê-lo. Quem descreve o Caminho, jamais esteve nele; quem está Nele, reconhece quem está.”

Boa reflexão.

Oss.

Baseado nos artigos sobre Zen, Taoismo e Não-Dualidade.

2 comentários:

  1. Hola Ricardo,
    Muchas gracias también por compartir otra bella reflexión sobre el Tao
    un abrazo

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    Respostas
    1. Buenos Días, Carina.
      Sí, este es otro bello texto do Zen.
      Gracias por tu comentário.
      Abrazo.

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