Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

Seguidores

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Consciência, Ilusão e Iluminação







































Certa vez, Sidarta Gautama e seus discípulos, se depararam com uma batalha de exércitos de dois reinos inimigos, do alto do morro, perguntou aos discípulos o que viam. Os discípulos falaram que viam morte, raiva, dor, lamentos e sangue.

Buda Sakyamumi disse-lhes, então:

“Não são pessoas más, apenas não conseguem perceber a voz da Consciência neles, tanto que estão concentrados na ação que acreditam ser correta. Estas pessoas vivem assim o seu dia a dia, ignorando sua real condição. Quando as pessoas estão envolvidas nesta ilusão, não adianta simplesmente pregar ou falar sobre a Consciência; pois eles estão numa situação que lutam pela sua vida, não só nesta batalha, mas no seu cotidiano. Esta batalha é o resultado do que acontece dentro, se vêem separados uns dos outros, como inimigos; estas pessoas iludidas, estão perdidas no embate do que acreditam ser existência.”
Buda, então, começou a caminhar em direção ao centro da batalha, para espanto dos discípulos, que se perguntavam de como ele ira pregar nesta situação, se ele mesmo falou que as pessoas não escutariam. 

Ao ser advertido do paradoxo, Sidarta respondeu:

“Todos nós somos Luz e devemos provar isto. Se as pessoas estão cegas pela Ilusão, devemos demonstrar a real Existência. Apenas sendo o que é (Isness), haverá ressonância. Os sentidos estão ofuscados pela Ilusão da Mente e Medo da Morte, por isso ser ação; não adianta pregar porque eles não ouvem ou vêem a Realidade. Já é assim no cotidiano deles.”

Os que observavam ao longe, depois descreveram que Sidarta aparentava estar cercado por um halo ou campo de intensa luz, que conforme passava as pessoas perdiam a vontade de lutar e caiam de joelhos. Disseram que a planície experimentou um silêncio imenso, já não havia mais batalha. Ambos os reis tiveram que retirar seus exércitos, pois a maioria dos soldados queria voltar para casa e ficar com seus entes queridos. Muitos choravam de remorso, pois viram que muitos dos mortos eram primos que moravam no reino adversário.

Os discípulos comemoravam que seu mestre tinha trazido todos à Consciência; porém Sidarta advertiu:

“Isto é apenas um ligeiro vislumbre da Realidade, eles ainda não atingiram a Consciência. Se iludem os que crêem que a Iluminação acontece porque simplesmente alguém lhes tocou ou ensinou algo; isto é uma armadilha da mente, porque nada mudou. A pessoa que vive ainda no sono profundo da mente, ela vive tão arraigada nesta maneira de ser que precisa muito mais do que isto para alcançar a Consciência.”

Boa Reflexão.

Oss.

Baseado em textos sobre Sidarta Gautama.

2 comentários:

  1. Buenos días Ricardo,
    Muy bonita historia, muchas gracias por compartirla
    un abrazo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Buenos Días, Carina,
      Realmente es muy bonito este texto a cerca de Sidarta Gautama, lleno de enseñanzas.
      Gracias por tu comentário.
      Abrazo.

      Excluir

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails