Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Budo: As Nove Visões da Meditação Zen


Mestre Huang-Po dizia: “O ser humano tem medo de esvaziar suas mentes, achando que será engolido pelo Vazio. Porém não percebe que sua própria mente é o Vazio”. 

Vamos falar sobre algumas regras que foram intituladas as Nove Visões, que eram muito difundidas no período Medieval Japonês, entre os Bushii e monges.

1. Observar as regras básicas do Zazen

Sentar-se, seja em Seiza, Lotús ou em cadeira. Manter coluna ereta, postura adequada para a meditação. Mãos em mudra cósmico.

2.Respirar com o Hara no Tanden

Centrar a respiração em 3 dedos abaixo do umbigo. Inspire lenta e calmamente. Solte o ar pela boca. Lingua no céu da boca.

3.Manter o Espírito Calmo

Apenas sente-se e deixe o fluxo de pensamentos passarem, sem interferir. Eles se dissipam como as nuvens. A mente esvazia.

4.Pleinitude

À medida que os pensamentos se evaporam, abandone-se. O corpo será suprido pelo ki, que agora penetra pelos Tanden. Perceba a pleinitude.

5.Sabedoria Natural

Com a mente pacificada, tudo fica claro e vem a Consciência do que sempre foi.

6.Liberdade

Neste estágio, quando se liberta do ego, nada mais o engana.

7.A Vacuidade

É o céu em que as nuvens (pensamentos, emoções)sumiram; tudo é claro e brilhante. Seu estado original.

8.Visão Maravilhosa

A Consciência e Compreensão permeiam sua vida diária e seu treinamento.

9.Perfeição

É o Enso, Circulo Zen: Vazio e Repleto, Dual e Não-Dual, Transcendente e Imanente.

Diz o ditado: “Antes do Zen, as montanhas eram montanhas; no inicio do Zen, as montanhas deixaram de ser montanhas; agora elas são montanhas novamente e percebo que sempre foram”.

Boa Reflexão.

Oss.

Baseado em artigos sobre o Zen e Budo.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Shin'ei Taido e o Despertar


Inoue Sensei explicava que praticamos coisas que nunca existiram. O entrevistador ficou confuso, pois após anos de prática, alem de ter entrevistado grandes mestres, nunca tinha ouvido tal coisa. Na verdade isto é um discurso Zen.

“Percebemos que nunca existiu dojo ou tatame”; e “aqueles que vêm praticar desfrutam de sua própria formação”. De novo, as afirmações pareciam mais confusas para o entrevistador.

Nosso Mestre esclareceu os fatos mais adiante. As pessoas têm todas as “formas” e “técnicas” dentro de si, apenas não estão conscientes de suas possibilidades. A presença de um Mestre, através da ressonância de seu campo, faz com que o campo do aluno se organize; se este assim o permitir.

“Fala-se de pirâmides, de círculos, quadrados e triângulos; porém as formas estão dentro de si. (...). Por que ninguém ensinou isto aos discípulos?”; citava Inoue Sensei.

“Na verdade, só existe a Essência da Realidade”(O Ser, O Fluxo). As coisas são criadas porque você se move “(sua mente atuando e acreditando que só existe o Dual). “Nada é criado através da teoria.” Isto porque a Realidade É.

Todos serão o que sempre foram e “deverão” ser, não há como mudar o seu real ser. Podemos adquirir (ou não) a consciência da Realidade. Tudo vai depender de nos agarramos ao Ego.

Como fala Osho, não adiante buscar o Despertar (Iluminação) através das técnicas, o Despertar é que vem sem qualquer busca. A técnica, a prática sincera e a meditação criam espaço para isto, para o estado de Afinidade com o Universo, como ensinava Inoue Sensei.

Tenham um bom fim de semana.

Oss.

Baseado em entrevistas de Inoue e Osho.

sábado, 23 de outubro de 2010

Shin'ei Taido: Visão Única
























Mestre Inoue fez várias entrevistas; queriam comparar sua Arte com outras Artes Marciais em atividade, pois os entrevistadores achavam ser a mesma coisa e derivados da mesma linha. 

Ele comentava enfaticamente, que Reverendo Deguchi o incumbiu de desenvolver um Caminho para Consciência, que fosse através do Budo; já era que por gerações na Família Inoue, a prática Marcial já era um fato.

Não existe comparação com outras Artes, pois quem está na busca da Consciência sabe que o Caminho é único, a forma é uma para cada um; e não uma forma para todos. A Religião e a técnica são rudimentos para o Desenvolvimento e a Consciência. A Iluminação não é obtida através de técnicas, regras de conduta, esforço repetido, imitação de modelo ou subterfúgios onde a pessoa se crê “iluminada” ou “mestre”.

O Mestre sabe mas não se vangloria, demonstra nos pequenos atos. O Mestre é coerente a cada instante com ele mesmo e com o Cosmos. Não existem subterfúgios. Tudo depende de onde está o seu coração e até onde seus olhos enxergam; se você enxerga com o coração ou com os olhos da mente (ego).

Quando Reverendo Deguchi fala com Yoichiro Inoue do Caminho, não fala da Religião, ele está indicando o Caminho de Inoue, um homem que é rico porem demonstra ser despojado; um homem que quer apenas ensinar o que “veio com ele” (é o Universo que cria, tudo já está lá) apenas para quem quisesse; assim como ele deixou o Caminho para quem quisesse trilhar, sem determinar. Mestre Inoue nunca pregou o ascetismo e a via religiosa como caminho, sempre falou da oração interior, sincera e silenciosa. 

Mestre Inoue sempre falou que não há modelos à seguir mas sim uma prática sincera diária; o que significa ser verdadeiro consigo mesmo a cada momento, todos os dias.

Muitos me perguntam de técnicas de Shin’ei Taido, de graduações e de federações, porem uns poucos demonstram o coração. Shin’ei Taido não é estudo de japonês, kanji, técnica, modelo, cópia, títulos. Você virá ao Shin’ei Taido porque o seu coração quer se iluminar; caso contrário isto não ocorrerá.
O mesmo pode ocorrer nas outras Artes.

Shin’ei Taido visa o seu Despertar Interior, só seu; para voltar às origens (movimento primordial), o Yamato Damashii (ou Tamashii) que falava Mestre Inoue. Shin’ei Taido não é busca de faixa ou graduação, pois todos sempre seremos Mu Kyu; com sinceridade, mente de iniciante.

Por isso Inoue Sensei é um Mestre, porque não quis escrever manuais que encarceram a mente e o coração; por não acreditar que os estudos repetitivos e os "ismos" no Shin’ei Taido. Mestre Inoue acreditava que só existe espaço através movimento e práticas genuínas, que nos conduzem à Consciencia.

Inoue Sensei citava que devemos ser canais para o Fluxo, sermos o próprio Fluxo; que o Iki manifeste a Realidade. Não existe nem principio nem fim. Não existe o Eu ou o Outro. Mestre Inoue sempre apontou para o Não-Dual.

Takeda Sensei reconheceu a Maestria de Inoue Sensei, estimulando-o a seguir o seu Caminho, pois ele sempre demonstrou a Consciência e se manifestava de maneira natural; expressava sua opinião independente do pensamento dos outros. Todo Mestre reconhece a presença de outro Mestre.

Mais adiante conversaremos mais sobre a visão do Zen sobre este evento.

Oss.

Baseado nos artigos e entrevistas de Inoue Sensei.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Takeda e Inoue Sensei: Fatos


































Certa feita, em uma entrevista, perguntaram a Inoue Sensei o que achava das técnicas de Sokaku Takeda Sensei, quando este ensinava no Dojo na propriedade dos Inoue. Inoue Sensei contou que sempre foi muito sincero e dizia tudo o que pensava para ao seu Mestre; como no dia em que questionou porque tantos kajo ( ikkajo, nikkajo,sankkajo etc..), que assim chegariam a cem ou a mil.  O jovem Inoue, sugeriu ao Mestre iniciar de técnicas básicas (ikkajo) e, pouco a pouco, a pessoa iria evoluindo a partir destas técnicas básicas de primeiro nível; pois sem os conceitos básicos ninguém evolui, dizia ele. 


Ele relatou que Takeda Sensei ouvia suas sugestões, e muitas vezes, ambos iam comer num restaurante muito humilde, o que maravilhava o velho Mestre, que adorava a simplicidade e a autenticidade do local, ao invés dos restaurantes caros em que era convidado pelos outros Deshii. 

Ambos, o jovem Deshi e o Mestre, adoravam comer tempurá com uma tigela de arroz no Daikokuya; e toda vez o Mestre falava:” Ah, lá vem você de novo com suas observações. "A jovialidade, a sagacidade e a simplicidade de Yoichiro Inoue o encantavam, podiam conversar abertamente. O velho Mestre já tinha uma escola consagrada; mas ouvia atentamente as colocações do jovem aprendiz e não o desestimulava a novos pensamentos. Estes idas e conversas naquele restaurante simples eram lembradas como dias muito agradáveis e bons de se recordar.

Quando ambos treinavam, o jovem Yoichiro Inoue mostrava a técnica de seu potente irimi e de todas as técnicas em gyaku que tinha treinado desde pequeno com o seu avô paterno; invertia rápidamente as entradas do Mestre mas mostrava todo o seu respeito por Takeda Sensei sem nunca derrubá-lo nas demonstrações. Sempre brincou muito com o velho Mestre e este ria muito, Inoue foi o único Deshi que fez isto; com os outros, Mestre Takeda era muito rígido e áspero.

Um dia, o jovem Inoue disse que não queria treinar mais aquelas técnicas, para espanto dos outros Deshii mais velhos (que temiam desagradar o Mestre). Takeda Sensei se aproximou dele, riu e disse “Eu vejo. Siga o seu próprio caminho.” Ambos riram.

Muitos não entenderam, acho que ninguém entendeu. Mas os Mestre do Zen entendem plenamente.
Conversaremos isto numa outra oportunidade.


Oss.

Baseado em entrevistas de Inoue Sensei

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Inoue Sensei: Ki e Iki


Inoue Sensei contou que aprendeu muito com Mestre Deguchi, principalmente no seu período de estudo sobre a Afinidade (ou Ressonância); antes do seu Mushashugyo. Passamos a ressonar com os outros e com as coisas que nos cerca, a Realidade de Fluxo vai acontecer de acordo com a abertura de consciência. Do ponto de vista de Inoue Sensei, não existem técnicas; todas as coisas são criadas pela Realidade de Fluxo, que é sempre constante. A Realidade de Fluxo não pára, cria sem cessar, a cada criação, outras se fazem. Esta é a essência da realidade. As coisas são criadas porque nos movemos; nada é criado através da teoria. Quando vamos para um lugar, mudamos; antes ou depois, isto já está implícito. Não é linear.

Os seres humanos devem seguir a sua natureza e respeitar o seu funcionamento biológico. Devemos sempre trabalhar para mantermos a juventude e vigor. Sempre menciona: “Se trabalho (exercito), sou jovem”.

Ele sempre afirmou nunca foi-lhe ensinado copiar técnicas, sempre foi autodidata. Treinava muito com o seu avô, principalmente técnicas de Irimi e Gyaku. Seus ensinamentos relativos à substância do Universo vieram da religião Omoto, mas no resto era autodidata; não copiava nada de ninguém. Afirmava que cultivamos nossa coragem com o poder virtuoso criado pela grande afinidade do Universo. Sem a compreensão deste ponto, coisas estranhas se impõem sobre a prática da afinidade do Universo.

Certa vez o Almirante Isamu Takeshita disse o seguinte: "Sr.Inoue o seu espírito de kokyu e força motriz são diferentes." Inoue Sensei disse (como explicou a Kawanabe Sensei também) que nunca usava de técnicas kokyu; utilizava o Iki. Ele explicava: "O poder de Kokyu é nada. As coisas são criadas por causa da existência do Iki de Aiki e de seu Iki próprio. Isto é que é Musubi.”

Boa Semana.

Oss.

Baseado em entrevistas de Inoue Sensei e Kawanabe Sensei

sábado, 9 de outubro de 2010

Bushido e Clã Inoue


O Bushido surgiu como um código ou reunião de regras que atravessou séculos orientando a maneira de viver das classes guerreiras e seus clãs. O Clã Inoue tinha uma tradição marcial conhecida de pelo menos cinco séculos.

O preceito mais importante é o Chûgo (lealdade), que advém do Confucionismo: o Bushi dá e dedica sua vida ao Daymio, ao clã, aos ancestrais, aos mestres e à família. Esta lealdade já implica no segundo preceito: Yu (coragem), que nada mais é do que a aceitação do perigo, da situação em que está passando e assumir a verdade. Viver o que é para viver; morrer quando é chegado o momento. Sem expectativas.

Meiyo (honra, honrar do nome do Clã), era uma preocupação constante, pois um deslize no código de conduta poderia levar ao extermínio de uma família ou de um clã todo. Jin (Grande Alma, Compaixão ou espírito de justiça) dava aos Samurai um grande senso de ética. Gi (retidão ou rigor) tanto na vida moral, física, afazeres e interior. Rei (Polidez ou Etiqueta), este preceito somado ao anterior tem muito a ver com IKI; assim como Makoto (Sinceridade), agir e fazer tudo de maneira verdadeira.

Inoue Sensei nasceu e teve sua criação baseada no Bushido; centenas de anos de gerações Samurai no seu Clã. Certos pensadores japoneses dizem que Samurai já nasce Samurai, ele simplesmente aceita sua condição de gerações e o seu destino. Para eles a pessoa é o que é, é sua natureza; eles são polidos como polimos a lâmina de uma katana por anos para dar o seu fio, seu corte. Uma boa katana já tem a sua composição vinda da natureza, o metal veio daquele local determinado e com aquela liga (ou alma).

Inoue Sensei muitas vezes lembrou as pessoas daquela realidade conceitual, como do IKI; não se pode fazer um Samurai em uma ou duas gerações, pois seu real destino aparece sempre. Ou seja, não se pode transformar em Samurai quem não tem o destino de Samurai; você pode abandoná-lo indo contra sua natureza ou destino porem você não poder ser aquilo o que você não é.

Isto não tem nada a ver com religiosidade, pois não devemos misturar Bushido com religião. Muitos do período pós Meiji não compreendiam (e ainda não compreendem) estes valores. Muitos viam como crítica os alertas de Inoue Sensei; não compreendiam o que ele mostrava; porém se afastar de sua real essência é ficar longe do seu objetivo final nesta existência.

Boa Reflexão.

Oss.

domingo, 3 de outubro de 2010

Inoue Sensei, Takeda Sensei e Menkyo Kaiden


Sabemos que aos 21 anos Inoue Sensei estava terminando seu Shinwaryoku iniciou o seu Mushashugyo (treinamento ascético dos bushii), conforme orientação do Mestre Deguchi. Após o seus período de Mushashugyo e com o aval financeiro do Clã, fundou dojos em suas propriedades de Tanabe, Kobe, Hokkaido, Osaka eTóquio. Em Tóquio leciona Budo em diversos dojos, conforme sua afirmação a Stanley Pranin.

Conforme os artigos de Aikijujutsu, um Kyoju Dairi (certificado de alunos instrutores) custava cerca de 3 ienes, na época de 1936. O que autorizava que o instrutor estava apto a dirigir um dojo era a certificação de Menkyo Kaiden. Tudo era registrado no eimeiroku (livro de registro de alunos) de Takeda Sensei.

Inoue Sensei pagou pelo registro no eimeiroku de Takeda Sensei a soma de 10 ienes em 1931; provavelmente por ser um certificado acima do Kyoju Dairi. Esta soma era considerada muito elevada para a época, conforme afirmou o próprio entrevistado.

Tal fato foi corroborado com a presença de seu tio Morihei Ueshiba Sensei, afirmando já que Inoue tinha aprendido as técnicas de Takeda Sensei, ele devia assinar o livro para ter a sua certificação ratificada. 

Na ocasião, também estava presente o famoso Almirante Takeshita. Devemos lembrar que Inoue Sensei, na época, disse a Sokaku Takeda Sensei que ele queria ser Ukemi e já tinha a permissão do Mestre Deguchi para lecionar o Budo de seu Clã.

Pelas biografias da época, a única pessoa que lecionava e não tinha sua capacidade técnica questionada por Takeda Sensei era Inoue Sensei; é fato sabido que freqüentemente outros dojos recebiam a visita do Grande Mestre do Aikijujutsu para explicar que ele não tinha concedido o direito de lecionar a este ou aquele instrutor.

Inoue Sensei lecionou em diversos dojos sem nunca ter sua autoridade e capacidade questionadas pelo Grande Mestre do Daito-ryu.

Boa Semana.

Oss.

Baseado em entrevistas de Hisa Sensei e Inoue Sensei ; além de artigos de Aikijujutsu.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Inoue Sensei: Arte Marcial Única


Muitas vezes, quando visitam o dojo, procuram achar semelhanças no Shin’ei Taido com outras escolas de aikijujutsu, porem a técnica é única, como sempre afirmou Inoue Sensei e outros artistas marciais.

Conforme afirmam artigos de antigos mestres de Shinwa Taido, Inoue Sensei já praticava com uma técnica vigorosa em 1915, graças ao estilo e técnicas próprias da linhagem Inoue, advindas de séculos de treinamento deste Clã Samurai, além dos anos de prática com Takeda Sensei e outros mestres contratados pela família.

Para que muitos possam entender porque muitos mestres, era uma prática antiga entre as escolas do antigo Koryu, quando um praticante daquela linhagem atingia a maestria ela tinha de fazer o Mushashugyo.

Mushashugyo é um treino itinerante por várias escolas de Artes Marciais, para aprimoramento e troca de experiências. Pode durar de 2 a 4 anos. Como os Inoue eram uma família de grandes posses, os grandes mestres vieram a eles para esta prática de Inoue Sensei. Isto explica vários dojos privados de treinos em diversas propriedades dos Inoue, lembrar que construíram um apenas para a prática do Daito-ryu, quando já tinham um anterior para a prática do Judo na mesma propriedade.

O Shin’ei Taido é uma técnica vigorosa, advinda da linhagem Inoue, onde se usa os centros de energia e conceitos zen. Na movimentação usamos um quarto de circulo e, no máximo, meio círculo; o que seja mínimo, mais rápido e mais eficaz. Não existe circulo completo visando uma técnica de articulação. A técnica é sempre uma resposta eficaz para a situação. Utiliza-se o corpo todo e em todas as situações. Devemos lembrar que é uma escola de linhagem Samurai. Ataque rápido e resposta rápida.

A etiqueta e o respeito são sempre mantidos, assim como o Ideal de IKI com treino sincero e verdadeiro. Não podemos estereotipar, imitar, copiar e repetir simplesmente por repetir. Não é uma Arte para demonstração e a seleção do Deshi sempre é feita, como nas antigas escolas de Koryu, avaliando a real intenção. Conforme afirmava Inoue Sensei: “Shin’ei Taido é uma Arte onde não existe espaço para o ego; a prática tem de ser sincera, respiração e suor verdadeiros, através da Força Realidade do KI ao invés do Aiki. É desta Realidade que o ki não deixa de fluir ( o que seria desastroso); existindo uma ressonância com a energia de Criação,conforme o Yamato Damashii. Através do estudo de IKI, fazemos que a Realidade do fluxo do ki seja constante.”

Termino com a frase de Kawanabe Sensei “com Inoue Sensei eu aprendi a substancia do Budo”, além da essência.

Bom fim de semana.

Oss.

Baseado em artigos de Shinwa Taido, entrevistas de Inoue Sensei e Kawanabe Sensei.

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