Esta Arte Marcial tem por característica resgatar toda Tradição Marcial dos primórdios da civilização japonesa, quando o homem vivia perfeitamente integrado consigo mesmo e com o Universo. Neste conceito, através do treinamento captamos a energia do Grande Universo e depois passamos a utilizá-la, tendo o centro do corpo como área de difusão. Através da consciência do fluxo de energia tudo é possível e podemos esquecer o uso da força física. Com a meditação, esvaziamos a mente e com a prática do Shin’ei Taido também.

Com a mente e o interior pacificados, não há medo, nem raiva, nem angústia nem pânico; saímos das emoções e dos pensamentos. Se considerarmos isto como objetos do aprisionamento humano, entramos na dimensão da Consciencia, aonde nos conduz o Shin’ei Taido. Tanto homens, mulheres, pessoas de todas as idades podem se integrar nesta prática saudável.

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domingo, 4 de julho de 2010

O Zen e o Bushido










































O Zen ingressou no Japão no século doze pelo Mestre Eisai (1141-1215), tendo grande popularidade entre a classe dos Bushi (1), sendo Samurai a casta nobre.

Como os Bushi se esmeravam pelo aperfeiçoamento pessoal, vêem no Zen a possibilidade de aprimoramento na parte espiritual e da mente, onde a morte nada mais é do que a continuação da vida. Nem por isso, a vida não devia ser subvalorizada nem desprezada.

Vemos o nascimento do “Zen do Bushi”, que acabou influenciando o Bushido (2), já que os guerreiros japoneses não gostavam dos contos chineses e a cultura Zen desenvolvia koans (3) e contos decorrentes da vida Samurai.

O espírito do Zen é muito bem demonstrado por Kimura Kyuho Shihan, mestre de Kenjutsu, por volta do século dezoito, quando diz:

“O verdadeiro Samurai evita discussões, disputas e brigas, pois isto significa a morte de alguém. Como podemos matar à um semelhante, espelho de si mesmo? Nossa essência é amarmos uns aos outros, nunca matar... A katana é um instrumento infausto ( de dois sentidos e/ou gumes) (4), algumas vezes tira a vida, outra vezes concede a vida.”

Na prática Zen o ato é apenas ele mesmo, sendo total o seu engajamento na prática pelos Bushi. Como dizia Mestre Yunmen:

“Se você caminhar, apenas caminhe; se você sentar, apenas sente-se. Mas não vacile.”

Por isso, não copie ou imite modelos, apenas seja. Se treinar, só treine (seja); se trabalhar, apenas trabalhe (seja). Não vacile (não deixe a mente comandar).

Boa Semana a todos.

Oss.


(1) guerreiros (2) Caminho do Guerreiro (3) pequenos contos, em frases curtas, com o intuito de enganar a mente, a interpretação é única para cada pessoa. (4) este é o sentido que nos fala Inoue Sensei em sua entrevista, já postada.
Baseado em artigos de livros de Zen como Zen- Palavra Básica, Zen e Ma Tzu de Osho entre outros.

2 comentários:

  1. Otra hermosa reflexión Ricardo, ya por el siglo XVIII habia maestros muy sabios,
    un abrazo

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    Respostas
    1. Hola, Carina,
      Es verdad, son muy ricas y bellas las enseñanzas de Kimura Kyuho Shihan.
      Gracias por tu comentário.
      Abrazo.

      Excluir

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