Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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domingo, 14 de novembro de 2010

Consciência do Movimento


Muitas vezes nos treinos ouço: “Estou errando porque ainda não entendi o movimento” ou “ Quero entender este movimento”. Começarei, então, com um conto Zen:

“Um mestre Zen, perguntou a um novo monge: “Já o vi por aqui antes?”

O novo monge respondeu: “Não, senhor.” E o Mestre ofereceu-lhe uma xícara de chá.

O Mestre perguntou a outro monge: “Já o vi por aqui antes?”

O outro monge respondeu: “Claro que sim.” E o Mestre ofereceu-lhe uma xícara de chá.

Um monge decano perguntou: “Mestre, por que ofereces chá para qualquer resposta?”

O Mestre gritou: “Venerável, ainda estás aqui?”

O decano respondeu: “Óbvio, mestre.” E o Mestre ofereceu-lhe uma xícara de chá.”

O que isto tem a ver com o movimento essencial? Vou citar uma palestra de Osho, sobre este koan, como analogia,para exemplificar:

“O koan é simples, mas difícil de ser entendido. É sempre assim. Quanto mais simples a coisa, mais difícil de ser entendida. Para entender, o complexo é necessário. Para entender, tens de dividir e analisar. Uma coisa simples não pode ser dividida e analisada– não há o quê dividir e analisar – a coisa é tão simples. O mais simples sempre escapa à compreensão.

Quanto mais complexa é a coisa, mais a mente trabalha nela. Quando a coisa é simples não há nada para queimar as pestanas, a mente não pode funcionar.
Os lógicos dizem que qualidades simples são indefiníveis. Por exemplo: se perguntam o que é amarelo. É uma qualidade tão simples, a cor amarela, como definir? Dirás: “Amarelo é amarelo.” O outro dirá: “Eu sei, mas definas amarelo?” Se dizes que amarelo é amarelo, não é definição,é uma simples repetição. É uma tautologia.(...)

A primeira coisa a ser entendida é que coisas complexas podem ser entendidas, coisas simples não podem. Uma coisa simples fica só.
Esse koan é muito simples. É tão simples que escapa a ti: tentas pegá-la, tentas capturá-la e ela escapa. Ela é tão simples, que a mente não pode atuar sobre ela. Tente sentir o koan. Eu não direi tentar entender, porque não poderás. Tente sentir o koan. Muitas coisas estão ocultas lá, se tentares senti-las. Se tentares entender, não haverá nada lá – todo koan é absurdo.”

Então, como explicar o movimento, como pensar sobre ele? Como Mestre Inoue sempre nos demonstrou o movimento brota do cerne. Tente sentir o movimento que vem de dentro, não tente entender ou criar coisa alguma, ele vem simples e naturalmente. Afirmações de que tal técnica é difícil; de técnica complexa significa que a pessoa ainda está na mente, e mente cria ruído.

Oss.

Baseado em artigos de Zen, Osho e Inoue Sensei.

2 comentários:

  1. Buenos días Ricardo,
    Que bello artículo, simplemente sentir lo sencillo, olvidarse de las explicaciones,
    Muchas gracias
    un abrazo

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    Respostas
    1. Hola, Carina.
      Tus palabras resumen el significado de este texto..
      Muchas gracias por tu comentário.
      Abrazo.

      Excluir

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