Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

A Realidade por Mestre Dokuon


Mestre Dokuon (1819 -1895) gostava de meditar, afastado dos discípulos e, após a meditação, tocava sua flauta. Um de seus discípulos era Yamaoka Tesshu, exímio praticante de esgrima e Budo, e estava há anos no Caminho, afirmou que tinha pleno entendimento e tinha atingido a iluminação; periodicamente Yamoaka Tesshu passou a procurar o Mestre em seu retiro, para demonstrar que tinha “obtido a maestria”.

A cada dia o discípulo ia falar sobre sua superação do ego, como estava além da mente, como deparava com a Realidade, etc; Mestre Dokuon parava de tocar sua Shakuhachi e começava a fumar seu cachimbo, ignorando-o.

Certo dia, o discípulo começou a falar que ele agora sabia o que era a Realidade, que nada existe, tudo é sonho e Ilusão, que não existem sábios e não sábios; que tampouco existia a mente, Buda e os seres sencientes. Tesshu explicava sobre tudo e o não-eu. Repentinamente, Dokuon golpeou Tesshu com sua pesada flauta de bambu, o discípulo começou a berrar com indignação e raiva: “Por que fazes isto comigo? “

O Mestre simplesmente falou: “Se na Realidade nada existe e teu ego está esvaziado; de onde vem esta raiva?”

Dakuon foi mais adiante: “No Zen, não há espaço para abstrações metafísicas, teorias e especulações. O Zen é tornar-se Real, saber quem somos sem máscaras, ver as coisas como elas são. 

Se o discípulo se perde em teorias e divagações, cabe ao mestre fazê-lo pisar no chão; só assim ele estará vivo.”

Boa Reflexão.

Oss.

Baseado em textos e livros sobre o Zen.

2 comentários:

  1. Hola Ricardo,
    Muy bonita historia también, gracias por compartirla
    un abrazo

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    Respostas
    1. Hola, Carina,
      Son muchos los cuentos Zen, que reproduzen hechos de la vida de Yamaoka Sensei; son muy interesantes.
      Abrazo.

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