Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Bodhidharma (Daruma)





















Bodhitara Chadili era o terceiro filho homem do rei do reino de Hsiang-chih ( ou Tamil Nadu), do Reino Tamil, no sul da Índia; conforme consta na tradição budista, nasceu, ou no final século V, ou no início do século VI (não existe concordância de datas entre os historiadores). 

Seu pai, da dinastia Pallava, possuía um exército poderoso e sempre guerreava com outros reinos rivais. Seu filho era  um excelente guerreiro, e, um dia, pergunta ao pai se ele era de fato poderoso; o rei responde que sim. 

“Podes até mesmo derrotar a morte?”, perguntou o jovem principe. Pasmo, o rei disse que não, pois ele mesmo temia a morte. 

Foi assim que o príncipe se aprofunda nos estudos do Budismo, e após certo tempo, começa sua peregrinação, tornando-se monge errante. A tradição conta que ele era discípulo de Prajnatara, o vigésimo sétimo Patriarca da Índia , por cerca de 40 anos. Deste mestre recebe o nome Bodhidharma ( ou Daruma, no Japão) e posteriormente seria o vigésimo oitavo Patriarca na linhagem da Índia. 

A ele é creditado a ida do Budismo para a China, com a criação da corrente Ch’na (Zen no Japão), sendo considerado como o primeiro Patriarca da China.

A ele está creditado, também, a origem da meditação voltada para a parede, pois ele tinha o hábito de dar às costas para os que lamuriavam, pois, afirmava ele, que estes não queriam modificar sua condição e se identificavam com o sofrimento. 

Conta-se, que certa vez um jovem monge (Hui-Ke), suplicava por semanas para o monge olhar para ele e aceitá-lo como discípulo. Após dua semanas (textos falam em 1 mês) na neve, o rapaz pega uma espada e corta o seu próprio braço.  Bodhidharma se vira e o aceita como aluno, pois acha que sua intenção era sincera, que seria um discípulo sincero. Os que, depois deste episódios, vinham ameaçando a cortar um membro para serem aceitos pelo Mestre, eram rejeitados, pois isto era visto como um gesto copiado e não uma atitude sincera.

A lenda mais famosa é quando Bodhidharma teria sido convidado a visitar o Imperador Xiao Yan, e durante a visita, teria transcorrido o seguinte dialogo: 

-“Venerável, que mérito cármico eu ganho por construir templos e imagens de Buda, manter monges e copiar todos os sutras?”- indaga o Imperador.

-“Nenhum."- reponde laconicamente o Mestre. 

-“Qual a mais nobre verdade?”- pergunta Xiao Yan.

- “Não existe nenhuma”, responde o monge. 

-“Mas quem está diante de mim?”- pergunta, irado o Imperador. 

- “Não sei.”; responde Bodhidharma , deixando o imperador mais enraivecido, que não queria mais saber do Mestre em suas terras.

Quem pratica o Zen, sabe que as respostas do Mestre foram todas coerentes. Quem procura méritos; quem quer possuir a maior das verdades e saber quem é quem, é escravo do ego e vive aprisionado no reino da mente. No Zen não existem verdades, não existem dogmas, não existem méritos ou recompensas, não existe o eu e o outro; no Zen não existem ambições.

Algumas tradições afirmam que Bodhidharma teria ensinado em um templo Shaolin, e teria ensinado série de exercícios para melhoria física e espiritual dos monges. Foi transmitido pela tradição oral, que isto teria sido devido a observar como os que se apegavam em apenas meditar, começão a atrofiar a musculatura, principalmente nas pernas.  e como ele pertencia a uma casta guerreira muito proeminente e conhecer várias técnicas de melhoria da condição física, começou a difundí-la entre os mais próximos. Tais textos seriam atribuídos a Bodhidharma, porem foram escritos no século VII; é uma polêmica divide os historiadores, quanto a autêncidade dos fatos.

Boa Semana.

Oss.

Baseado em artigos de Zen e sobre Bodhidharma.

2 comentários:

  1. buenos días Ricardo,
    Muchas gracias por compartir este interesante artículo con esta leyuenda famosa. Los muñecos Daruma en Japón tiene una conocida tradición . Los ojos del daruma se utilizan como recordatorio y motivación a cumplir metas o grandes tareas. El dueño del muñeco pinta una pupila redonda (usualmente del ojo derecho) al establecer su meta; cuando esta se ha cumplido se procede a pintar el otro ojo. Un daruma con una sola pupila suele colocarse donde este sea visible, a manera de constante recordatorio del trabajo que debe hacerse para lograr el objetivo.
    Un abrazo

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    Respostas
    1. Hola, Carina,
      Muy interesante está Tradicion japonesa, muchas gracias por tu comentário.
      Abrazo.

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