Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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sexta-feira, 24 de junho de 2011

A Natureza da Mente e Bodhidharma
































Aqui estão citações de Bodhidharma sobre a descoberta de nossa natureza búdica; como afirmam vários autores, isto se aplica às Artes Marciais. A Tradição diz que, por volta dos anos 490 a 496, Bodhidharma ordenou Seng-Fu monge; este monge teria se mudado para um Templo Shaolin recém construído no Monte Sung, província de Honan. 

O monge ficou transmitindo os ensinamentos de seu mestre para os monges praticantes de Artes Marciais. Coloco, abaixo, trechos atribuídos a Bodhidharma, para refletirmos:

“Para achar o Buda tudo que tens de fazer é ver tua natureza, ela é o Buda.

Se não vires tua natureza e passares o tempo todo procurando noutro lugar, nunca encontrarás o Buda. A verdade é: nada há para encontrar; mas, para atingir tal entendimento, precisas lutar para entender.

Se não encontrares um professor logo, viverás esta vida em vão. É verdade, tens a natureza búdica; mas, sem a ajuda de um professor, nunca conhecerás.
A menos que vejam a própria natureza, como as pessoas podem se denominar Buda? Elas enganam a si mesmas e aos outros, fazendo-os entrar no reino da Ilusão. A menos que vejam sua natureza, recitar o Cânone e Sutras nada significa; devotam-se à Ilusão, não ao Buda. Como incapazes de distinguir o claro do escuro, como podem escapar do ciclo da Ilusão?

Um Buda não observa preceitos, nem faz bem nem mal; nem é diligente nem preguiçoso. Um Buda é alguém que simplesmente nada faz, que não focaliza sua mente num Buda. Um Buda não é um Buda. Não penses sobre Buda. Se não compreendes o que falo, nunca conhecerás tua própria mente.

As pessoas que não vêm sua própria natureza e imaginam que elas podem realmente praticar são tolas; caem num buraco sem fundo, são como bêbados, que não diferem o bem e o mal. Se pretendes cultivar tal prática, tens que ver tua natureza antes que possas terminar tuas racionalizações. Atingir a iluminação sem estares cônscio da tua natureza é impossível.

Nossa natureza é a mente, e a mente nossa natureza. Essa natureza é o mesmo que a mente de todos os Budas, Budas do passado e do futuro somente transmitem esta mente; além desta mente não existe Buda. Mas pessoas iludidas não percebem que suas próprias mentes são o Buda, continuam procurando fora; nunca param de invocar Buda ou venerar Buda e imaginar onde encontrar Buda. Não te entregues a tais ilusões, simplesmente conheças tua mente; além da tua mente não há outro Buda. Dizem os Sutras: tudo que tem forma é ilusão; também dizem que onde quer que estejas, há um Buda, tua mente é o Buda. Não uses um Buda para venerar um Buda.

Mesmo que um Buda ou um Bodhisattva aparecesse diante de ti, não o reverencie, a mente é vazia e não contém tal forma. Aqueles que se apegam a estes fenômenos, e aparências, desviam do Caminho. Por que venerar ilusões nascidas da mente? Quem venera não sabe e quem sabe não venera. Através da veneração estás na Ilusão; este aviso é para que tenhas consciência disto. A natureza básica de um Buda não tem tal forma. Mantenhas isso em mente, mesmo que algo diferente se apresente. Não aceites, não temas e não duvides que tua mente é pura. Tua mente é basicamente vazia. Todas as aparências são ilusões, não te apegues a elas.

Dharma é a afirmação que todas as naturezas são puras, que todas aparências são vazias; decadência e apego, sujeito e objeto não existem, são Ilusão. Sem nada buscar, estás no Caminho.”

Boa Reflexão.

Oss.

Baseado em textos sobre Bodhidharma

2 comentários:

  1. Hola Ricardo
    Muchas gracias por compartir esta profunda reflexión
    un abrazo

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    Respostas
    1. Buenas Tardes, Carina,
      Si, es un texto muy bonito atribuido a Bodhidharma.
      Gracias por tu comentário.
      Abrazo.

      Excluir

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