Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Domínio:Ilusão da Mente.






















Estava lendo uma passagem sobre Morihei Ueshiba O'Sensei, muito interessante e muito pouco difundida. Acho que este fato merece muito atenção, pois mostra a manifestação ou tomada de consciência. Esta tomada de consciência pode ser gradativa, também; muitos acham que a dita “iluminação” se dá de uma maneira única. Devemos atentar para o todo do acontecido e não apenas aos personagens.

Numa determinada época, ele foi ter um desafio com um mestre da katana. O espadachim avançou, O'Sensei se esquivou e controlou o adversário (qual técnica, não foi mencionada), imobilizando os braços do mesmo.

Então, O'Sensei perguntou:
- “Deu-se por vencido?”

- “Não, pois minhas pernas estão livres”, respondeu o espadachim. 

Rapidamente O'Sensei imobilizou as pernas também, solicitando a rendição. O adversário afirmou não estar vencido, pois sua língua ainda não podia ser imobilizada e se o fosse, sua mente ainda estaria sem ser imobilizada.
O'Sensei, então, rindo, largou o adversário, pois tomou consciência que ele (nem ninguém) nunca controlaria o "outro"; pois tudo isto é uma grande ilusão de que estamos divididos.

Esta passagem de O'Sensei nos ensina o que é muito simples e claro: quando quero dominar e derrotar alguém, na verdade, ainda estamos num plano em que o ego está prevalecendo. Primeiro, pela ilusão de existir adversário (o outro), que significa divisão; segundo pois nada é nosso de fato, nada controlamos mesmo se tirarmos a vida. Este espadachim, estava pronto para morrer pois acreditava que seu espírito era livre.

Se a idéia de que existe o outro se faz através da mente; para destruí-lo, só destruindo a si mesmo. Pode parecer absurda esta afirmação, porem, feito o contato, a figura do outrem vai ficar para sempre na mente. Para ele não existir, só se desidentificando com a mente.

Notem que pouco foi dito e foi muito fugaz o embate; porem ambos tiveram uma grande tomada de consciência. O espadachim, mesmo caído e imobilizado, percebeu que sua consciência era livre, que a Realidade de Fluxo se fazia livre através dele, assim como O'Sensei percebeu que a simples tentativa de controlar e dominar, o fluxo é bloqueado e se desfaz, naquele intante..

Ambos permitindo a Realidade Única se manifestar, não há porque competir. Isto é o Zen. Tudo isto é como o Do (Tao): temos os dois personagens (o yin e o yang) e o ambiente onde estão inseridos (a situação, o todo). Os dois estão ligados, na verdade são “um”, por estarem os dois existe a situação: logo tudo é unidade, é o Do ( Tao).

Boa reflexão.

Oss.

Baseado em artigos de Stevens Sensei e Budo.

2 comentários:

  1. Buenas tardes Ricardo,
    Hermosa reflexión, muchas gracias por compartirla
    un abrazo

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    Respostas
    1. Buenas Tardes, Carina,
      Esta es una hermosa enseñanza que O'Sensei transmite a través de Stevens Sensei. Hay que recordar que estos hechos fueron informados por O'Sensei en sus clases a sus discípulos.Es gracias a Stevens Sensei que tenemos acceso a estas enseñanzas.
      Muchas gracias por tu comentário.
      Abrazo.

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