Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Nirvana e Samsara





















A tradição japonesa tem um conto que fala de um Buda que foi levado ao inferno, e os habitantes daquele local fizeram de tudo para fazê-lo infeliz e triste. 

Falavam de dinheiro, poder, como ele poderia muito sucesso, como ele era muito inteligente, etc... O nosso iluminado apenas observava, nada mais.

Após horas tentando modificar o visitante, os habitantes começaram a ficar cansados e desistiram de tentá-lo. Um deles se aproximou e perguntou como ele conseguia ficar em paz em toda aquela agitação daquele local que chamavam de Inferno.

O Buda retrucou que não tinha percebido que ali era o Inferno e voltou a meditar. Curiosos, os habitantes foram se aproximando e começaram a meditar. Com o tempo, pouco a pouco , o local começou a ficar tranquilo, tão tranquilo que o chefe daqueles chamados endiabrados, foi ter com o forasteiro. Quando se aproximou, percebeu que todos estavam ali simplesmente pacificados, o local tinha se transformado em Terra Pura.

Este conto ilustra muito bem a afirmação de que o Samsara ( O Mundano) é o Nirvana feita por Mestre Dogen. Monja Coen nos explica muita bem neste texto:

Buda não tentou destruir os demônios, não tentou acabar com o inferno. Apenas manteve a mente quieta e tranqüila. Nirvana é percebermos a transitoriedade de tudo que existe e sermos capazes de tranqüilamente agirmos para transformar as coisas de maneira que o bem seja comum a todos os seres.(...)

Muitos pensam que para entrar no estado de Nirvana, de paz e tranqüilidade sábia, de harmonioso extinguir das paixões e apegos é preciso morrer ou afastar-se do mundo, da família, do trabalho, de suas atividades e relacionamentos, ir morar nas cavernas nos montes remotos.

Mestre Dogen, entretanto, nos diz que a própria roda de samsara é o Nirvana. Se percebermos esse constante transmigrar, não estaremos apenas sofrendo ou regozijando, mas aprendendo, compreendendo, transcendendo, transformando e crescendo. Nirvana não está separado de nossa vida, de nossos relacionamentos, de nosso trabalho, do trânsito, dos problemas e dificuldades. Nirvana é um estado de espírito”.

Boa Reflexão.

Oss.

Baseados em textos Zen e de Monja Coen.

4 comentários:

  1. Lindo, adorei. Faz muito sentido. Se ficássemos apenas em locais pacíficos, não haveria o desafio de achar em paz em todo e qualquer ambiente, até mesmo naqueles que parecem ser, ilusoriamente, contaminados.

    Namastê.

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    1. Olá, Luiza,
      São estas situações que nos ajudam a tomarmos consciência e nos ensinam a ser observação. O Samsara e o Nirvana estão na mente.
      Namastê.

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  2. Hola Ricardo,
    Muchas gracias por compartir este bello texto. Me recuerda a una parte del Libro "el arte de la Felicidad" del Dalai Lama “Así pues para alguien que practica la espiritualidad, los enemigos juegan un papel crucial. Tal como veo las cosas, la compasión es la esencia de la vida espiritual y para alcanzar una práctica cabal del amor y la compasión, es indispensable la práctica de la paciencia y al tolerancia. No hay fortaleza similar a la paciencia, no hay peor aflicción que el odio.En consecuencia, no debemos ahorrar esfuerzos en la erradicación del odio al enemigo, y aprovechar el enfrentamiento como una oportunidad para intensificar la práctica de la paciencia y la tolerancia."
    Un abrazo

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    1. Buenas Tardes, Carina,
      Es verdad, hasta la visión de que el otro es enemigo, esta en la mente, todo se pasa en ella.
      Gracias por tu comentário.
      Abrazo.

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