Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

Seguidores

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Conto Zen: Sobre Realidade e Mente.

































Vou reproduzir um conto da Tradição Zen, nos alertando viver o instante presente (Realidade) e mostrando quem vive sob o julgo da mente ( projeções e julgamentos).

Um ancião pobre, mas sábio, era invejado pelos aldeões e os nobres de seu reino, por ter um cavalo excelente. Todos cobiçavam comprá-lo com fortunas e ele recusava. 

-“Para mim não é apenas um cavalo; como se pode vender um amigo?”; dizia o velho. 

Porém, certa manhã o estábulo estava vazio; prontamente a noticia se espalhou e logo os aldeões se reuniram para comentar.

-“Velho tolo, algum dia lhe roubariam o cavalo. Seria melhor tê-lo vendido. Que desgraça!”; falava em alto tom um dos aldeões. 

-“Não vamos tão longe, digamos que o cavalo não está no estábulo. Este é o fato. Todo o resto é seu julgamento. Se foi desgraça ou sorte eu não sei, porque isto é apenas um fragmento. Quem sabe o que vai acontecer amanhã?”; disse o ancião e calmamente voltou para os seus afazeres.

Todos riram, achando o ancião um tolo; porém, após duas semanas o cavalo retorna com mais uma dúzia de cavalos selvagens, como ele. Só tinha escapado para andar nas pradarias. Ao amanhecer, todos os aldeões se reúnem, para comentar e poder julgar os fatos. 

-“O velho tinha razão, sabia de tudo, foi uma grande sorte e não desgraça.”; disse um dos habitantes da aldeia.  

-“A mente de vocês vai muito longe, o cavalo apenas voltou; mas; sabe se foi uma sorte ou não? É só um fragmento. Estão lendo apenas uma palavra de uma frase da existência. Como podem julgar o livro inteiro?”; disse rindo, o ancião.

Os aldeões se calaram, mas, todos tinham suas razões e explicações internamente. Todos explicavam a chegada dos cavalos e como o velho era sábio. 

O filho do ancião, que era domador, no meio de tantos cavalos, caiu e teve as duas pernas quebradas. De novo, os aldeões vieram com interpretações: que o velho tinha previsto esta desgraça na semana anterior, seu único filho homem quebrou as pernas e não pode mais trabalhar para sustentá-los. Que os cavalos trouxeram pobreza.  Ouvindo isto, o ancião, alertou que as mentes de todos estavam obcecadas de tantas interpretações.

-“Não vão tão longe. Só digam que meu filho quebrou as duas pernas. Não se sabe se foi desgraça ou fortuna. A vida vem em fragmentos, e nunca nos dá mais que isto”; disse a todos, o velho homem.

Todos saíram dali, pensando que ele era louco mesmo. 
Semanas após, o reino entrou em guerra e convoca todos os jovens para o exército; menos o filho do ancião que não podia andar. Os aldeões entraram em pânico, pois o outro reino tinha um exercito muito poderoso e maior; para eles seus filhos estariam mortos logo. 

Muitos se lamentavam da sorte do ancião, pois a guerra duraria pouco tempo e seu filho estaria curado após o termino da guerra, afinal “eram apenas duas pernas quebradas”. O que antes julgavam infortúnio, agora era benção.  

O velho, olhando serenamente a todos, disse com compaixão: 

“Sempre julgando, o quê ninguém sabe. Só digam que seus filhos foram convocados para o exército do Rei e meu filho não. Só Deus sabe se foi desgraça ou sorte. Apenas mais um fragmento da vida...nada mais ...como fragmento de um livro, apenas isso...” 

Boa Reflexão.


Oss.

Baseado em livros de contos Zen.

2 comentários:

  1. Buenos días Ricardo,
    buen cuento para empezar la mañana y contiene una gran verdad, para que preocuparse si no conocemos el futuro, hay que vivir el presente de la mejor forma
    muchas gracias y
    un abrazo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Hola, Carina,
      Sí, sólo tenemos fragmentos de conciencia de la Existencia y del Flujo de Realidad, lo demás es una ilusión de la mente, de que todo lo sabemos.
      Gracias por tu comentário.
      Abrazo.

      Excluir

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails