Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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domingo, 5 de dezembro de 2010

Zen: Meditação e Essência







































Há cinco anos, durante um treino, um praticante de arte marcial, veio a mim e perguntou se meditar servia para ele melhorar a sua técnica e parte física. Achei interessante, como explicar para alguém focado na técnica e nos aspectos da mente que meditar é abandonar a mente? Ele, como muitos, entendia que a meditação era mais um método para melhoria do treinamento, como biofeedback. 

Meditar não é algo matemático ou que tenha muito estudo: Meditação é a nossa própria natureza essencial. Meditação é o silêncio da Consciência, por isso uma pratica simples e sincera; o resto é mente. Devido vivermos numa sociedade alicerçada nos aspectos da mente, cria-se uma fantasia de que tudo é difícil. Fantasia esta de que temos que nos esforçar muito, através de estudos intermináveis para alcançarmos algo que já é nosso, a Vacuidade.

Em outras ocasiões, me perguntaram sobre as técnicas de manter a Mente Vazia, para a melhor evolução. Realmente podemos notar como a mente é muito ardilosa, principalmente quando temos atividades extremamente intelectuais. A mente teme a Vacuidade, pois, esta significa a extinção própria mente.

O “Apenas Ser” não é filosofia, estudo ou técnica. A prática sincera e verdadeira nos conduz a isto, como sempre indicaram Inoue Sensei e outros Grandes Mestres. O Caminho é tão simples, que para quem vive o mental se torna difícil. Para ilustrar, reproduzo parte de um texto de Satyaprem:

“Um discípulo está com seu mestre na sala de refeições e pergunta:
“Mestre, como atinjo a iluminação?”
O mestre diz: “Já comeu o seu arroz?” – e o discípulo ilumina.
O que esse mestre quer dizer? Ao ler essa história, você se pergunta como alguém pode iluminar comendo arroz, não é mesmo? Você insiste em manter a crença de que Iluminação é algo muito difícil e que não é para todos... E, de uma certa forma, é verdade. Iluminação é somente para quem "come o seu arroz".

A mente pinta a iluminação como uma coisa inalcançável, com auréolas e cheia de luz azul. Mas, em realidade, nada muda - nem antes, nem depois. Não tem antes e não tem depois.
(....)

Observe e seja sincero com a resposta: “Quem é você?”
Não tem ninguém em lugar nenhum. Não tem forma. Não tem nada.
Você observa o corpo parado, a mente em movimento... tudo é observável
e você é aquilo que observa. Você é a Observação.
Não costumo usar a expressão “observador”,
porque sugere que há alguém contendo a experiência,
e essa experiência não pode ser contida.
Apenas a Observação existe e ela não vem de lugar nenhum.
A Essência do Ser é Observação, Consciência, Silêncio, Paz.
Isso é você!”

Boa reflexão.

Oss.

Baseado em textos de Inoue Sensei, Zen e Satyaprem.

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