Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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domingo, 19 de junho de 2011

O Não-Dual na Prática Marcial.
























Muitos se perguntam por que a prática de mente vazia, conforme nos orientava Inoue Sensei?

A prática Marcial Sincera (como nos ensina Inoue Sensei) e meditação (como demonstrava Sidarta), com o tempo, conduz ao prolongamento do estado de simplesmente sermos; esta prática nos leva a “mergulhar” no Não-Dual. Pouco a pouco, entramos em contato com o Fluxo da Realidade , assim como nos damos conta da ilusão de poder controlar tudo; esta experiência começa pelo nosso corpo, percebendo que a mente nada coordena, tudo ocorre por si, não temos controle (batimentos cardíacos, respiração, equilíbrio, temperatura, salivação, etc.).

Kamada Sensei, companheiro Uchideshi de Inoue Sensei, explicando, como eram os treinos e práticas em 1931; para os novatos, se iniciava com Ikkajo, Nikajo, Suwariwaza e até Yonkajo sendo consideradas técnicas corporais. A partir do Gonkajo, o praticante deveria ter o foco no desenvolvimento da espiritualidade; era sinalizado que não havia sentido a prática sem iniciar a caminhada para transcender a mente.

A mudança de foco na Consciência, leva tempo, pois se trata de um processo evolutivo; a mente ainda tem o hábito adquirido de tentar controlar e desejar. A Dualidade nos faz acreditar que é muito bom tomar decisões e classificar (bem e mal, certo e errado, amigo e não-amigo, etc.); porem estas decisões são baseadas em memórias, desejos, vontades e medos. Estes fatores de memórias vividas associados ao desejo nos ofusca e prejudica.

Kamada Sensei relatava que, observando o praticante, poderíamos notar em que estágio estava a sua mente; afirmava que a movimentação corporal e a respiração demonstravam isto.

Por isso a prática constante, que nos leva a transcender este estágio e, ao mesmo tempo, permita que vivamos no cotidiano, exerçamos nossas atividades com mais consciência. Não-Dualidade significa não nos aprofundarmos na visão distorcida do “ou Aquilo ou Isso”; nos aponta que a realidade não é o “Aquilo ou Isso” nem o “Não Aquilo ou Não Isso”, realidade é ambos e nenhum ao mesmo tempo.

Isto não pode ser “entendido” pela mente, pois esta classifica todo em “quero” ou “não quero”; para experimentar a Não-Dualidade, a mente tem de ser transcendida. Com o tempo de prática e de meditação, nossas prioridades mudam e intervalo de silencio entre os pensamentos começa a aumentar; o intervalo de silêncio predomina na mente.

Como Osho comentava, quando começamos a praticar a meditação, a nossa mente se vê com uma avalanche de pensamentos, porém, devemos apenas observar. Com o tempo, começamos a perceber um espaço entre um pensamento e outro; após muita prática, predomina o intervalo.

No estado Não-Dual, o silencio da mente e os pensamentos, antes considerados opostos, não são mais opostos, estão além dos opostos, tudo se funde. Como ensinou Sidarta Gautama, neste estado todo desejo é irrelevante; pois tudo aquilo que o desejo tenta atingir, já existe neste estado. Quem não atingiu este estado, fixa em perseguir um desejo atrás do outro, com a ilusão de que esta busca inútil fará cessa seu sofrimento. Já quem atingiu, não vive esta angústia, em vez disso, está voltado para Fonte do Ser, que não é nem repleta nem vazia: Ela, a Fonte, É Aquilo que somente É.

Boa Prática.

Oss.

Baseados em artigos sobre o Zen e Osho; e entrevistas de Inoue Sensei e Kamada Sensei.

2 comentários:

  1. Buenos días Ricardo,
    Muy buen artículo sobre la mente vacía, como se dice esto es algo en lo que necesita mucho tiempo y mucha meditación, muchas gracias
    un abrazo

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    Respostas
    1. Hola, Carina,
      Puedese no necesitar de mucho tiempo para meditar y obtener este estado de mente vacía, donde todo está integrado; esto se puede lograr meditando en Zazen durante un corto período de tiempo (poco a poco) o en la práctica marcial. En verdad, son muchos los que consideran Aikido, Shin'ei Taido, Kitaido, Shintaido entre otros, como una meditación en movimiento.
      Muchas gracias por tu comentário.
      Abrazo.

      Excluir

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