Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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domingo, 21 de agosto de 2011

A Mente, O Dual e O Silencio

































Muitas vezes me perguntam: “Por que estar com a mente vazia e em silêncio? Qual o propósito de praticarmos a meditação e o esvaziar a mente? Qual a finalidade no dia-a-dia? ”


O silêncio é o estado natural da mente, com o tempo, a pessoa começa a acreditar que tudo é criado por ela. Sem o foco da atenção, a dita “estrutura silenciosa” não permanece pois a mente se deixar inundar de pensamentos.


A pausa é fase de “repouso” da mente, assim como o sono é revigorante para o corpo; porem, sem este silêncio, a mente começa a ser assolada por “problemas e mais problemas”, querendo tudo explicar e entender.


Experimentamos o mundo através da mente, tudo o que existe para “nós” é através dela; tudo acontece na mente, seja racional ou emocional. Quando se sente Felicidade ou outro sentimento, é a mente que o experimenta e cataloga; é a face Dual da mente, aonde se acredita estar no controle e poder de tudo. A mente atua como uma interface entre o Dual e o Silêncio, como uma moeda e suas duas faces; cara e coroa, ou cara ou coroa, tudo continua na mesma moeda.

Mestre Huang-Po afirmava que as pessoas temem esvaziar suas mentes pois têm medo de serem engolfadas pelo Vazio. Estes que temem ignoram que a mente é o próprio Vazio.

Bodhidharma nos fala que procurar por iluminação ou nirvana além da mente é impossível; pois a realidade de sua natureza própria, a ausência de causa e efeito, é o que chamamos de mente: mente é nirvana.

Este é o Caminho do Meio, nos conscientizarmos de que “tudo é a mente” e a meditação é o primeiro passo para isto; seja ativa ou passiva que nos leve a experimentar a mente vazia (Mushin) e o instante único (Tada Ima, estou aqui –agora).

Siddarta Gautama demonstrou que o básico é a prática do foco na respiração, através da frase: “Ao inspirar, sei que inspiro; ao expirar, sei que expiro”.
Quando experimentamos o Silencio, não existem ruídos (problemas ou adversidades); somos apenas o “Observador” e não nos identificamos mais com os ruídos.

Então, apenas sentar, focar na inspiração e na expiração. Como aponta Bodhidharma: sem ansiar por ver ou alcançar lugar algum, pois se tal acontece, é projeção da mente.

Boa Prática.

Oss.

Baseado em textos de Bodhidharma, Huang-Po, Thich Nhat Hanh, Satyaprem , Swami Sambodh Naseeb e Osho.

4 comentários:

  1. Hola Ricardo,
    Es bueno el silencio y calmar o vaciar la mente, para comenzar de nuevo
    gracias por este articulo
    un abrazo

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    Respostas
    1. Hola, Carina,
      Si, es muy importante acalmar la mente.
      Gracias por tu comentário.
      Abrazo.

      Excluir

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