Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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domingo, 14 de agosto de 2011

A Ilusão da Mente por Mestre Shibli

































Enquanto caminhava na floresta, Mestre Shibli, escutou latidos junto ao rio. 

Curioso, viu que um cachorro latia incessantemente para o seu próprio reflexo na água, crendo ser outro cachorro.

O pobre animal passou o dia todo latindo, não bebia a água com receio de ser atacado por seu reflexo, e na outra margem estava a vila onde conseguiria alimento.

Ao voltar no dia seguinte, o Mestre observou que o pobre animal continuava a latir para o seu perigo ilusório; não se permitindo beber a água e atravessar o rio devido ao medo que sentia. As crianças chamavam o animal, mas o medo da imagem refletida o paralisava.

Quando o animal estava desesperado de sede, se lança no rio e o seu reflexo se desfaz; não havendo mais a ilusão do perigo, bebe a água e atravessa o rio para comer na vila.

Mestre Shibli, tomou consciência que isto acontece o tempo todo, que a mente interpreta baseada no seu aprendizado e suas experiências anteriores; é assim que vemos o mundo.

A mente cria este mundo baseado no aprendizado, levando a crer na Ilusão.
O Sábio nos explica que a ave vê o mundo do prisma de uma ave, o cachorro do prisma de um cachorro; o ser humano interpreta através de sua mente “educada e aprimorada”, ou seja, através de toda a conceituação social que o moldou anteriormente.

O Mestre explica que o fato do cachorro sedento, nos demonstra que o ser humano precisa chegar numa condição extrema, por acreditar na realidade conceitual, para poder, então, “entrar no rio e beber da Fonte”.

O que nos impede mergulhar nesta Fonte (Mente Búdica) é nossa própria mente, que se interpõe no meio do Caminho.

Boa reflexão.

Oss.

Baseado em artigos do Zen.

2 comentários:

  1. Buenos días Ricardo,
    Que buen ejemplo para lo que nos pasa a diario, realmente es bueno acordarse e él
    muchas gracias por compartilro
    un abrazo

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    Respostas
    1. Buenos Días, Carina,
      Realmente es una bella enseñanza este cuento.
      Gracias por tu comentário.
      Abrazo.

      Excluir

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