Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A Mente Vazia e O Deserto


Muitos procuram técnicas para se “alcançar” o estado de mente vazia, ignorando que ela sempre esteve lá. Querer não querer, querer acalmar, querer esvaziar a mente, querer ser o vazio; o querer ser tudo isso traz muito ruído e conteúdo para mente. Osho diz que não adianta somente oração, aponta para a meditação; Satyaprem aponta para a ação de observar, ser observação.
Eis porque os antigos iam para o deserto, pois ele e a mente sempre foram o “vazio” desde o início, desde sempre. No primeiro instante a beleza nos extasia; aos poucos, a monotonia conduz ao estado primordial da mente, o vazio.
Pouco a pouco, se ressona com o vazio primordial, estado de não-mente: não há tempo, pessoa, objeto, identificação, nem princípio nem fim.
Como aponta, Jean Yves Leloup, em seu poema:
" Quem volta do deserto tem um olhar para sempre "insatisfeito"
Com as aparências, incapaz de idolatria
Pois idólatra é quem se satisfaz
Com o que vê, com aquilo que compreende
Com aquilo que é.
O deserto lhe ensinou, que ele não é
Não-ser é o começo e o fim do meu ser.
A idolatria é esconder-se o não-ser
Da sua origem e do seu fim
Só Deus
Não existe...
Chega-se ao deserto
No dia em que se descobre
Que sempre se esteve ali.
O que escondia o deserto?
Um certo conforto,
Um certo esquecimento
Mas lá estava ele, fiel, tenaz
Havia apenas ilusões a perder
Algumas honrarias.
Descobre-se a si mesmo
No dia em que se descobre
Como tendo sido sempre
Descoberto...”
...
"O Corão foi escrito para se cantar,
A Thorá foi escrita para se perscrutar
E o Evangelho para se encarnar...
A força do canto, ao segredo das letras
Prefiro a beleza do Rosto
Pois se o deserto é o lugar da espera
É a espera
De um rosto e de um encontro
Que dará o sentido ao deserto...
E o Buddha? Ele é o próprio deserto
Na sua vacuidade sorridente.
Ele é a sua aurora, é deserto
Ele não é o sentido do deserto
É uma espera que não aguarda
Mas uma espera não fechada
Àquilo que vem..."
...
"Sem a página em branco, onde ficarão as palavras?
Não é no deserto que o homem inventou a Deus?
Na ausência das coisas ou no seu silêncio
Descobre-se a Presença que para sempre as contém:
Evidente, mortal e viva vacuidade...
No deserto não há nada para ver
E é isso que é preciso ver
Ao menos uma vez na vida
Ver nada com os olhos bem abertos.
E a morte então não terá mais nada
Para nos ensinar..."
...
"Os verdadeiros sábios
O que têm mais que nós?
Mais deserto.
Ou seja, menos...
Menos barulho
Menos mental
Menos cuidados
Menos ilusões
Menos...
Os verdadeiros sábios
São desertos...
Projetamos sobre eles
Nossas miragens mais belas
E ao chegarmos perto deles
Eles nos deixam a sós
Face-a-face com nós mesmos
Cabe a cada um de nós
Cavar o seu próprio poço.
Descobrirá então
Que a sabedoria
É o deserto
"menos" a sede.
A sombra ou o oásis
Onde nada impede a luz..."
Oss.
Baseado em Jean-Yves Leloup (Desertos Desertos), Osho (Desvendando Mistério) e artigos de Satyaprem.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A Ação e Tada Ima.










Só existe a ação de Observar, só existe o Fluxo da Realidade, a mente é apenas um instrumento. Mente vazia e alinhada com a Consciência, o Fluxo se faz; mente cheia, bloqueia o Fluxo. 

O Zen nos indica o Caminho (Do), porem não há nada para achar no fim do Caminho; pois não há fim, só existe o Caminhar. Tada Ima, cada instante é único, este é o “plus” do Caminhar: Consciência a cada instante, a cada passo, a cada trecho da jornada.  Não sou eu quem caminha,existe apenas o caminhar; mas existe uma atenção ao instante presente. 

 Muito comum, encontrarmos o foco no futuro: “Como será o fim do Caminho? O que vou encontrar? Qual será minha vitória ou mérito?”. 
Tudo isto é miragem, isto não existe naquele instante; então por que focar em algo que não existe? Por que deixar de vivenciar o Caminhar? Por que passar e não vivenciar aquele instante, já que nossa mente está repleta e focada num possível futuro, que não existe?

O Passado assim o é porque já vivenciamos aquilo, e ele só existe na mente. O Futuro assim o é porque projetamos algo, e ele só existe na mente. Só existe mesmo o momento presente e único, o Tada Ima.
Quando fazemos algo, somos a ação, e não pensando no resultado daquela ação; esta lição já nos foi dada várias vezes: Inoue Sensei, Osho, Satyaprem, Dan Millman, Buda, Jesus, ....

Com mente vazia e com o foco na ação, é o alinhamento que nos leva ao Fluxo da Realidade e à Afinidade com o Universo (ou Existência). Inoue Sensei dizia que o ato de bloquear o Fluxo é que nos traz dissabores: doenças, frustrações, ansiedade, insônia .........

Fazer contato com a Realidade é isto: seja a ação. No treino, seja treinar; no Caminho, seja caminhar e no trabalho, seja trabalhar. Sua mente pode estar focada ali, porém a conexão com o Universo persiste.

Boa Semana e boa reflexão.

Oss.

Baseado em artigos de Zen, de Satyaprem, de Osho, de Dan Millman e Inoue Sensei.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Koan e Consciência Zen


















O Koan Zen é simples, tão simples que só podemos absorver sua essência com a mente vazia; tão simples que não há o que dividir e analisar.

“Quem é você?

-Aquilo que é ao adormecer e ao despertar

Quem é você?

-Aquilo que é num sonho, na observação, na dor e no amor.

Quem é você?

-Um pote partido, repleto de água, no oceano.

Quem é você?

-Nada mais sei, o pote quebrou, tudo é oceano.

-Nada mais sei, dissolvido na Existência.”

Boa reflexão.

Oss.

Baseado em Experiências do Zen.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Conto Zen: O Samurai da Ponte.












































A mente, quando no controle, sempre pede desafios dentro do previsível e quando algo é imprevisível, ela nos induz ao medo. Vejamos este outro conto Zen.

Incumbido, por seu mestre, para levar uma mensagem para outro mosteiro, o jovem discípulo, pega a estrada. Porém, para chegar ao seu destino, era obrigado a passar por uma ponte que um samurai errante tinha se apossado dela. 

Este samurai queria se tornar famoso duelista, por isso queria derrotar cem ou mais em duelo. Ao chegar à ponte, o jovem monge é informado que terá de duelar para passar e 99 já tinham perecido, tentando. O orgulhosos samurai, tinha passado pelas melhores escolas, estudando vários estilos e se vangloriava de tudo saber.

O jovem suplica passagem, pois é apenas um monge, mas nada feito, teria de duelar; sem duelo não passa. Pergunta ao samurai: 

“Posso duelar a qualquer, instante, seja mais cedo ou mais tarde?”. 

O samurai afirma que sim, não importava a hora, e o rapaz diz que então duelaria na volta, após entregar a mensagem no mosteiro, já que não importava a hora. Confuso, o samurai o deixa passar, pois só se saída do povoado pela aquela ponte. 

Ao entregar a mensagem, o jovem conta, ao monge superior, o acontecido e que iria morrer para manter a palavra. O sábio Mestre, com uma expressão de compaixão, deu-lhe então um último conselho: 

“ De certo irás morrer, como todos nós iremos um dia; então, guarde bem em tua mente o que te falarei.

 Primeiro, já que a morte é certa, não tens de temê-la pois a encontraremos a qualquer instante; então vou te ensinar como morrer dignamente , de maneira rápida e indolor. 

Segundo, pega este sabre, levanta-o sobre sua cabeça, feche os olhos e espera impassível, com a mente vazia. Logo sentira um frio sobre o alto de seu crânio, é a morte. Neste instante solta teus braços.”

Agradecido, o jovem vai para ponte e quando lá chega, o samurai se põe em kamae. O monge levanta o sabre sobre a cabeça, fecha os olhos e fica impassível, como o Mestre disse. 

Esta postura surpreende o exímio samurai, sem demonstração de medo ou receio; o monge só se concentra no crânio de mente vazia e aceitando o instante presente.

Desconfiado, o samurai avança devagar, novamente analisa o adversário e sua mente começa a ficar repleta de pensamentos:

“Este deve ser muito forte, não age como um amador e aceitou prontamente o meu desafio”. 

O monge continua impassível, sem dar atenção aos movimentos do outro, já sem foco nenhum na mente. Corpo firme porem relaxado, braços imóveis.

O guerreiro começa a sentir o medo brotar, pois esta sem o controle: 

“Avaliei mal, estou em frente a um grande guerreiro. Só os grandes mestres do sabre tomam uma postura nítida de ataque no inicio de um duelo e fecham os olhos”. 

E o pequeno monge espera pacientemente o instante em que sentirá o famoso frio no topo da cabeça.

O samurai, agora desconcertado, não ousa nem atacar ou provocar uma reação do pequeno; isto é novo para ele, não conhecia aquela técnica. Receia de que o mínimo gesto de sua parte resultará em ser partido ao meio.

O monge, que já havia esquecido do samurai e do mundo a sua volta, abre os olhos devido os gritos e súplicas do guerreiro: 

“ Por favor, tenha piedade de mim e não me mate. Acreditava ser o rei do sabre mas nunca me deparei com um mestre que nem o senhor. Eu vos rogo que me aceite como seu discípulo e me ensine o verdadeiro Caminho da Espada.”

Oss.

Baseado em Livros de Contos Zen

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Conto Zen: Sobre Realidade e Mente.

































Vou reproduzir um conto da Tradição Zen, nos alertando viver o instante presente (Realidade) e mostrando quem vive sob o julgo da mente ( projeções e julgamentos).

Um ancião pobre, mas sábio, era invejado pelos aldeões e os nobres de seu reino, por ter um cavalo excelente. Todos cobiçavam comprá-lo com fortunas e ele recusava. 

-“Para mim não é apenas um cavalo; como se pode vender um amigo?”; dizia o velho. 

Porém, certa manhã o estábulo estava vazio; prontamente a noticia se espalhou e logo os aldeões se reuniram para comentar.

-“Velho tolo, algum dia lhe roubariam o cavalo. Seria melhor tê-lo vendido. Que desgraça!”; falava em alto tom um dos aldeões. 

-“Não vamos tão longe, digamos que o cavalo não está no estábulo. Este é o fato. Todo o resto é seu julgamento. Se foi desgraça ou sorte eu não sei, porque isto é apenas um fragmento. Quem sabe o que vai acontecer amanhã?”; disse o ancião e calmamente voltou para os seus afazeres.

Todos riram, achando o ancião um tolo; porém, após duas semanas o cavalo retorna com mais uma dúzia de cavalos selvagens, como ele. Só tinha escapado para andar nas pradarias. Ao amanhecer, todos os aldeões se reúnem, para comentar e poder julgar os fatos. 

-“O velho tinha razão, sabia de tudo, foi uma grande sorte e não desgraça.”; disse um dos habitantes da aldeia.  

-“A mente de vocês vai muito longe, o cavalo apenas voltou; mas; sabe se foi uma sorte ou não? É só um fragmento. Estão lendo apenas uma palavra de uma frase da existência. Como podem julgar o livro inteiro?”; disse rindo, o ancião.

Os aldeões se calaram, mas, todos tinham suas razões e explicações internamente. Todos explicavam a chegada dos cavalos e como o velho era sábio. 

O filho do ancião, que era domador, no meio de tantos cavalos, caiu e teve as duas pernas quebradas. De novo, os aldeões vieram com interpretações: que o velho tinha previsto esta desgraça na semana anterior, seu único filho homem quebrou as pernas e não pode mais trabalhar para sustentá-los. Que os cavalos trouxeram pobreza.  Ouvindo isto, o ancião, alertou que as mentes de todos estavam obcecadas de tantas interpretações.

-“Não vão tão longe. Só digam que meu filho quebrou as duas pernas. Não se sabe se foi desgraça ou fortuna. A vida vem em fragmentos, e nunca nos dá mais que isto”; disse a todos, o velho homem.

Todos saíram dali, pensando que ele era louco mesmo. 
Semanas após, o reino entrou em guerra e convoca todos os jovens para o exército; menos o filho do ancião que não podia andar. Os aldeões entraram em pânico, pois o outro reino tinha um exercito muito poderoso e maior; para eles seus filhos estariam mortos logo. 

Muitos se lamentavam da sorte do ancião, pois a guerra duraria pouco tempo e seu filho estaria curado após o termino da guerra, afinal “eram apenas duas pernas quebradas”. O que antes julgavam infortúnio, agora era benção.  

O velho, olhando serenamente a todos, disse com compaixão: 

“Sempre julgando, o quê ninguém sabe. Só digam que seus filhos foram convocados para o exército do Rei e meu filho não. Só Deus sabe se foi desgraça ou sorte. Apenas mais um fragmento da vida...nada mais ...como fragmento de um livro, apenas isso...” 

Boa Reflexão.


Oss.

Baseado em livros de contos Zen.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Kotegaeshi e Samurais - Histórico


Durante um grupo de estudos em Artes Marciais, puseram o questionamento qual a origem do kotegaeshi e porque teria várias formas. O estudioso apresentou 3 formas de kotegaeshi, e optou-se por debatermos o mais comum entre as Escolas Marciais. 

Foi sugerido ser proviniente do Daito-ryu, outros achavam ser do Yoshin-Ryu Jujutsu. Há o relata de Jigoro Kano (sendo utilizado em escolas de Judô) o trouxe do antigo Jiujitsu Japonês e foi mostrada téfnica no livro de Fuki Sensei, por volta de 1968, sobre técnicas básicas de Jiujitsu Japonês. Optou-se pesquisarmos mais, conforme foi visto que a técnica já era prática anterior ao século XIX.

Enquanto pesquisava sobre os Clãs Samurais, encontrei a transcrição de um relato do século XVI do famoso espadachim Yagyü Muneyoshi se tornando discípulo do grande Mestre Kamiizumi Ise-no Kami Fujiware-no-Nobutsuna, pertencente ao ramo Yamanouchi do Clã Ueshigi (rival dos Hojo e dos Takeda). Kamiizume Sensei foi estudioso de diversas artes, como Shinto-Ryu, Nen-Ryu, Antigo Kage-Ryu entre outras, anteriores ao seu nascimento e praticados por Clãs aliados.

Após dois anos de estudos e práticas com Kamiizume Sensei, Yagyü Moneyoshi recebe seu Menkyo Kaiden, fundando o seu estilo de Shinkage-Ryu (Yagyü Shinkage Ryu). Yagyü Moneyoshi Sensei é convidado, por sua fama, a se apresentar frente ao Xogum Tokugawa Ieyasu, em 1594. É feita uma demonstração privada de bokutô com seu filho Munenori e, ao final, o Xogum vem testar a habilidade do Sensei.

Muneyoshi larga seu bokutô e pede ao Xogum que ataque. Quando a espada de madeira está quase atingindo a cabeça, o mestre Yagyü faz uma esquiva de corpo, colocando-se ao lado, pega o punho da espada e finaliza como Kotegaeshi dos tempos atuais, segundo o autor do livro que transcreve o texto.

Tokugawa Ieyasu pergunta que técnica é esta, é falado que pertence ao conjunto de técnicas chamado Mutö (sem espadas). A pedido, Muneyoshi designa seu filho para ser instrutor marcial dos Tokugawa e seus aliados ( o que fizeram por gerações). Os Yagyü, posteriormente se dividem em escolas, pelo menos duas documentadas.

Este texto é interessante por termos a técnica descrita, talvez pela primeira vez, datada em 1594; porem não se pode afirmar a data e local onde foi originada.

Quando, certa vez, Stanley Pranin perguntou a Inoue Sensei se sua técnica do Budo dos Inoue provinha de outras escolas, ele disse que não; que a técnica do Budo dos Inoue sempre esteve em sua família por muitas gerações.

Bom fim de semana.

Oss.

Baseado em artigos sobre Samurais de Stephen Turnbull; livros sobre Budo, livro de Fuki Sensei e entrevistas de Inoue Sensei.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Zen: Meditação e Observação


Respondendo a muitas perguntas, vou comentar como vemos a meditação. Como anteriormente falado, não existe propriamente “ A Técnica de Meditação”; existe a prática da observação, estando a mente pacificada. Vou usar analogias, a partir de fatos reais, para melhor exemplificar.

Estando numa praia deserta, num lindo dia de sol, você se senta na areia e fica contemplando aquele céu com nuvens. Mente vazia é olhar para o céu com ou sem nuvens, nuvens que mudam de forma e, até, se dissiparem. 

Analisar e "ver" formas nas nuvens,fazendo correlações e analogias, é um vício da mente. A mente  quer “ver” formas, fazer correlações e analogias. 

 Se você consegue “ver” apenas nuvens (sem atribuir valores como: lindas ou grosseiras, redondas ou ovais, carneiros ou cirros, claras ou escuras, isto ou aquilo, etc) é bom; atributos são relativos à mente.

Atenção, se você acha que as nuvens se agrupam ou se dissipam porque você as olha: ego muito presente. As nuvens são apenas nuvens; são o que são e fazem o que fazem independente de você estar ali ou não. A única diferença é que você está ali, observando; o mesmo aconteceria sem você estar ali, o ego é que cria a fantasia.

Deixe-se ser apenas observação, não mais observador; apenas observação.

Após um período, o céu e as nuvens deixam de ser “céu” e “nuvens”; você observa simplesmente aquilo que é. Observação, silêncio da mente. Porem você está consciente do todo a sua volta, no dentro e no fora; agora não existe dentro e fora.

Suponhamos que num dado instante, um veículo entra na praia, deslizando pela areia, vai se aproximando e você observa. Se você apenas constata, isso é muito bom; se você começa a avaliar o estado do carro, a marca dele, a cor, se é feito ou bonito: é mente novamente.

Pior é a situação quando vem a mente a idéia de que “o carro nada fará comigo, pois estou numa freqüência que tudo está sob controle”: é ego exacerbado, pois ignora que existe outrem na direção. Situação igual é pensar que o carro vem em “sua” direção porque “sua” freqüência não estava boa.   O veículo fará trajeto que tiver que fazer, independente do que você achar ou não; se ele estiver muito próximo, você simplesmente se levanta, apenas isso.

Na observação, como diz Satyaprem, não há observador; pois isto ainda é um atributo do ego. Sermos simplesmente observação, deixar o movimento do fluxo da Existência se manifestar. Então "observador", "meditador", "atribuidor" , “eu”, “meu”, “seu”, nada mais é que estar se fixando no ego; logo o fluxo se congela. A Existência é movimento livre.

Seja observação. Tudo é aquilo que é; só isso. Observação do “céu” e “nuvens”; só isso. Não há manual, não há estudo; só existe a prática. Então, que tal experimentar?

Oss.

Baseado em artigos de Satyaprem, Osho e Zen

Tao e Mente Vazia

Clã Inoue na História


























Este Clã é muito antigo, pois seu kamon demonstra que eram Yabusame (Arqueiros montados), característico dos primeiros clãs samurais. Passa da quinta posição para quarta posição hierárquica, devido as suas habilidades marciais e táticas, lealdade e habilidades com finanças.
Na era Medieval teve vários ramos pelo Japão, com vários Daimyos. No século 19, ocupa cargos políticos de destaque, ligados a economia do Japão; na época Meiji, muitos se tornaram Viscondes e Marqueses.
Este Clã tem seu nome mencionado já no período Nara e começou a ficar proeminente no período Kamakura; são tidos como prováveis descendentes dos Seiwa Genji, que foi fundado por Minamoto Mitsunaka no período Heian. Encontramos referencia do Clã Inoue data do inicio do século 15, com Inoue Kawachi-no-Kami Mitsukane, em Sihano.
No ramo de Hamamatsu encontraremos nomes como Inoue Masari (1577-1628), terceiro filho de Inoue Kioyhide; e Inoue Masanao (1837 – 1904), que foi o último Daimyo, que se tornou visconde no período Meiji.
No ramo de Shimotsuma, que foi estabelecido em 1712, encontramos Inoue Masanaga (654 – 1721), terceiro filho do Daimyo de Gujo, Inoue Masato. O ultimo Daimyo foi Inoue Masaoto (1851-1921), também recebendo o título de Visconde.
No ramo de Takaoka, estabelecido em 1649, foi Daimyo Inoue Masashige (1585-1661), quarto filho de Inoue Kioyhide. O último Daimyo foi Inoue Masayori (1854-1904), que coordenou as primeiras forças policiais do Periodo Meiji, recebendo o título de Visconde.
Como vimos, os Inoue começam a mudar de atividades na era Meiji, passam a se dedicar área financeira, área industrial e de empreendimentos imobiliários, aumentando muito a fortuna dos segmentos deste Clã.
Inoue Kaoru (1836-1915) foi um político muito ativo no período Meiji, recebendo o título de Marquês. Estudou na Inglaterra. Foi chamado para negociar com a frota internacional (Estados Unidos, Grã-Bretanha, Holanda e França) que bombardeou áreas do Japão. Participou, também, nas negociações dos Clãs Samurai com o governo Central, conseguindo o armistício e estabilizando o Japão.
Inoue Junnosuke (1869-1932), financista e político na época Taishö e Shöwa. Estudou práticas financeiras na Inglaterra. Foi presidente do Banco de Espécimes de Yokohama, em 1913. Nomeado presidente do Banco Central em 1919, posteriormente, Ministro das Finanças em 1923 e em 1929.
Inoue Shigeoyshi (1889-1975), foi adido naval em diversos países como Suiça, França e Itália. Brilhante oficial, poliglota e atuou em várias ações diplomáticas. Era muito admirado pelo Almirante Yamamoto, que o elevou a almirante comandante da quarta frota japonesa durante a segunda grande guerra; chegando a ser vice-ministro.
Bom Fim de Semana.
Oss.
Baseado em artigos e enciclopédias sobre samurais.

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