Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Meditação, Mente e Fluxo


Um estudante de filosofia foi procurar um sábio, nas montanhas, pois sua mente era assaltada por muitos medos e pesadelos. Era jovem, mas sofria de distúrbios gástricos e de pressão.

Chegou a um lugar maravilhoso, repletos de córregos, o jardim da casa do mestre. Foi recebido cordialmente pelos que freqüentavam a casa e logo instalado. Após se apresentar ao mestre, foi introduzido na prática do Zazen e de exercícios como o Chinkon-Kishin e Kokyu.
Conforme o tempo passava, sentia-se mais confuso e os medos aumentavam. 

O estudante de filosofia estranhava o fato pois todos os outros pareciam estar sempre tranqüilos. Falava com os colegas sobre o que acontecia e indicaram ele conversar com o Mestre. O rapaz foi ao sábio e contou seus tormentos, e o velho homem apenas disse: “Bom, isto é muito bom, continue praticando”.

Dia após dia, a mente do rapaz não encontrava sossego e o mestre o estimulava a não procurar evitar os pensamentos ruins, que devia praticar mais e não se desesperar. Mas o rapaz entrava cada vez mais em desespero, quanto mais tentava evitar estes pensamentos e emoções.
Certo dia, procurou o mestre, dizendo que não queria mais ficar ali, pois achava estar piorando, então houve este dialogo:

“Não procuras a cura tanto para o físico como para a alma? Não sabes que está tudo na mente?”, perguntou o mestre

“Sei mestre, mas não consigo controlar esta mente, evitando o fluxo de pensamentos, logo fracassei.”, responde o rapaz, desolado.

O mestre riu alto e chamou o rapaz para o jardim, pediu para ele ver os cursos d’água e que todos vinham da mesma nascente e mandou ele procurar um que o fluxo estivesse mais lento, que corresse mais devagar. Após procurar o rapaz achou um que reduzia o seu fluxo.

“Como está a água?”, perguntou o mestre.

“Límpida”, disse o rapaz.

O mestre, então, mandou-o começar a varrer o leito do curso d’água para ampliá-lo. Quanto mais o rapaz limpava, mais turva ficava a água. O mestre mandava parar e ficar observando o que vinha do fundo; recomeçar no dia seguinte, após as práticas. Quando o rapaz chegava a água estava límpida, e após varrer, ficava turva e ele observava. E assim foi por dias.

Um dia o mestre falou: “Os pensamentos como as folhas e o sedimento do córrego, devem ser apenas observados; assim como não somos o sedimento tampouco somos os pensamentos.”

Pouco a pouco, o fluxo d’água ficava maior e turvava menos, assim como o rapaz começava a sentir a mente pacificada; assim como sua saúde melhorava. Quando o córrego ficou sem sedimento e com bom fluxo, o mestre chamou o rapaz e explicou:

“Somos como o córrego, todos vem da mesma nascente, porém fatos aconteceram que o trajeto começou a ficar raso. Muitas vezes são emoções e sentimentos, ensinamentos e crenças. Se o sedimento começa a crescer, diminuindo o fluxo, assim como certas emoções, sentimentos e outras coisas vão minando a saúde; geralmente porque há uma identificação com este ou aquele. Distúrbios e doenças começam a aparecer. Quando começamos a limpar o sedimento, a água fica turva, assim como a mente é assaltada pelas emoções, pensamentos, etc. Devemos apenas observar como observamos as folhas e o sedimento. Aos pouco o Fluxo da Realidade se restabelece, o estado de harmonia física e mental também. A água do córrego é a mesma da fonte; o córrego continua sendo a fonte. Separação é ilusão da mente.”

Boa Reflexão.

Oss.

Baseado em artigos do Zen, da Tradição Japonesa, de Inoue Sensei e de Hayashi Sensei.

2 comentários:

  1. Hola Ricardo,
    Muy buena la analogía con el arroyo que utiliza el maestro,muchas gracias por compartirlo,
    un abrazo

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    Respostas
    1. Buenos Días, Carina,
      Esta fue una gran enseñanza transmitida por DeCarly Sensei.
      Muchas gracias por tu comentário.
      Abrazo.

      Excluir

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