Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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domingo, 22 de agosto de 2010

Hara no Tanden
































O Hara continua sendo objeto de nosso estudo, pois é um Tanden ou mar de energia comum a várias culturas e sistemas, com atuação espiritual e física. Enquanto na cultura japonesa o Hara tem sua importância mantida, em outras culturas ele fica diluído nos outros, se valorizando o(s) superior(es); lembrar que no Tibet são seis e na India são sete, no total.

Todos os sistemas falam da função do Hara como o Tanden que concentra e faz com que a energia ascenda e circule. Não há evolução dos outros Tanden sem a energia do Hara. No Tibet fala-se que o “calor místico” ascende dele e, ao mesmo tempo alimenta a energia sexual e de sobrevivência (para alguns o chakra básico é uma projeção dele). 

É o Hara que move nossa energia para cima e para baixo, que nos dá estabilidade física e mental, ou seja, valorizar em demasia os outros Tanden seria como construir um prédio à partir do terceiro andar,sem as fundações e os andares inferiores.

A mobilidade energética através do Hara é tanta que os sistemas marciais se preocupam em protegê-lo visando não haver perda de energia ou mesmo invasão de energia externa. Daí a utilização de faixas, obi, hakama, etc...

Seja Ki/ tchi/tsog-lung/prana, o conceito de energia e circulação energética é muito semelhante nestas culturas e utilizado nas Artes Marciais e/ou meditação sempre associado à respiração.

Logo, estando consciente de seu Hara, este “administra e controla” o Ki, não permitindo que ele se esvaia e nos leva a uma condição de centramento. Lembram-se daqueles cinco preceitos (Gokai) de Mikao Usui? Estudando os sistemas destas culturas orientais vamos ver que estes preceitos estão sempre presentes como condição para equilíbrio dos Tanden e do Ki.

Na prática, devemos exercitar esta “consciência” em todas as técnicas mas a melhor para exercitá-la é o Ikkio, pois a “entrada” é feita com a expansão da energia do ki (Kibare) do Hara no Tanden. Esta mesma “entrada” acontecera no Nikkyo, Shihonague e assim sucessivamente. Porem uma consciência sempre de mente vazia.

Boa prática.

Oss.

Baseado nos livros de Medicina Tibetana - Forde, Nei Tchig, Tao te Tching, Medicina Marma e Ayurvédica, Respiração Oriental, Respiração Yogue, The Golden Future – Osho; artigos de Kototama, Reiki, Aikido , Shin’ei Taido, Filosofia Shingon e métodos/sistemas de Saúde japoneses.

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